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  • De volta ao passado (por Olimpio Cruz Neto)

    De volta ao passado (por Olimpio Cruz Neto)

    trump casa branca

    O ataque militar dos Estados Unidos em território venezuelano — que, segundo a cobertura internacional, culminou na captura do presidente Nicolás Maduro e sua transferência para os EUA — inaugura um fato consumado que a América Latina conhece bem, mas preferia manter nos livros de história. Ao cruzar a linha entre pressão diplomática e uso direto do poder militar para interferir no comando político de um país, Washington reativa um repertório típico da segunda metade do século 20: intervenções, operações de mudança de regime e a mensagem brutal de que a soberania é negociável quando contraria interesses estratégicos.

    O risco imediato não está apenas em Caracas. Está na normalização do “precedente”. Se a remoção de um chefe de Estado virar expediente aceitável, governos da região recalculam, com frieza, seus custos de autonomia: alguns buscarão abrigo em alianças extra hemisféricas; outros reforçarão aparatos de segurança e contrainteligência; e muitos endurecerão o discurso nacionalista para sobreviver politicamente. O resultado tende a ser uma espiral de desconfiança: mais militarização, mais vigilância, mais polarização interna e menos espaço para pactos democráticos. Em sociedades já feridas por desigualdade e descrença institucional, isso funciona como gasolina.

    Há, ainda, o impacto sobre a arquitetura multilateral. A Carta da ONU sustenta a proibição do uso da força contra a integridade territorial ou a independência política dos Estados, e o sistema interamericano se ergue, ao menos no papel, sobre o princípio da não intervenção. Quando o poder mais forte do hemisfério age como se essas bases fossem relativas — ou seletivas — a “contensão” oferecida por ONU e OEA perde credibilidade. A diplomacia, então, deixa de ser arena de regras e vira corredor de retaliações: sanções em cascata, medidas unilaterais, pressões assimétricas, trocas de acusações e, no limite, o estímulo a soluções de força.

    O Brasil já sinalizou a gravidade ao afirmar que uma “linha inaceitável” foi cruzada e ao pedir resposta da ONU. Não é apenas retórica: é a leitura de que o efeito dominó pode alcançar fronteiras, fluxos migratórios e segurança regional — com custos humanitários e políticos difíceis de administrar, sobretudo em estados fronteiriços e em sistemas públicos já sobrecarregados. O problema é que, nessas horas, a realidade não pede licença: ela se impõe. Nada será como antes.

    Quem acha exagero deveria lembrar o Panamá (1989): a captura de Manuel Noriega e sua condução aos EUA para julgamento virou símbolo duradouro de ingerência e provocou condenação internacional. No campo jurídico, decisões e debates históricos sobre não intervenção e não uso da força servem como aviso: a erosão das regras não desaparece; ela retorna como instabilidade e deslegitimação — e quase sempre cobrando juros altos.

    Projetando um horizonte de vinte anos, o perigo maior é a cristalização de um “novo normal” de tensão: competição aberta por influência extra-regional; guerras de informação; ciberataques e sabotagens como moeda de troca (inclusive sobre infraestrutura energética); governos frágeis apelando ao autoritarismo em nome da ordem; economias já tensionadas sofrendo com choques de risco, fuga de capitais e insegurança jurídica. Voltamos a ser o “quintal” da Casa Branca — se é que deixamos de ser, em algum momento, na imaginação de certos estrategistas.

    A América Latina não precisa de uma nova Guerra Fria tropical. Mas pode ser empurrada para ela se a lógica do fato consumado substituir a lógica das regras. A diplomacia regional enfrenta, agora, um dilema: condenar a violação de princípios sem fechar portas para uma saída negociada que evite o caos interno na Venezuela — e, por extensão, um incêndio político no entorno. O ponto central é simples: quando a força vira atalho, a instabilidade deixa de ser exceção e passa a ser método. E, quando isso acontece, nenhum país da região sai ileso. Estamos todos presos ao que vier depois.

  • Operações midiáticas expuseram novas faces do crime organizado em 2025

    Operações midiáticas expuseram novas faces do crime organizado em 2025

    Operações deflagradas pela Polícia Federal (PF) e pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) em 2025 expuseram novos tentáculos do crime organizado no estado e se aprofundaram em conexões já conhecidas pelas autoridades. As investigações apontam que as organizações criminosas têm sofisticado e diversificado os negócios e estão cada vez mais presentes no mercado financeiro.

