Operação mira postos de combustíveis no DF após variação de preços. Veja vídeo

Felipe Machado/Metrópoles
operação de fiscalização

O Instituto de Defesa do Consumidor do Distrito Federal (Procon-DF), junto da Polícia Federal (PF) e da Agência Nacional do Petróleo (ANP), realizou fiscalizações em três postos de combustíveis da capital, na manhã desta sexta-feira (27/3). Um dos objetivo é apurar possíveis variações de preço.

As ações fazem parte de uma operação nacional batizada de “Vem Diesel”. O objetivo é fiscalizar a qualidade dos combustíveis dos postos, além de apurar possíveis irregularidades nos preços, como a combinação dos valores entre concorrentes, o que pode configurar como cartel.

“Foram feitos os testes de qualidade dos combustíveis e também do volume, que é a quanto que a bomba entrega e o pessoal chama de bomba baixa”, explicou o diretor de fiscalização do Procon-DF, Rafael Oliveira.

Além dos testes de qualidade, Oliveira ressalta que foram coletadas as notas fiscais dos postos para a verificação de uma possível alta no valor dos combustíveis.

“A parte da fiscalização do Procon verificou também as notas fiscais de compra e venda para avaliar a evolução dos dos preços. E aí a gente vai fazer num segundo momento essa análise para ver se ocorreu uma elevação sem justa causa“, detalhou.


Sobre a operação


O que diz o Sindicombustíveis-DF

Em nota, o presidente do sindicato, Paulo Tavares, afirmou que aguarda a manifestação da PF e do Senacon a respeito das investigações.

“Nós da revenda estamos sempre trazendo à população do Distrito Federal a movimentação de preços por parte de nossos fornecedores e sempre esclarecendo a formação de custos do setor que tem variáveis distinta”, explicou.

Tavares também destaca os postos de combustíveis não compram produtos da Petrobras, mas das distribuidoras. Segundo eles, as distribuidoras já reajustaram os preços de forma expressiva em razão do cenário internacional do petróleo devido a guerra no Irã.

“O setor que depende da importação de até 35% do diesel e 10% da gasolina, vem atuando com responsabilidade para evitar desabastecimento, inclusive com importação destes produtos a custos elevadíssimos devido a guerra”, acrescentou.

Por fim, o presidente enfatizou que o sindicato é apoiador das ações dos órgãos de controle quanto a possíveis práticas de preços sem os devidos esclarecimentos.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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