O “Cara”

O “Cara”

Por Narciso Mendes25 de março de 2026 – 05h00 3 min de leitura

Flávio Dino, por onde já passou, sempre produziu bons resultados, sobretudo como ministro do STF. 

Entre os anos 1994 e 2006, portanto, no decorrer de 12 anos, o hoje ministro do STF, Flávio Dino, atuou como juiz federal e chegou a presidir a Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil). Dado o seu extraordinário desempenho, também ocupou a função de juiz auxiliar do nosso próprio STF; diga-se de passagem, teve um bom e excepcional começo.

Ciente do dever cumprido enquanto juiz, Flávio Dino optou pela atividade política e, nas eleições de 2006, foi eleito deputado federal. Se algumas restrições fossem-lhe feitas, diziam respeito ao fato de ser filiado ao PCdoB, embora o mesmo não fosse considerado, como se dizia à época, que “comunistas comiam criancinhas”, justamente a expressão que, entre os anos 1920 e 1930, realçava a antepropaganda do regime comunista.

Entre os anos 2011 e 2014, foi alçado à condição de presidente da Embratur, desta feita completando a sua efetiva presença nos nossos três Poderes: o Judiciário, o Legislativo e o Executivo.

Em 2015, foi eleito governador do estado do Maranhão e, como veio a concorrer à sua própria reeleição e fora eleito, manteve-se na condição de governador até o ano de 2022, do qual se afastou para se candidatar ao Senado nas eleições seguintes.

Eleito senador, dada a vitória do presidente Lula nas eleições de 2022, este o indicou para exercer as funções de ministro da Justiça e Segurança Pública e, na vacância do ocupante da 11ª cadeira do nosso STF, voltou a ser convidado para exercer a função que ora está exercendo.

Sendo o mais recentemente empossado ministro do nosso STF, Flávio    Dino já fez o que há muito tempo esperávamos, entre elas: o seu enfrentamento às roubalheiras derivadas das tais emendas parlamentares aos nossos orçamentos públicos; o fim dos penduricalhos nos salários dos nossos servidores públicos, sobretudo os do Poder Judiciário; e, mais recentemente, o fim das aposentadorias compulsórias aos servidores públicos, civis e militares, que tenham sido julgados e condenados criminalmente.

Não por acaso, utilizei a expressão da moda e denominei-o de “O Cara”, posto que dezenas e dezenas de bilhões de reais, anualmente, escorrem pelos canos via privilégios e corrupção, justamente os recursos públicos que estão faltando para melhor atender às que são, de fato, as principais responsabilidades do Estado brasileiro: no caso, a nossa saúde, a nossa educação e a nossa segurança pública.

Três dos nossos atuais deputados federais, após devidamente investigados, foram condenados por cobrarem 20% de propina das emendas que haviam dirigido a um dos prefeitos do estado do Maranhão.

Fonte: Conteúdo republicado de ac24horas

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