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  • América Latina está à mercê da intervenção dos EUA, dizem analistas

    América Latina está à mercê da intervenção dos EUA, dizem analistas

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    A invasão militar na Venezuela pelos Estados Unidos e o rapto do presidente Nicolás Maduro representam um risco para todos os países da América Latina. Especialistas ouvidos pela Agência Brasil apontam que a ação do presidente Donald Trump viola todas as normas internacionais e a Carta das Nações Unidas, configurando um ataque a um país soberano e ignorando o direito à autodeterminação dos povos.

    “O princípio do respeito à soberania dos Estados já foi desrespeitado, o que significa que todos os Estados da nossa região estão à mercê da intervenção dos Estados Unidos, de acordo com o humor do presidente dos Estados Unidos, com os interesses das empresas norte-americanas. Todo o nosso subcontinente está, portanto, entregue à vontade, ao arbítrio do senhor Donald Trump”, disse Williams Gonçalves, professor titular aposentado de relações internacionais da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj).

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    Ele considera ainda lamentável e inadmissível que essa ação seja aceita por Estados, como é o caso do presidente da Argentina, Javier Milei, e até por agrupamentos políticos dentro dos países. “É uma verdadeira traição a toda a luta que o povo argentino travou para defender a sua independência, para defender a sua autonomia. O mesmo nós podemos dizer a respeito dos grupos políticos dentro do Brasil que saúdam, que festejam uma coisa dessas”, disse.

    Gonçalves, que é também pesquisador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Estudos sobre Estados Unidos (INCT-INEU), explica que saudar a intervenção na Venezuela é um verdadeiro convite a que Donald Trump, arbitrariamente, decida quando e por que invadirá o Brasil ou os países vizinhos. Ele acrescenta que Trump utiliza uma retórica típica do imperialismo e colonialismo do século 19.

    “Todos os chefes de Estado deveriam estar unidos e recorrendo a todos os instrumentos jurídicos e políticos, para condenar com a maior veemência possível essa intervenção. Nossos militares deveriam estar se pronunciando, afirmando que, no Brasil, não se tolerará uma intervenção como essa”, lamentou o especialista.

    Professor de relações internacionais da Universidade de Brasília (UnB), Antonio Jorge Ramalho da Rocha afirma que o compromisso de Donald Trump com o direito internacional é nenhum.

    “Ele não entende as relações internacionais pautadas por normas, ele entende as relações internacionais pautadas pela força e pelo interesse de curto prazo, pela motivação imediata. Isso torna o mundo muito mais imprevisível, muito mais perigoso”, analisou Rocha.

    Para o professor, a intervenção estabelece a possibilidade de uma invasão dos Estados Unidos para interferir em qualquer governo soberano da região. “Se está acontecendo agora com a Venezuela, não nos iludamos, poderá acontecer amanhã com a Colômbia, com o Brasil, com o Peru, ou com qualquer outro país”, disse.

    Outra implicação é o incentivo ao fortalecimento das divisões internas das sociedades. “Ao tentar criar a polarização internamente, os Estados Unidos encontram um pouco mais de espaço para prevalecer seus interesses de curto prazo, que não terão nenhuma coincidência com os interesses das sociedades em questão dos governos que ali estão constituídos.”

    “Há claramente uma sinalização também de preferências por governos específicos e de interferências nos processos eleitorais que estão em curso ainda na região, Colômbia e Brasil claramente como os principais alvos”, mencionou Rocha. Ele avalia que é preciso defender o multilateralismo e uma atuação mais decisiva das Nações Unidas, apesar de a instituição estar “completamente desaparelhada”.

    As consequências desse ataque para a América Latina são graves, afirma Rocha, e não apenas imediatas, mas de longo prazo. “A Colômbia já mobilizou tropas, o Brasil deverá fazer a mesma coisa, colocar tropas na fronteira. Se os Estados Unidos decidirem ocupar militarmente a Venezuela, nós teremos um pesadelo, nós teremos aqui um governo segundo o Vietnã.”

    Na análise do professor, a Venezuela está muito dividida e o governo nunca foi popular. “É um governo péssimo que destruiu um país, tentou implantar um sistema muito mais pela propaganda socialista do que pela realidade”, disse. No entanto, afirmou que a Venezuela é um país soberano e que a invasão e retirada do presidente de seu território configuram uma violação das normas internacionais.

