
Flávio Bolsonaro, aquele que muitos tentam vender como o “rosto moderado” da família, resolveu vestir uma nova fantasia. Esqueçam o figurino de centro ou centro-direita que tentam lhe impor.
Reportagem recente do The New York Times pôs luz sobre o que vinha sendo cozinhado nos bastidores: um lobby intenso de Flávio e seu irmão Eduardo junto à administração de Donald Trump.
O objetivo? Convencer os americanos a classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Segundo o jornal, Flávio chegou a entregar relatórios detalhados ao Departamento de Estado, atuando quase como um chanceler paralelo – ou, no bom português, um lobista de luxo.
A ideia parece saída diretamente do manual de “idiotices políticas” que a família domina com maestria.
Há uma diferença fundamental que os Bolsonaros fingem não entender: o crime organizado quer lucro. Organizações terroristas querem derrubar Estados e ideologias. Ao misturar as estações, Flávio não busca segurança pública para o brasileiro.
Ele busca um trunfo eleitoral para sua pré-candidatura em 2026 e, pior, abre as portas para uma intervenção externa que fere a nossa soberania.
Se Trump, cercado por uma equipe que só sabe dizer “sim senhor”, cair nessa conversa, entregará um presente de bandeja para Lula. O petista não perderia a chance de se enrolar na bandeira nacional para denunciar o óbvio: um atentado à autonomia do Brasil provocado por brasileiros.
Flávio Bolsonaro parece não perceber que, ao tentar criar esse fato internacional, pode estar cavando um buraco ainda mais fundo. A vida do senador tende a ficar muito mais complicada se Washington começar a ditar as regras no nosso quintal. O tiro, como de costume, tem tudo para sair pela culatra.
Depois das sanções, estimuladas pelo “chanceler do caos” Eduardo Bolsonaro, temos agora o patriota Flávio abrindo as portas para interferência em ano eleitoral.
É o amadorismo da família Bolsonaro atravessando o oceano (de novo) para passar vergonha.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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