Nunes sobre desculpas de Marçal: "Marketing ou arrependimento"

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Ricardo Nunes e Pablo Marçal disputam preferência do eleitor de Bolsonaro

Durante agenda pública, neste sábado (7/3), o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), se mostrou reticente ao dizer que aceita o pedido de desculpas feito pelo empresário e influenciador Pablo Marçal — e estendido ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) — no evento de filiação ao União Brasil, que aconteceu nessa sexta (6/3), na capital paulista. A retratação ocorreu em razão da disputa pela Prefeitura de SP nas eleições municipais de 2024.

Em um primeiro momento, Nunes disse que, “como cristão”, aceitaria a retratação de Marçal, mas questionou a motivação para tal atitude, se fruto de “marketing político ou se isso é realmente um arrependimento verdadeiro.”

“Eu, como cristão, obviamente a gente aceita todas as desculpas. Mas, a grande verdade para quem é verdadeiramente cristão de querer se arrepender precisa estar dentro de si. Se aquilo não é uma fala da boca para fora, isso na verdade vai depender dele nas ações que ele vai desenvolver daqui para frente. Mas não deixa de ser um fato importante de fazer um reconhecimento. Agora a gente vai ter que distinguir se isso é só mais uma ação de marketing político ou se isso é realmente um arrependimento verdadeiro”, declarou o prefeito paulistano.

Pedido de desculpas de Marçal

A fala de Marçal ocorreu durante evento de filiação ao União Brasil, em uma casa de eventos no Morumbi, zona sul da capital, na sexta, que contou com a presença dos presidentes nacionais do União, Antônio Rueda, e do PP, Ciro Nogueira, entre outras autoridades.

“Ao Ricardo Nunes, prefeito de São Paulo, eu te peço perdão publicamente. Porque não há união sem arrependimento, se a pessoa não tiver humildade. Então, Ricardo, a gente conversava antes da eleição, depois que eu cresci, todo mundo veio bater em mim e eu acabei devolvendo muito forte em você. Pelos amigos em comum, você é um homem bom”, declarou Marçal em seu discurso na cerimônia de filiação. “E ao governador Tarcísio, que quase esteve entre nós, eu passei do limite também com o governador. Tarcísio, peço perdão público para você, porque eu sei o homem honesto e correto que você é”, completou.

Vorcaro “desgraçado”

No mesmo evento, Ricardo Nunes voltou a criticar o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso desde a última quarta-feira (4/3), em decorrência da Operação Compiance Zero, suspeito de lavagem de dinheiro, corrupção e obstrução de Justiça. Na mesma operação, também foi preso o pastor Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro.

Na sexta (6/3), Nunes chegou a chamar Vorcaro de “desgraçado” e que torceria para que o ex-banqueiro “morra lá [na prisão] até apodrecer”. Neste sábado, o prefeito reiterou o adjetivo para classicar o ex-banqueiro. A justificativa para o xingamento foi uma das mensagens obtidas durante a investigação da Polícia Federal (PF) na qual Vorcaro diz a Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o Sicário, que o aliado teria que “moer a vagabunda”, em razão de um a um suposto desentendimento com uma funcionária doméstica.

“Amanhã é Dia das Mulheres, infelizmente os dados são ruins… Olha, acho que a gente, primeiro, repudiar veementemente falas como, por exemplo, o Daniel Vorcaro. Eu estou indignado dele estar combinando ali com o seu capanga de moer uma mulher porque ela está ali o incomodando… Ele tem que responder pelos crimes financeiros, mas responder por isso, responder pela fala de mandar quebrar os dentes de um jornalista… Porque a gente não pode aceitar que um desgraçado desse vá falar que ele queimou uma mulher, porque essa mulher está sendo ali, de uma certa forma, alguém que não está defendendo ou participando dos interesses dele”, declarou Ricardo Nunes.

Datafolha

O prefeito ainda comemorou o resultado da mais recente pesquisa Datafolha para a sucessão presidencial, que apontou uma queda na vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), líder em cenários de primeiro turno, e o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL). No segundo turno, o levantamento mostra um empate técnico entre ambos em um eventual segundo turno — em uma das possibilidades avaliadas pelo instituto de pesquisas.

“A população brasileira tem o direito de ter um país que olhe por todos e essa era do PT já passou. [A pesquisa] está demonstrando que o Lula vem caindo, o Flávio vai subindo, a rejeição do Lula [está] muito alta e de que a gente vai poder ter aí uma nova esperança. E o que precisa fazer a partir de então é cobrar o Flávio firmemente para que os compromissos que ele está assumindo com a sociedade e conosco, que ele cumpra”, comentou o prefeito de SP, Ricardo Nunes.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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