  • Produtor de petróleo, Catar pede diálogo a EUA e Venezuela

    Produtor de petróleo, Catar pede diálogo a EUA e Venezuela

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    O Ministério das Relações Exteriores do Catar expressou preocupação com o ataque dos Estados Unidos à Venezuela e a captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores. O país pediu moderação e diálogo, “como meio adequado para abordar todas as questões pendentes”, declarou em nota. 

    O Catar reafirmou a posição em defesa da Carta das Nações Unidas e aos princípios estabelecidos do direito internacional, incluindo as obrigações previstas de resolver as controvérsias internacionais por meios pacíficos.

    O Catar também se colocou à disposição para “contribuir com qualquer esforço internacional destinado a alcançar uma solução pacífica imediata e sublinha o seu compromisso em manter abertos os canais de comunicação com todas as partes envolvidas”, diz o comunicado. 

    Estados Unidos e Catar são países aliados. Foi no Catar que foram realizadas negociações para um possível cessar fogo na Faixa de Gaza, entre Israel e Hamas. As reuniões contaram com a participação do governo estadunidense. 

    Petróleo

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    Localizado no Oriente Médio, o Catar tem a economia voltada principalmente para a produção de petróleo e de gás natural.  

    Após ataque à Venezuela e a captura de Maduro e Flores, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, justificou a invasão com acusações de narcotráfico por parte do governo Maduro, embora sem provas. Também deixou claro que o setor petrolífero venezuelano, que possui as maiores reservas conhecidas do planeta, passará a ser controlado por empresas norte-americanas. E ameaçou com uma segunda onda de ataques caso haja resistência do país.  

  • Trump indica diálogo com vice e descarta líder da oposição venezuelana

    Trump indica diálogo com vice e descarta líder da oposição venezuelana

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    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou um possível diálogo com a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, do grupo político do agora presidente deposto e raptado Nicolás Maduro, sobre um eventual governo interino do país.

    “Entendemos que ela acabou de tomar posse, mas foi, como você sabe, escolhida por Maduro. Então, Marco [Rubio, secretário de Estado] está trabalhando nisso diretamente. Acabou de ter uma conversa com ela, e ela está essencialmente disposta a fazer o que achamos necessário para tornar a Venezuela grande novamente. Muito simples”, disse Trump em entrevista a jornalistas, em Palm Beach, na Flórida, na tarde deste sábado (3). “Ela foi, acho, bastante cordial, mas na verdade não tem escolha. Vamos fazer isso da maneira certa. Não vamos simplesmente arrombar a porta e depois ir embora, como todo mundo faz, dizendo: ‘deixa virar um inferno’”.

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    Citando os secretários de Estado, Marco Rubio, e de Defesa, Peter Hegseth, Donald Trump voltou a dizer que o próprio governo dos EUA vai administrar a Venezuela pelo próximo período, sem estabelecer um prazo.

    “Em grande parte, por um período de tempo, as pessoas que estão logo atrás de mim vão administrar isso. Vamos recuperar o país”, afirmou. Para Trump, seria arriscado entregar o poder diretamente a venezuelanos sem o que chamou de transição correta.  

    “A Venezuela tem muitas pessoas ruins lá dentro, muitas pessoas ruins que não deveriam liderar. Não vamos correr o risco de uma dessas pessoas assumir o lugar de Maduro. Temos pessoas fantásticas, inclusive no Exército. Portanto, vamos ter um grupo de pessoas administrando o país até que ele possa ser colocado de volta nos trilhos, gerar muito dinheiro para o povo, dar às pessoas uma excelente qualidade de vida e também reembolsar as pessoas do nosso país que foram forçadas a sair da Venezuela”.

    Questionado por jornalistas sobre o papel de Maria Corina Machado, líder da oposição venezuelana que chegou a ser laureada com o Prêmio Nobel da Paz, no ano passado, Donald Trump descartou envolvimento dela na liderança desse processo, porque não teria apoio interno suficiente.

    “Bem, acho que seria muito difícil para ela ser a líder. Ela não tem apoio interno nem respeito dentro do país. É uma mulher muito simpática, mas não tem o respeito necessário para ser líder”, declarou.

