
Vão-se os anéis e ficam os dedos. Esse seria, hoje, o melhor ditado para descrever o acordo fechado entre os 10 ministros em exercício do STF que culminou com a saída de Dias Toffoli da relatoria do caso Master na Corte.
Pelo acerto, os ministros concordaram em não reconhecer o pedido de suspeição ou de impedimento contra Toffoli, reconhecendo a “plena validade dos atos” praticados por ele. Em troca, o ministro abriu mão da relatoria.
Dessa forma, o acordo evitou uma anulação de todos os atos de Toffoli como relator do caso — e consequentemente das provas colhidas. A eventual anulação poderia passar a imagem de “acordão” para ajudar o Master.
Ao mesmo tempo, a rejeição do pedido de suspeição de Toffoli também ajuda, de certa forma, a preservar a imagem do ministro, já bastante desgastada após as revelações de suas relações nada ortodoxas com os donos do Master.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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