
O presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana (Podemos-MG), já tem em mente um plano para tentar votar o relatório final da comissão, caso o plenário do STF decida não prorrogar os trabalhos do colegiado.
Na quinta-feira (26/3), os ministros da Corte vão decidir se mantêm ou se derrubam a decisão monocrática do colega André Mendonça que prorrogou o funcionamento comissão de inquérito por mais 60 dias.
Caso a maioria dos ministros do Supremo vete a prorrogação, a CPMI terá de encerrar suas atividades até o sábado (28/3), o que deixará o calendário bastante apertado para votação do relatório final.
O plano do presidente da comissão, contudo, é convocar uma sessão extraordinária da CPMI na sexta-feira (27/3) para que o relator do colegiado, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), leia seu parecer.
A ideia de Viana é também realizar uma sessão no dia seguinte, mesmo sendo um sábado (28/3), para votar o relatório final. Governistas, porém, certamente devem reagir a essa articulação.
Com a resistência dos aliados do governo, a cúpula da CPMI negocia um acordo sobre o relatório final. A ideia seria pedir o indiciamento apenas dos nomes de consenso, como é o caso do “Careca do INSS”.
Haveria também consenso para um projeto endurecendo as regras para empréstimos consignados para aposentados do INSS. O ponto é visto como fundamental devido à descoberta do envolvimento do Banco Master no escândalo.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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