    Sobre a operação que resultou na captura de Maduro e da esposa, Cília Flores, Trump admitiu a jornalistas que poderia ter resultado na morte de ambos e contou que houve tentativa de fuga do presidente venezuelano. Segundo o presidente, houve tiroteio e resistência por parte de seguranças no momento da captura.

    “Isso [assassinato de Maduro] poderia ter acontecido. Poderia ter acontecido. Ele estava tentando chegar a um local seguro. Você sabe, esse local seguro é todo de aço, mas ele não conseguiu chegar à porta porque nossos homens foram muito rápidos. Eles atravessaram a oposição muito rapidamente. E havia muita oposição. As pessoas se perguntavam se o pegamos de surpresa. De certa forma, sim, mas eles estavam esperando alguma coisa. Havia muita oposição. Houve muito tiroteio”, afirmou.

    Pouco antes de iniciar a declaração à imprensa, Trump publicou uma suposta foto de Nicolás Maduro em que o venezuelano aparece com os olhos cobertos por óculos escuros. A foto foi postada por Trump em sua rede Truth Social, com a descrição de que Maduro estaria a bordo do USS Iwo Jima, em referência ao navio militar norte-americano para o qual teria sido transferido.

    Contradição

    Apesar do aceno de Trump à vice-presidente da Venezuela, ela própria fez um pronunciamento, neste sábado, pedindo a liberdade imediata do presidente Nicolás Maduro. Delcy Rodríguez disse que a Venezuela não voltará a ser colônia e vai resistir contra a investida do governo norte-americano.

    A fala de Delcy ocorreu minutos após o fim da coletiva do presidente Donald Trump, na qual ele afirmou que Washington governaria o país sul-americano até uma “transição segura”, admitindo que as empresas norte-americanas explorariam o petróleo da Venezuela.

    A vice-presidente do país participou do Conselho de Defesa da Nação, com a presença do ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, o ministro do Interior, Diosdado Cabello, e a presidente do Tribunal Superior de Justiça (TSJ), Caryslia Rodríguez, entre outras autoridades.

    Matéria ampliada às 18h53

  • Argentina restringe imigração de venezuelanos ligados a Maduro

    Argentina restringe imigração de venezuelanos ligados a Maduro

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    O Ministério de Segurança Nacional da Argentina informou em nota, neste sábado (3), que o país passou a adotar novas medidas de imigração. Funcionários, membros das forças armadas e empresários associados ao regime de Nicolás Maduro passam a ter a entrada no país restrita.

    De acordo com o comunicado, as novas disposições estabelecem restrições a associados ao regime a fim de “impedi-los de usar a Argentina como refúgio”. “A Argentina não concederá asilo a colaboradores do regime de Maduro”, acrescenta o texto.

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    Após o ataque dos Estados Unidos à Venezuela, o presidente da Argentina, Javier Milei, em comunicado oficial, disse celebrar “a captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro por parte do governo dos Estados Unidos da América”. Ele classificou o papel da Venezuela no continente como “inimigo da liberdade” e fez uma comparação com Cuba dos anos 1960.

    Os EUA impõem, há mais de 60 anos, um duro bloqueio econômico ao governo cubano com o objetivo de mudar o regime político do país, estabelecido após a Revolução de 1959. O embargo a Cuba é condenado pela maioria dos países. Eles consideram uma violação ao direito internacional.

    Entenda

    O ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela neste fim de semana marca um novo episódio de intervenções diretas de Washington na América Latina. A última vez que os EUA invadiram um país latino-americano foi em 1989, no Panamá, quando os militares norte-americanos sequestraram o então presidente Manuel Noriega, acusando-o de narcotráfico.

    Assim como fizeram com Noriega, os Estados Unidos acusam Maduro de liderar um suposto cartel venezuelano De Los Soles, sem apresentar provas. Especialistas em tráfico internacional de drogas questionam a existência desse cartel.

    O governo de Donald Trump estava oferecendo uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem Maduro à prisão.

    Para críticos, a ação é uma medida geopolítica para afastar a Venezuela de adversários globais dos Estados Unidos – como China e Rússia – além de exercer maior controle sobre o petróleo do país, que é dono das maiores reservas de óleo comprovadas do planeta.

