Belo Horizonte – A onça-parda apareceu pela terceira vez nas ruas de Esmeraldas, na região metropolitana de Belo Horizonte, na tarde desta terça-feira (17/3). Ela foi flagrada de novo pelas câmeras de segurança de residências da Rua Petrolina, no bairro São Pedro, pelo terceiro dia em pouco menos de uma semana. Era por volta das 13h30 quando a câmera flagrou o animal descendo de um muro, andando pela rua e pulando em cima do telhado de uma residência de dois andares.
O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) tentou capturar o animal, mas até agora em vão. Os militares chegaram a publicar na manhã desta terça (17/3), um vídeo educativo explicando sobre os cuidados que os moradores devem ter ao se deparar com o felino e dos riscos de tentar pegá-lo.
Equipes dos Bombeiros, com apoio da Polícia Ambiental, foram ao local dos avistamentos para realizar a captura do felino. A prioridade é realizar a captura de forma segura, evitando riscos tanto para os moradores quanto para o animal, que deverá ser encaminhado para um local adequado.
Moradores relatam medo e incerteza diante da situação, enquanto acompanham a movimentação das equipes responsáveis pelo resgate.
A primeira aparição foi na noite a noite da última quinta-feira (12/3) onde o felino aparece andando calmamente pela rua até tentar pular no muro de uma casa. A segunda vez, a aparição aconteceu na tarde de segunda (16/3) onde as filmagens mostram o animal andando pelo telhado de várias casas.
Segundo o biólogo Thiago Gelape, é comum a presença de onças-pardas em áreas de Mata Atlântica e Cerrado próximas à Região Metropolitana de BH, mas os avistamentos urbanos não são comuns, devido ao temperamento e costumes do animal.
“Esse tipo de animal, felino de grande porte, geralmente procura fazendas por causa do gado e outros animais domésticos criados livres, que são presas mais fáceis. Eles são animais de mata, aparecer no meio da rua não é comum”, explicou Thiago.
A orientação das autoridades é para que, em caso de novo avistamento de onça ou outro animal silvestre perigoso, os moradores acionem imediatamente o Corpo de Bombeiros (193) ou a Polícia Militar Ambiental (181 ou 190), mantendo distância segura e evitando confrontos.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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