    À medida que amplia lucros com o tráfico internacional, o Primeiro Comando da Capital (PCC), por exemplo, encontrou no próprio sistema bancário mecanismos para lavar o dinheiro obtido de forma ilícita e dar lastro a quantias bilionárias.

    Promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de São Paulo e autoridades da Receita Federal têm dito que as fintechs e os fundos de investimento substituíram os antigos doleiros e criaram uma espécie de “paraíso fiscal” dentro do próprio país. Por meio de contas bolsão, que oferecem proteção contra bloqueios judiciais, e fundos exclusivos, que dificultam o rastreio do dinheiro, fica cada vez mais difícil entender a complexidade das redes fraudulentas.

    Além disso, o MPSP e a PF avançaram no ano passado sobre como o crime organizado utiliza casas de aposta on-line para lavar dinheiro, aparelha ONGs, extorque moradores de comunidades e trama planos de execução de autoridades.

    Leia também

    O PCC e a Faria Lima

    Em 28 de agosto, o Ministério Público de São Paulo e a Polícia Federal realizaram duas operações contra um sofisticado esquema de fraude, evasão fiscal e lavagem de dinheiro envolvendo o setor de combustíveis. A Carbono Oculto, do MPSP, e a Tank, da PF, cumpriram centenas de mandados judiciais contra suspeitos de participar do mesmo ecossistema criminoso.

    A investigação revelou que o esquema movimentou valores bilionários entre 2020 e 2024, com transações estimadas em R$ 52 bilhões em postos de combustíveis e outros elos da cadeia produtiva. Suspeitos teriam importado combustíveis e insumos no valor de mais de R$ 10 bilhões para integrar o sistema de produção e distribuição fraudulenta. O grupo criminoso teria sonegado pelo menos R$ 8,67 bilhões.

    Centenas de empresas de fachada e pelo menos 40 fundos de investimento teriam sido usados para reinserir o dinheiro na economia formal e dificultar o rastreamento. Entre os bens adquiridos, estavam terminais portuários, usinas, caminhões, imóveis e participação em fundos.

    De acordo com as investigações, os líderes do esquema Mohamad Hussein Mourad, conhecido como “Primo”, e Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”, teriam ligações com o PCC.

    Fintechs

    Ao longo do ano, outras operações também miraram esquemas do PCC envolvendo fintechs. Exemplo foi a Operação Hydra, da Polícia Federal, em fevereiro, deflagrada a partir da delação do corretor Vinícius Gritzbach, inimigo da maior facção do país e morto em novembro de 2024 no aeroporto de Guarulhos.

    O esquema envolvia os bancos digitais 2Go Bank e InvBank. O primeiro tinha como sócio fundador o policial civil Cyllas Elia. O grupo já havia sido alvo da PF no ano anterior, na Operação Tai-Pan, por delitos financeiros que movimentaram mais de R$ 6 bilhões do crime organizado.

    “Bets do PCC”

    Em outubro, a Polícia Federal deflagrou a Operação Narco Bet contra um esquema em que o PCC teria utilizado casas de aposta para lavar dinheiro do tráfico internacional. A apuração teve início após a Operação Narco Vela, em maio, revelar como a facção cooptava pequenas embarcações para abastecer com cocaína navios em alto mar.

    Entre os alvos da Narco Bet, está o influenciador Bruno Alexssander Souza Silva, conhecido como “Buzeira da Roleta”, dono de duas casas de aposta. Ele teria recebido R$ 19,7 milhões de um empresário investigado por enviar 3 toneladas de cocaína para a Europa.

    Uma das suspeitas é que o PCC tenha oferecido apoio financeiro para que casas de apostas fossem regularizadas pela Receita Federal.

    ONG a serviço do crime

    Em janeiro do ano passado, o Ministério Público de São Paulo deflagrou uma operação contra a ONG Pacto Social Carcerário, por suspeita de atuar como um braço do PCC.  A entidade, de acordo com a promotoria, era usada para simular violações de direitos no sistema carcerário e promover manifestações ordenadas pela cúpula da facção.

    Entre os alvos, estavam os presidentes da ONG, Luciene Neves Ferreira e Geraldo Sales da Costa, além de advogados ligados à organização. De acordo com o MPSP, a própria criação da ONG foi obra do PCC, conforme informações obtidas na Operação Ethos, em 2016.

    Além disso, uma das frentes de atuação da organização era a contratação de profissionais de saúde para realizar procedimentos médicos e estéticos em algumas das principais lideranças do crime.

