
A preservação da saúde dos rins passa, acima de tudo, por um padrão alimentar equilibrado. Segundo a nutricionista Glenda Cardoso, não existem “superalimentos” capazes de limpar os rins, mas há escolhas que contribuem para proteger a função renal ao longo da vida.
A especialista destaca que a saúde renal está diretamente ligada ao controle da pressão arterial, da glicemia, da inflamação sistêmica e da sobrecarga metabólica — fatores que podem ser modulados pela alimentação.
Entenda
Frutas vermelhas: ação antioxidante
Entre os alimentos que podem contribuir para a saúde renal estão frutas vermelhas como mirtilo, morango e amora. “Elas são ricas em antocianinas e polifenóis, compostos bioativos com potente ação antioxidante e anti-inflamatória”, afirma Glenda.
O estresse oxidativo é um dos mecanismos envolvidos na progressão da doença renal crônica. De acordo com a nutricionista, dietas ricas em compostos antioxidantes estão associadas à menor inflamação sistêmica.
Outro ponto relevante é a menor carga glicêmica dessas frutas, favorecendo o controle metabólico — fator crucial, já que o diabetes figura entre as principais causas de comprometimento renal.

Vegetais verde-escuros e o eixo intestino-rim
Espinafre, couve e brócolis também entram na lista. Esses vegetais são fontes importantes de magnésio, folato, fibras e antioxidantes.
“A fibra alimentar auxilia no controle da glicemia, na redução de inflamação e na modulação da microbiota intestinal. Existe ainda uma conexão conhecida como eixo intestino-rim: alterações na microbiota, como a disbiose, podem aumentar a produção de toxinas que impactam diretamente a função renal”, explica a nutricionista.
A especialista faz uma ressalva importante: em pacientes com doença renal crônica avançada, pode ser necessário controlar a ingestão de potássio. Por isso, qualquer ajuste alimentar deve ser feito com acompanhamento profissional.

Azeite de oliva e proteção cardiovascular
O azeite de oliva extra-virgem é fonte de gorduras monoinsaturadas e compostos fenólicos, associados a efeitos anti-inflamatórios e cardioprotetores.
Como os rins estão intimamente ligados à saúde cardiovascular, estratégias que reduzem a inflamação e melhoram o perfil lipídico contribuem indiretamente para a proteção renal.

Segundo Glenda Cardoso, o padrão alimentar mediterrâneo — rico em azeite de oliva — apresenta associação consistente com menor risco de progressão da doença renal crônica.
Por fim, a nutricionista reforça: não existem soluções isoladas. A preservação da função renal depende de um conjunto de hábitos saudáveis e de uma orientação individualizada, que considere o histórico e as condições clínicas de cada pessoa.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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