
O patinador espanhol Tomàs-Llorenç Guarino Sabatéconseguiu, às vésperas das Olimpíadas de Inverno de Milão-Cortina 2026, a autorização especial para competir com sua rotina temática dos Minions. Ele reverteu uma proibição inicial por questões de direitos autorais, e conseguiu a permissão exclusiva para a competição nos Jogos.
O caso ganhou repercussão internacional nos últimos dias, e destacou os desafios que atletas de patinação artística enfrentam ao usar músicas modernas protegidas por copyright.
O que aconteceu?
Guarino Sabaté, campeão espanhol em seis ocasiões e estreante em Jogos Olímpicos aos 26 anos, adotou durante toda a temporada 2025/26 um programa divertido inspirado na franquia Minions, spin-off de Meu Malvado Favorito, da Illumination/Universal Pictures.
Ele se apresentava caracterizado com macacão azul e camiseta amarela, remetendo aos famosos personagens amarelos, ao som de um medley com músicas da animação, incluindo o famoso “Universal Fanfare” e outras faixas.
O programa foi submetido à plataforma ClicknClear, da União Internacional de Patinagem (ISU), em agosto de 2025, seguindo os protocolos exigidos, e aprovado para competições regulares da temporada. No entanto, poucos dias antes da abertura dos Jogos, em 6 de fevereiro de 2026, o atleta foi surpreendido com a informação de que a Universal Studios negava a autorização específica para o uso da música no contexto olímpico.
Em postagem no Instagram no dia 2 de fevereiro, Guarino lamentou a situação. “Infelizmente, poucos dias antes da inauguração dos Jogos Olímpicos, fui informado de que já não estava autorizado a usar este programa devido a problemas de direitos autorais”, disse.
Em 3 de fevereiro, o próprio atleta anunciou a boa notícia: após reconsideração da Universal Studios, motivada em grande parte pelo apoio massivo nas redes sociais, a permissão foi concedida exclusivamente para essa ocasião especial, os Jogos Olímpicos de Inverno 2026.
Polêmica
Desde 2014, quando a ISU permitiu o uso de músicas com letra, anteriormente restrito a instrumentais ou obras de domínio público, os patinadores passaram a enfrentar burocracias e riscos com direitos autorais. Casos semelhantes ocorreram em Olimpíadas anteriores, como em Pequim 2022, quando atletas americanos foram processados pelo uso não autorizado de uma música.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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