    Na denúncia, os promotores destacaram o fato de que a ONG PSC não tinha mecanismos de arrecadação de recursos públicos ou privados, conforme constatou a quebra de sigilo bancário realizada durante as investigações, sendo supostamente financiada pela facção.

    Favela do Moinho

    Em setembro, os promotores do Gaeco da capital deflagraram a Operação Sharpe, contra um suposto esquema do PCC para cobrar propina de moradores da Favela do Moinho que fizeram acordo com a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) para se mudar da região.

    Conforme revelado pelo Metrópoles em julho, o PCC estaria cobrando uma “multa” de até R$ 100 mil dos inquilinos das casas da Favela do Moinho que abandonaram os imóveis, permitindo que eles fossem descaracterizados pelo governo do estado.

    De acordo com os promotores do Gaeco, o esquema de extorsão era comandado por Alessandra Moja, irmã de Leonardo Moja, o Leo do Moinho, apontado como o principal responsável pelo abastecimento de drogas na Cracolândia. O dinheiro da cobrança de propinas e do tráfico de drogas, segundo o MPSP, seria lavado por meio de empresas de sucata.

    A operação também desvendou como a maior facção do país abastecia a Cracolândia com entorpecentes. Segundo as investigações, a droga saída da comunidade por meio de carroceiros, que as transportavam até os pontos de venda.

    Plano contra Gakiya

    Em outubro, o MPSP e a Polícia Civil de São Paulo deflagraram uma operação que desarticulou mais um plano de execução do promotor Lincoln Gakiya, principal responsável por investigar o PCC no país, e do coordenador de presídios Roberto Medina.

    De acordo com as apurações, os criminosos alugaram uma casa de luxo a menos de um quilômetro do condomínio onde vive o promotor e usaram até drones para monitorar por meses a rotina de Gakiya e de Medina. As ordens para os ataques partiram de dentro de presídios federais e seriam executadas por integrantes da facção em liberdade.

    A investigação começou em julho após a prisão em flagrante do suspeito Vitor Hugo da Silva, conhecido como “VH”, por tráfico de drogas.

    O celular apreendido com ele revelou fotos, vídeos e mensagens descrevendo a rotina do coordenador de presídios Roberto Medina. O material incluía trajetos entre casa e trabalho e até filmagens de campana feitas em veículos e motos.

    A partir desses dados, os investigadores chegaram a outros suspeitos, como Wellison “Corinthinha” e Sérgio “Messi”, que também trocavam mensagens sobre os alvos. Em um dos aparelhos, havia prints do trajeto diário do promotor Lincoln Gakiya.

  • Operações midiáticas expuseram novas faces do crime organizado em 2025

    Operações midiáticas expuseram novas faces do crime organizado em 2025

    Operações deflagradas pela Polícia Federal (PF) e pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) em 2025 expuseram novos tentáculos do crime organizado no estado e se aprofundaram em conexões já conhecidas pelas autoridades. As investigações apontam que as organizações criminosas têm sofisticado e diversificado os negócios e estão cada vez mais presentes no mercado financeiro.

    À medida que amplia lucros com o tráfico internacional, o Primeiro Comando da Capital (PCC), por exemplo, encontrou no próprio sistema bancário mecanismos para lavar o dinheiro obtido de forma ilícita e dar lastro a quantias bilionárias.

    Promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de São Paulo e autoridades da Receita Federal têm dito que as fintechs e os fundos de investimento substituíram os antigos doleiros e criaram uma espécie de “paraíso fiscal” dentro do próprio país. Por meio de contas bolsão, que oferecem proteção contra bloqueios judiciais, e fundos exclusivos, que dificultam o rastreio do dinheiro, fica cada vez mais difícil entender a complexidade das redes fraudulentas.

    Além disso, o MPSP e a PF avançaram no ano passado sobre como o crime organizado utiliza casas de aposta on-line para lavar dinheiro, aparelha ONGs, extorque moradores de comunidades e trama planos de execução de autoridades.

    Leia também

    O PCC e a Faria Lima

    Em 28 de agosto, o Ministério Público de São Paulo e a Polícia Federal realizaram duas operações contra um sofisticado esquema de fraude, evasão fiscal e lavagem de dinheiro envolvendo o setor de combustíveis. A Carbono Oculto, do MPSP, e a Tank, da PF, cumpriram centenas de mandados judiciais contra suspeitos de participar do mesmo ecossistema criminoso.

