O samba enredo da Acadêmicos de Niterói, que homenageia o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), conta a história do petista, enaltece bandeiras do político, mas também faz críticas com referências a adversários políticos.
O combate à fome e a “vitória” do amor sobre o medo abrem o samba-enredo da Acadêmicos de Niterói, que é a primeira escola a atravessar a Marqês de Sapucaí, neste domingo (15/2), na cidade do Rio de Janeiro.
“Quanto custa a fome? Quanto importa a vida/ Nosso sobrenome é Brasil da Silva / Vale uma nação, vale um grande enredo / Em Niterói, o amor venceu o medo”, dizem os primeiros versos do samba-enredo.
A expressão “Olê, olê, olê, olá” é repetida várias vezes. Esta sequência é a mesma que embalou várias campanhas do petista, mas completada por “Lulá, lulá”.
Na sequência, a origem de Lula e o deslocamento da família nordestina para o sudeste do país são rimados. A letra do samba usa de forma lúdica o número de Lula nas urnas, o 13. “Por ironia, treze noites, treze dias”, cita em referência à duração da viagem da família rumo ao sudeste.
Nomes de figuras que se posicionaram contra a ditadura militar também são mencionados na letra que embala a escola de samba. “Zuzu Angel, Henfil, Vladimir”, diz em dado momento.
A sequência “Lute pra vencer, aceite se perder (…) Não é digno fugir” pode ser uma referência à tentativa de golpe de Estado pela qual o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e à tentativa dele de romper a tornozeleira eletrônica quando estava em prisão domiciliar, por meio de uma solda.
Uma alusão mais clara a Bolsonaro aparece na expressão “sem mitos falsos, sem anistia”
Na avenida
Na avenida, uma das alegorias faz alusão ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Com feição triste, Bolsonaro é retratado no boneco de um palhaço na prisão, vestindo trajes listrados, que representa presidiários.
O palhaço também utiliza uma tornozeleira eletrônica com sinais de violação, assim como ocorreu no episódio que levou à revogação da prisão domiciliar do ex-presidente, em novembro do ano passado.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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