O prejuízo de R$ 166 milhões do supermercado Dia com o Letsbank

Divulgação/Grupo Dia
Imagem colorida de fachada da rede de supermercados Dia - Metrópoles

A liquidação do Letsbank provocou um rombo de R$ 166,6 milhões no já combalido caixa da rede de supermercados Dia. O valor diz respeito a um acordo firmado entre a varejista e a instituição financeira um mês antes da intervenção do Banco Central (BC) no conglomerado do Banco Master, ao qual o Letsbank pertencia.

Em recuperação judicial, a rede de supermercados é controlada por Nelson Tanure, alvo da segunda fase da operação Compliance Zero, que investiga possíveis fraudes do Master e levou os principais executivos do banco para a cadeia.

O dinheiro que o Dia esperava receber diz respeito à cessão de um precatório do LetsBank. Além dos R$ 116,6 milhões, havia a previsão do pagamento de outros R$ 50 milhões, em dez parcelas mensais.

Com a liquidação do Letsbank, determinada em novembro de 2025, o dinheiro não entrou no caixa e não há qualquer previsão de quando — e se — o Dia receberá os valores acordados. A Expertisemais, administradora judicial do Dia, afirmou que optou por reconhecer contabilmente a perda integral dos valores envolvidos.

A rede de supermercados Dia entrou em recuperação judicial em março de 2024, com uma dívida estimada em mais de R$ 1 bilhão. Tanure assumiu o controle no fim de dezembro do mesmo ano, por meio de fundos de investimento. Atualmente, o grupo Dia opera 239 lojas ativas no Brasil, sendo 195 próprias e 44 franquias e emprega mais de 2.600 funcionários.

Desde que foi alvo da PF, Tanure perdeu participações relevantes em empresas como Light, Ligga Telecomunicações e Alliança Saúde, após credores executarem dívidas lastreadas em ações dadas em garantia.

 

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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