  • Intoxicação por metanol no interior da Bahia deixa um morto

    Intoxicação por metanol no interior da Bahia deixa um morto

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    Morreu na sexta-feira (2) Vinícius Oliveira Vieira, de 31 anos, uma das vítimas de intoxicação por metanol na cidade de Ribeira do Pombal, no nordeste da Bahia. O homem estava internado no Hospital Couto Maia, em Salvador, e não resistiu às complicações. A informação foi confirmada pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab).

    Ao todo, sete pessoas foram intoxicadas após o consumo de bebidas alcoólicas contaminadas com metanol. Segundo a Sesab, quatro pacientes que estavam internados no Hospital Geral Santa Tereza tiveram alta médica após evolução clínica favorável. Três vítimas foram transferidas para Salvador; duas permanecem internadas.

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    As investigações apontam que seis das vítimas consumiram drinks à base de vodca durante uma festa de noivado. Vinícius não participou do evento, porém teria comprado bebida alcoólica no mesmo depósito no dia anterior e foi a primeira pessoa a apresentar sintomas de intoxicação.

    Em nota, a Sesab informou que a rápida assistência às vítimas, em parceria com o Ministério da Saúde e a prefeitura, além da disponibilidade do antídoto, contribuiu para a recuperação dos pacientes que receberam alta.

    A confirmação da intoxicação ocorreu na quarta-feira (31), após laudo do Departamento de Polícia Técnica (DPT) identificar a presença de metanol em bebidas apreendidas em um depósito da cidade e em amostras de sangue dos pacientes atendidos.

    Após a divulgação do laudo, a prefeitura de Ribeira do Pombal decretou a proibição temporária da comercialização, distribuição, fornecimento e consumo de bebidas alcoólicas destiladas em todo o município. A medida vale de 31 de dezembro de 2025 a 5 de janeiro de 2026 e abrange estabelecimentos comerciais, bares, restaurantes, eventos públicos e privados, comércio ambulante e a distribuição gratuita ou promocional.

    Segundo a prefeitura, a decisão tem caráter excepcional e temporário, baseada no princípio da precaução e na proteção da saúde pública. A fiscalização ficará sob responsabilidade da Vigilância Sanitária Municipal, com apoio da Guarda Civil Municipal e de outros órgãos competentes.

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  • Vice-presidente da Venezuela diz que país não será colônia dos EUA

    Vice-presidente da Venezuela diz que país não será colônia dos EUA

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    A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, fez um pronunciamento, neste sábado (3), pedindo a liberdade imediata do presidente Nicolás Maduro, capturado por militares dos Estados Unidos após bombardeios contra o país.

    Rodríguez disse que a Venezuela não voltará a ser colônia e vai resistir contra a investida do governo norte-americano. Segundo ela, o único presidente legítimo é Nicolás Maduro.

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    “Exigimos a libertação imediata do presidente Nicolás Maduro, o único presidente da Venezuela, e de sua esposa, Cilia Flores. Se há algo que o povo venezuelano e este país têm absolutamente certeza, é que jamais seremos escravos, jamais seremos colônia de qualquer império”, disse Delcy em cadeia nacional de rádio e TV.

    A fala de Delcy ocorreu minutos após o fim da coletiva do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na qual ele afirmou que Washington governaria o país sul-americano até uma “transição segura”, admitindo que as empresas norte-americanas explorariam o petróleo da Venezuela. 

    A vice-presidente do país participou do Conselho de Defesa da Nação, com a presença do ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, o ministro do Interior, Diosdado Cabello, e a presidente do Tribunal Superior de Justiça (TSJ), Caryslia Rodríguez, entre outras autoridades.

    Delcy afirmou que Maduro foi “sequestrado” por volta de 1h58 da madrugada deste sábado e reforçou a posição do governo de que a ação é uma tentativa dos EUA de terem controle sobre os recursos naturais do país caribenho “sob falsos pretextos”.

    A vice-presidente acrescentou que ativou, por decreto assinado por Maduro, todos os órgãos do Estado venezuelano para proteção do território contra a invasão dos Estados Unidos.

    “Todo o poder nacional da Venezuela foi acionado. Temos o dever sagrado de salvaguardar nossa independência nacional, nossa soberania e nossa integridade territorial, que foram brutalmente atacadas nas primeiras horas desta manhã”, disse a mandatária.

