
O câncer nos rins é um tipo de tumor que muitas vezes evolui sem provocar sintomas nas fases iniciais, o que dificulta o diagnóstico precoce. Segundo médicos especialistas, esse é um dos principais desafios da doença.
De acordo com o oncologista Ramon Andrade de Mello, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cancerologia, o carcinoma renal de células claras é a forma mais comum de câncer renal, responsável por cerca de 80% dos diagnósticos de tumores renais malignos.
“Ele se origina nas células dos túbulos renais, estruturas responsáveis pela filtração do sangue, e recebe esse nome porque, quando analisadas no microscópio, as células tumorais apresentam aparência mais clara”, explica o médico.
O que é o câncer nos rins
Os rins são responsáveis por filtrar o sangue, eliminar substâncias tóxicas pela urina e ajudar no controle da pressão arterial. Quando ocorre a multiplicação desordenada de células nesse tecido, pode surgir o câncer renal.
Segundo o Ministério da Saúde, o tipo mais frequente é o carcinoma de células renais, que inclui o subtipo de células claras.A maior parte dos diagnósticos ocorre em pessoas acima dos 50 anos e é mais comum em homens.
Entre os principais fatores de risco estão tabagismo, obesidade, hipertensão arterial não controlada, histórico familiar de câncer renal, exposição a determinadas substâncias químicas e doenças renais crônicas.
Sintomas do câncer nos rins
De acordo com o urologista Thiago Castro, de Brasília, nem sempre, os sinais do câncer renal são evidentes. “Muitas pessoas não apresentam sintomas nas fases iniciais da doença ou apresentam sinais menos comuns, que podem sugerir várias outras doenças”, explica. Quando a doença começa a dar sinais, os pacientes podem perceber:
Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico do câncer renal costuma ser realizado por meio de exames de imagem, como ultrassonografia, tomografia computadorizada ou ressonância magnética.
Em muitos casos, o tumor é descoberto de forma incidental, durante exames solicitados por outros motivos. Castro ressalta que “a possibilidade de detecção apenas pelo toque, só é possível se a doença estiver avançada”.
Tratamento e prevenção
Segundo os especialistas, o prognóstico está diretamente relacionado ao momento do diagnóstico. Quando descoberta precocemente, as taxas de cura são significativamente maiores. O tratamento pode envolver cirurgia para remoção parcial ou total do órgão afetado.
Já nos casos mais avançados, podem ser indicadas terapias-alvo e imunoterapia. “Hoje existem medicamentos imunoterápicos capazes de estimular o próprio sistema imunológico a combater as células cancerígenas, com alta eficácia contra o carcinoma renal”, destaca o oncologista
Por outro lado, nos casos em que já há metástase para outros órgãos, o tratamento costuma ter como foco principal o controle do tumor e a melhora da qualidade de vida do paciente.
Embora não exista uma forma garantida de prevenir o câncer renal, algumas medidas reduzem o risco, como não fumar, manter o peso adequado, praticar atividade física regularmente e controlar a pressão arterial.
A realização de check-ups periódicos também é recomendada, especialmente para pessoas com fatores de risco ou histórico familiar.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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