Os 3 atritos de Ciro Nogueira e Tarcísio que elevaram pressão do PP

Reprodução/ redes Ciro Nogueira
Valdemar elogiou chapa com Tarcísio e Ciro Nogueira

A insatisfação crescente do Progressistas (PP) com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que está em férias até o próximo dia 11, remonta a episódios acumulados pelo principal líder do partido, o senador Ciro Nogueira (PP-PI).

Na semana passada, o PP escreveu uma nota externando a insatisfação do partido com o governador de São Paulo. O comunicado fala em queixas de prefeitos, descontentamento de parlamentares e “distanciamento entre membros do atual governo estadual e a direção partidária do Progressistas, tanto em nível nacional quanto estadual”.

No governo de Jair Bolsonaro, Nogueira era ministro da Casa Civil e Tarcísio de Freitas, da Infraestrutura. Depois da vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2022, os ex-ministros se tornaram expoentes da oposição na arena política. O primeiro, como presidente de um dos principais partidos do Centrão, e o segundo como governador do estado mais rico do país.

Fator Flávio

Como mostrou o Metrópoles, a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) influenciou o PP a externar o descontentamento com Tarcísio. Neste momento, com Tarcísio mais distante das eleições presidenciais, o PP quer ajudar a montar palanques para Flávio.

Já que as provas de lealdade de Nogueira ao governador não teriam sido correspondidas, caberia ao partido mandar um recado malcriado ao Bandeirantes.

Segundo aliados, embora não admitam publicamente, a relação entre o filho 01 do ex-presidente e Tarcísio ficou estremecida após o senador anunciar que será candidato à Presidência em 2026. O governador era tido como candidato favorito do mercado financeiro para disputar as eleições contra Lula e, agora, demonstra apoio tímido a Flávio.

Além da influência de Flávio, parlamentares e dirigentes partidários do Centrão lembraram episódios que tensionaram a relação entre PP e Tarcísio, inspirando a nota do partido de Nogueira, contrária ao governador de São Paulo.


Os 3 atritos de Ciro e Tarcísio

1 – Disputa pela vice

2 – Perda de espaço no governo

3 – Vaga na Casa Civil


PP articula candidatura

Nesse turbilhão, o PP abriu a possibilidade de lançar uma candidatura própria nas eleições paulistas, mesmo no caso de Tarcísio tentar reeleição.

Nesta semana, parlamentares do Progressistas se reuniram com o ex-integrante do governo Tarcísio, Filipe Sabará. Ele foi convidado para entrar no partido e há expectativa de que a filiação ocorra em fevereiro. Na conversa, foi ventilada a possibilidade de uma candidatura ao governo estadual. Sabará tem dito que só levará adiante a ideia, a de tentar ser governador de São Paulo, se Tarcísio fizer corpo mole no apoio a Flávio.

O presidente do diretório paulistano do PP, Rafael Rodas, o deputado Fausto Pinato (PP-SP), Filipe Sabará e o deputado e presidente do PP em SP, Maurício Neves.

Sabará articulou a campanha de Pablo Marçal (PRTB) à Prefeitura de São Paulo e agora tem sido o elo de Flávio com o empresariado paulistano, e diz que está 100% focado na pré-candidatura do filho 01 de Bolsonaro.

Outros nomes sondados pelo PP são do deputado Ricardo Salles (Novo), que não deve se filiar ao partido, e o ex-governador Rodrigo Garcia, que está sem partido.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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