    Delcy convocou todos os poderes e organizações venezuelanas a manter a calma para “afrontar, juntos, em perfeita união nacional. Que essa fusão policial-militar-popular se converta em um só corpo e saiamos nessa etapa maravilhosa de defesa da nossa soberania, da nossa independência nacional”.

    A vice-presidente agradeceu as manifestações de solidariedade de países ao redor do mundo e destacou que hoje foi a Venezuela, mas amanhã pode ser qualquer outra nação.

    “O que fizeram com a Venezuela hoje podem fazer com qualquer um. Esse uso brutal da força para quebrar a vontade do povo pode ser feito com qualquer país”, comentou.

    Entenda

    O ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela marca um novo episódio de intervenções diretas de Washington na América Latina. A última vez que os Estados Unidos invadiram um país latino-americano foi em 1989, no Panamá, quando os militares norte-americanos sequestraram o então presidente Manuel Noriega, acusando-o de narcotráfico.

    Assim como fizeram com Noriega, os Estados Unidos acusam Maduro de liderar um suposto cartel venezuelano De Los Soles, sem apresentar provas. Especialistas em tráfico internacional de drogas questionam a existência desse cartel.

    O governo de Donald Trump estava oferecendo uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem a prisão de Maduro.

    Para críticos, a ação é uma medida geopolítica para afastar a Venezuela de adversários globais dos Estados Unidos, como China e Rússia, além de exercer maior controle sobre o petróleo do país, que é dono das maiores reservas de óleo comprovadas do planeta.

  • TV Brasil exibe show em homenagem a Gal Costa neste sábado

    TV Brasil exibe show em homenagem a Gal Costa neste sábado

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    TV Brasil revisita neste sábado (3), à zero hora, o espetáculo inédito Gal 80, em edição temática do Cena Musical, no último programa da temporada.

    Exclusivo, o show emociona com a presença de vários artistas. O especial gravado em 26 de setembro de 2025, dia do aniversário da diva baiana Gal Costa, na Concha Acústica do Teatro Castro Alves, em Salvador, homenageia a cantora e compositora que faleceu em novembro de 2022, aos 77 anos. A estrela teria feito 80 anos na ocasião.

    Notícias relacionadas:

    Com repertório de clássicos da trajetória da Musa da Tropicália, o tributo traz sucessos como Baby, Barato Total, Brasil, Canta Brasil, Divino Maravilhoso, Folhetim, Força Estranha, Nada mais (Lately) e “Vaca Profana”, entre outros hits.

    Rio de Janeiro (RJ), 02/01/2026 - Atriz Sophie Charlotte durante especial Gal Costa. Frame: TV Brasil
    Rio de Janeiro (RJ), 02/01/2026 - Atriz Sophie Charlotte durante especial Gal Costa. Frame: TV Brasil
    Atriz Sophie Charlotte durante especial Gal Costa. Frame: TV Brasil – TV Brasil

    A atriz Sophie Charlotte, que viveu o papel da cantora e compositora no longa-metragem “Meu Nome é Gal” (2023), é uma das convidadas para participar da performance no palco. A produção ainda reúne convidados como Aiace, Angela Velloso, Clariana, Claudia Cunha, Emanuelle Araújo, Lazzo Matumbi, Luíza Britto, Márcia Short, Simoninha e Walerie Gondim.

    Sob a regência do maestro Carlos Prazeres e direção artística de Manno Góes, o concerto da Orquestra Sinfônica da Bahia é uma verdadeira celebração à vida e obra da homenageada.

    A atração foi registrada pela TVE Bahia, emissora parceira integrante da Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP), liderada pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que gere a TV Brasil.

    Apresentado pela cantora e jornalista Bia Aparecida, o programa Cena Musical encerra a temporada com esse tributo para Gal Costa. A produção exibida pela TV Brasil retoma as edições inéditas dos shows gravados com exclusividade no Espaço Cultural BNDES, no Rio de Janeiro, ainda no primeiro semestre de 2026.

    Ao vivo e on demand

    Acompanhe a programação da TV Brasil pelo canal aberto, TV por assinatura e parabólica.Sintonize: https://tvbrasil.ebc.com.br/comosintonizar.

    Seus programas favoritos estão no TV Brasil Play, pelo site ou por aplicativo no smartphone. O app pode ser baixado gratuitamente e está disponível para Android e iOS. Assista também pela WebTV: https://tvbrasil.ebc.com.br/webtv.