    A investigação revelou que o esquema movimentou valores bilionários entre 2020 e 2024, com transações estimadas em R$ 52 bilhões em postos de combustíveis e outros elos da cadeia produtiva. Suspeitos teriam importado combustíveis e insumos no valor de mais de R$ 10 bilhões para integrar o sistema de produção e distribuição fraudulenta. O grupo criminoso teria sonegado pelo menos R$ 8,67 bilhões.

    Centenas de empresas de fachada e pelo menos 40 fundos de investimento teriam sido usados para reinserir o dinheiro na economia formal e dificultar o rastreamento. Entre os bens adquiridos, estavam terminais portuários, usinas, caminhões, imóveis e participação em fundos.

    De acordo com as investigações, os líderes do esquema Mohamad Hussein Mourad, conhecido como “Primo”, e Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”, teriam ligações com o PCC.

    Fintechs

    Ao longo do ano, outras operações também miraram esquemas do PCC envolvendo fintechs. Exemplo foi a Operação Hydra, da Polícia Federal, em fevereiro, deflagrada a partir da delação do corretor Vinícius Gritzbach, inimigo da maior facção do país e morto em novembro de 2024 no aeroporto de Guarulhos.

    O esquema envolvia os bancos digitais 2Go Bank e InvBank. O primeiro tinha como sócio fundador o policial civil Cyllas Elia. O grupo já havia sido alvo da PF no ano anterior, na Operação Tai-Pan, por delitos financeiros que movimentaram mais de R$ 6 bilhões do crime organizado.

    “Bets do PCC”

    Em outubro, a Polícia Federal deflagrou a Operação Narco Bet contra um esquema em que o PCC teria utilizado casas de aposta para lavar dinheiro do tráfico internacional. A apuração teve início após a Operação Narco Vela, em maio, revelar como a facção cooptava pequenas embarcações para abastecer com cocaína navios em alto mar.

    Entre os alvos da Narco Bet, está o influenciador Bruno Alexssander Souza Silva, conhecido como “Buzeira da Roleta”, dono de duas casas de aposta. Ele teria recebido R$ 19,7 milhões de um empresário investigado por enviar 3 toneladas de cocaína para a Europa.

    Uma das suspeitas é que o PCC tenha oferecido apoio financeiro para que casas de apostas fossem regularizadas pela Receita Federal.

    ONG a serviço do crime

    Em janeiro do ano passado, o Ministério Público de São Paulo deflagrou uma operação contra a ONG Pacto Social Carcerário, por suspeita de atuar como um braço do PCC.  A entidade, de acordo com a promotoria, era usada para simular violações de direitos no sistema carcerário e promover manifestações ordenadas pela cúpula da facção.

    Entre os alvos, estavam os presidentes da ONG, Luciene Neves Ferreira e Geraldo Sales da Costa, além de advogados ligados à organização. De acordo com o MPSP, a própria criação da ONG foi obra do PCC, conforme informações obtidas na Operação Ethos, em 2016.

    Além disso, uma das frentes de atuação da organização era a contratação de profissionais de saúde para realizar procedimentos médicos e estéticos em algumas das principais lideranças do crime.

    Na denúncia, os promotores destacaram o fato de que a ONG PSC não tinha mecanismos de arrecadação de recursos públicos ou privados, conforme constatou a quebra de sigilo bancário realizada durante as investigações, sendo supostamente financiada pela facção.

    Favela do Moinho

    Em setembro, os promotores do Gaeco da capital deflagraram a Operação Sharpe, contra um suposto esquema do PCC para cobrar propina de moradores da Favela do Moinho que fizeram acordo com a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) para se mudar da região.

    Conforme revelado pelo Metrópoles em julho, o PCC estaria cobrando uma “multa” de até R$ 100 mil dos inquilinos das casas da Favela do Moinho que abandonaram os imóveis, permitindo que eles fossem descaracterizados pelo governo do estado.

    De acordo com os promotores do Gaeco, o esquema de extorsão era comandado por Alessandra Moja, irmã de Leonardo Moja, o Leo do Moinho, apontado como o principal responsável pelo abastecimento de drogas na Cracolândia. O dinheiro da cobrança de propinas e do tráfico de drogas, segundo o MPSP, seria lavado por meio de empresas de sucata.

    A operação também desvendou como a maior facção do país abastecia a Cracolândia com entorpecentes. Segundo as investigações, a droga saída da comunidade por meio de carroceiros, que as transportavam até os pontos de venda.

    Plano contra Gakiya

    Em outubro, o MPSP e a Polícia Civil de São Paulo deflagraram uma operação que desarticulou mais um plano de execução do promotor Lincoln Gakiya, principal responsável por investigar o PCC no país, e do coordenador de presídios Roberto Medina.

