
Caso se reeleja presidente daqui a 273 dias no primeiro turno, ou daqui a 294 no segundo, Lula contrairá uma dívida impagável com Donald Trump e com seus leais devotos da direita brasileira – os bolsonaristas raiz e os que insistem em posar de civilizados.
Lula está fazendo sua parte para obter o quarto mandato. Se bem-sucedido, passará à História como o brasileiro que por mais tempo governou o país dentro da legalidade. Getúlio Vargas governou 15 anos como ditador e menos de três como presidente eleito.
Há um ano, mesmo tendo sobrevivido a duas tentativas de golpe de Estado, muitos davam Lula como politicamente morto. Mas aí veio o tarifaço aplicado por Trump aos produtos brasileiros comprados pelos Estados Unidos, e Lula começou a deslanchar.
Não bastasse, veio a exigência de Trump para que o Supremo Tribunal Federal suspendesse o julgamento de Bolsonaro e dos seus companheiros de organização criminosa. Aí Lula enrolou-se na bandeira nacional e fincou as bases do Brasil soberano.
A direita não soube ou não quis descolar-se do tarifaço por acreditar que os prejuízos causados à economia seriam definitivos e poriam a pique o governo Lula, mas não só. Também porque acreditou, ou quis acreditar, que Bolsonaro poderia se salvar.
Deu tudo errado. Trump, que detesta a companhia de perdedores, abandonou Bolsonaro, recuou no tarifaço e aproximou-se de Lula, e Lula dele. O Supremo condenou Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão, pena que ele cumpre em regime fechado.
Para completar o infortúnio da direita, em carta dirigida aos brasileiros, Bolsonaro apontou o filho Flávio como o único herdeiro dos seus votos. O efeito de suas mal traçadas linhas foi a desidratação imediata da candidatura de Tarcísio de Freitas.
A verdade é que a direita não aprende e tampouco esquece o que aprendeu. Em um país cuja história foi marcada por golpes e tentativas de golpe, a direita, carente de votos, é narcodependente de aventuras que visam abolir a democracia.
Daí seu entusiasmo com o sequestro de Nicolás Maduro na Venezuela, ordenado por Trump. A pretexto de que finalmente ali a democracia será restaurada, todos os presidenciáveis da direita apoiaram o desrespeito às regras do Direito internacional. Todos.
O mais recatado foi o governador Eduardo Leite (PSD), do Rio Grande do Sul, que disse:
“O regime ditatorial de Maduro é inadmissível. […] No entanto, a violência exercida por uma nação estrangeira contra outra soberana, à margem dos princípios básicos do direito internacional, em especial o de não intervenção, é igualmente inaceitável”.
Ratinho Júnior (PSD), governador do Paraná, foi o mais raso:
“Quero parabenizar o presidente Trump pela brilhante decisão de libertar o povo da Venezuela, um povo que estava sendo oprimido há décadas por tiranos antidemocráticos. Viva a liberdade! Viva a democracia! Viva a Venezuela!”
Ronaldo Caiado (União), governador de Goiás, seguiu os passos de Ratinho:
“Que este 3 de janeiro entre para a história como o dia da libertação do povo venezuelano, oprimido há mais de 20 anos pela narcoditadura chavista. Que a democracia, a liberdade e a prosperidade se instalem no país.”
Flávio Bolsonaro (PL), senador, apelou ao comunismo, traindo a admiração jamais confessada por seu pai pelo regime de Maduro:
“O comunismo nunca levou um povo à prosperidade; só levou nações inteiras ao medo, à fome e à fuga. Ditaduras não caem sozinhas, caem quando os povos escolhem a liberdade”.
Tarcísio (Republicanos), governador de São Paulo, culpou Lula pelo que Trump fez:
“Essa operação ocorre pela omissão dos países que não lideraram o processo. O Brasil, que é a maior economia e que responde pelo maior território da América do Sul, poderia ter ajudado a Venezuela a construir um processo de transição para uma democracia, mas o Brasil nunca cumpriu esse papel.”
Sem rumo, sem projeto para o Brasil e fragmentada, a esperança da direita reside mais uma vez em Trump. Lula agradece por isso.


Ellen (Camila Pitanga) sairá de cena de maneira lamentável em Dona de Mim. A criminosa recusará auxílio jurídico oferecido por Leo (Clara Moneke) e não considerará pagar pelos crimes que cometeu. Ela provará que sua índole é péssima mesmo e optará pela fuga após devolver Sofia (Elis Cabral) para a família Boaz. A derrocada da […]


Sandra (Flávia Alessandra) nem imaginará, mas colocará uma de suas maiores inimigas dentro de sua festa em Êta Mundo Melhor!. E o pior: pagará muito dinheiro por isso. Ela contratará Doris River para fazer o show de Réveillon em seu evento, sem saber que a cantora é Dita (Jeniffer Nascimento) disfarçada. Com o dinheiro que […]
A conta oficial de “resposta rápida” da Casa Branca publicou um vídeo do que parece mostrar o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, sob custódia…
A faixa das 19h da Globo vai abrir 2026 apostando em uma fórmula que a emissora já testou e que deu muito certo: uma novela musical, cheia de humor, crítica de costumes e bastidores do showbiz. Coração Acelerado, que estreia em 12 de janeiro no lugar de Dona de Mim, nasce na mesma prateleira de […]

Uma pendência fiscal envolvendo um dos nomes mais conhecidos do humor brasileiro veio a público neste sábado (3). A Prefeitura do Rio de Janeiro ingressou com uma ação judicial para cobrar do ator e comediante Renato Aragão um débito de R$ 548.283,69 referente ao Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). A informação foi divulgada pelo […]
Líderes de toda a América Latina e de outras parte do mundo expressaram reações variadas à operação militar dos Estados Unidos, que capturou…