
Um novo medicamento em estudo para obesidade e diabetes tipo 2 apresentou resultados positivos ao reduzir tanto os níveis de açúcar no sangue quanto o peso corporal dos pacientes. O fármaco desenvolvido pela farmacêutica Lilly, chamado retatrutida, foi testado em um ensaio clínico de fase avançada e mostrou melhora significativa em indicadores importantes da doença.
O estudo acompanhou pacientes com diabetes tipo 2 que ainda não utilizavam outros medicamentos para controle da glicose e tinham a doença há cerca de dois anos e meio.
Diabetes tipo 2
Em 40 semanas, os participantes que receberam o tratamento apresentaram uma redução média de 1,7% a 2% na hemoglobina A1c, indicador que reflete os níveis de açúcar no sangue ao longo do tempo. No grupo que recebeu placebo, a redução foi menor.
Além do controle glicêmico, o medicamento também levou à perda de peso. Entre os pacientes que seguiram o tratamento até o fim, a redução média chegou a cerca de 16,8% do peso corporal. Considerando todos os participantes, incluindo aqueles que interromperam o uso, a perda média foi de 15,3%.
Como o medicamento atua no organismo?
A retatrutida é aplicada por injeção semanal e atua em três diferentes receptores hormonais ligados ao metabolismo. Esse mecanismo combina efeitos como redução do apetite, melhora do controle da glicose e aumento do gasto energético, o que pode explicar os resultados observados no estudo.
Segundo os pesquisadores, o desempenho do medicamento indica um potencial relevante tanto para o tratamento do diabetes tipo 2 quanto para a redução de peso, duas condições que frequentemente estão associadas.
Os efeitos colaterais relatados foram semelhantes aos já observados em outros medicamentos dessa classe, principalmente sintomas gastrointestinais como náuseas, diarreia e vômitos.
Os dados reforçam uma nova linha de tratamentos que tenta agir em mais de um processo do organismo ao mesmo tempo. Em pesquisas anteriores, a retatrutida já havia apresentado resultados ainda mais expressivos na perda de peso.
Apesar disso, o medicamento ainda está em fase de estudos e não foi aprovado para uso. O tratamento ainda precisa passar pela avaliação de órgãos reguladores antes de poder ser disponibilizado para a população.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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