    De acordo com as apurações, os criminosos alugaram uma casa de luxo a menos de um quilômetro do condomínio onde vive o promotor e usaram até drones para monitorar por meses a rotina de Gakiya e de Medina. As ordens para os ataques partiram de dentro de presídios federais e seriam executadas por integrantes da facção em liberdade.

    A investigação começou em julho após a prisão em flagrante do suspeito Vitor Hugo da Silva, conhecido como “VH”, por tráfico de drogas.

    O celular apreendido com ele revelou fotos, vídeos e mensagens descrevendo a rotina do coordenador de presídios Roberto Medina. O material incluía trajetos entre casa e trabalho e até filmagens de campana feitas em veículos e motos.

    A partir desses dados, os investigadores chegaram a outros suspeitos, como Wellison “Corinthinha” e Sérgio “Messi”, que também trocavam mensagens sobre os alvos. Em um dos aparelhos, havia prints do trajeto diário do promotor Lincoln Gakiya.

  • Frase do dia

    Frase do dia

    © Ricardo Stuckert / PR
    lula

    “Os bombardeios em território venezuelano e a captura de seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional.” (Lula)

  • Após Rússia, China pede que EUA liberte Maduro e primeira-dama

    Após Rússia, China pede que EUA liberte Maduro e primeira-dama

    Andy Wong-Pool/Getty Imgaes
    Imagem colorida mostra Xi Jinping e Nicolás Maduro - Metrópoles

    O Ministério das Relações Exteriores da China instou, neste domingo (4/1), os Estados Unidos a libertarem o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, após ele ter sido capturado por soldados norte-americanos em Caracas. O pedido ocorre um dia depois de a Rússia solicitar a libertação do presidente venezuelano e da esposa, Cilia Flores.

    O casal foi capturado e levado para fora do país por forças dos Estados Unidos, segundo confirmou o presidente norte-americano, Donald Trump, nesse sábado (3/1).

    “A China insta os EUA a garantirem a segurança pessoal do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, a libertá-los imediatamente, a cessarem a tentativa de derrubar o governo da Venezuela e a resolverem as questões por meio do diálogo e da negociação”, divulgou o ministério.


    Captura


    Ainda segundo o órgão, a “ação dos EUA viola claramente o direito internacional, as normas básicas das relações internacionais e os propósitos e princípios da Carta da ONU”.

    Maduro seguirá preso enquanto aguarda julgamento pelos crimes de narcoterrorismo e tráfico internacional de drogas. A acusação prevê pena mínima de 20 anos de prisão, podendo chegar à prisão perpétua, conforme denúncia apresentada em Nova York.

    Ele passou a madrugada de domingo no Centro de Detenção Metropolitano (MDC), no Brooklyn, conhecido como a “prisão dos famosos”, que abriga mais de 1,3 mil detentos.

    O MDC é um lugar constantemente descrito como “precário”, “violento” e “um inferno na Terra”.

    Quarenta mortos

    De acordo com o jornal, um alto funcionário do governo da Venezuela confirmou o número e indicou que entre as vítimas há civis e soldados.

  • Bancada do Acre não destinou emendas individuais para o meio ambiente em 2026

    Bancada do Acre não destinou emendas individuais para o meio ambiente em 2026

    Parlamentares do Acre não destinaram recursos das emendas individuais ao Orçamento de 2026 para ações ligadas ao meio ambiente e ao enfrentamento das mudanças climáticas. A informação consta em levantamento do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), divulgado pela Folha de S.Paulo, que analisou a distribuição das emendas parlamentares aprovadas pelo Congresso Nacional. De acordo com […]

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    Defesa Civil identifica movimentação no solo sob ponte do Igarapé Redenção

    A Secretaria Municipal de Defesa Civil de Rio Branco identificou, durante vistoria técnica realizada neste sábado (3), movimentações no solo sob a ponte sobre o Igarapé Redenção, localizada no km 6 da estrada Jarbas Passarinho, no bairro Apolônio Sales. A estrutura foi inaugurada no dia 3 de outubro do ano passado, pela Prefeitura da capital. […]

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    O Acre fechou os últimos cinco anos com saldo positivo na geração de empregos formais, mas os dados mais recentes do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) acendem um sinal de alerta para 2026. As informações, consultadas pelo ac24horas na última sexta-feira, 02, revelam que, após o pico de recuperação no pós-pandemia, o […]

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