  • Conselho Regional de Medicina repudia ataques racistas contra médica

    Conselho Regional de Medicina repudia ataques racistas contra médica

    O Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF) divulgou neste sábado (3/1) nota de repúdio aos atos de racismo praticados contra a médica Rithiele Souza Silva, alvo de ofensas racistas em um grupo de WhatsApp formado por bombeiros militares após a repercussão de um vídeo em que ela relata uma abordagem policial no Distrito Federal. O caso é investigado pela Polícia Civil (PCDF).

    Em posicionamento oficial, o CRM-DF classificou a conduta como “absolutamente inadmissível” e afirmou que o racismo é crime inafiançável, além de representar uma afronta direta à Constituição Federal. “O episódio atenta contra os direitos humanos, a dignidade da pessoa e os valores fundamentais da sociedade brasileira.”

    A entidade também manifestou solidariedade à médica. “Temos um compromisso inegociável com a defesa da honra e da dignidade de médicos e médicas. Há neste caso profundos impactos pessoais, profissionais e sociais decorrentes de práticas discriminatórias”, completou.

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    Relembre o caso

    Um vídeo publicado pela médica Rithiele Souza Silva nas redes sociais, que já ultrapassou 1,7 milhão de visualizações, deu início à repercussão do caso. Nas imagens, ela relata uma abordagem policial sofrida na região de Sobradinho, no Distrito Federal, enquanto voltava para casa.

    Segundo a médica, os policiais militares pediram que ela descesse do carro e a questionaram se tinha passagens pela polícia, o que a deixou constrangida. Rithiele contou que a postura dos agentes mudou após a apresentação da carteira profissional de médica, tornando a abordagem mais tranquila.

    O vídeo chegou a um grupo de WhatsApp formado por bombeiros militares. Em reação à publicação, um dos integrantes fez comentários ofensivos e de cunho racista contra a médica, utilizando termos pejorativos.

    Conselho Regional de Medicina repudia ataques racistas contra médica - destaque galeria2 imagensVídeo publicado pela médica Rithiele Souza, no qual ela relata uma abordagem policial no DF, ultrapassou 1,7 milhão de visualizações e deu origem à investigação sobre ofensas racistasFechar modal.MetrópolesMédica Rithiele Souza relatou abordagem policial em vídeo que viralizou; após a repercussão, ela foi alvo de ofensas racistas em grupo de WhatsApp1 de 2

    Médica Rithiele Souza relatou abordagem policial em vídeo que viralizou; após a repercussão, ela foi alvo de ofensas racistas em grupo de WhatsApp

    Imagem cedida ao MetrópolesVídeo publicado pela médica Rithiele Souza, no qual ela relata uma abordagem policial no DF, ultrapassou 1,7 milhão de visualizações e deu origem à investigação sobre ofensas racistas2 de 2

    Vídeo publicado pela médica Rithiele Souza, no qual ela relata uma abordagem policial no DF, ultrapassou 1,7 milhão de visualizações e deu origem à investigação sobre ofensas racistas

    Imagem cedida ao Metrópoles

    Rithiele tomou conhecimento das mensagens por meio de outro bombeiro militar que ela conhecia, e registrou ocorrência policial.

    Posicionamentos

    Em nota, o Corpo de Bombeiros Militar do DF informou que ainda não foi oficialmente comunicado sobre o boletim de ocorrência, mas afirmou que, assim que houver notificação formal, será instaurado processo administrativo para apurar os fatos. A corporação ressaltou que não compactua com condutas contrárias à lei, à ética ou aos valores institucionais.

    A Polícia Militar do DF afirmou que a abordagem relatada no vídeo faz parte da rotina do policiamento ostensivo e reforçou que suas ações seguem critérios técnicos e legais, devendo ocorrer de forma respeitosa e sem distinção de raça, profissão ou condição social.

  • Saiba quem é Delcy Rodríguez, vice de Nicolás Maduro

    Saiba quem é Delcy Rodríguez, vice de Nicolás Maduro

    Com a ausência do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em território venezuelano, Delcy Rodríguez assume o comando do país interinamente. Na madrugada deste sábado…

  • Trump avisou: quer o petróleo. O resto é conversa fiada

    Trump avisou: quer o petróleo. O resto é conversa fiada

    A recente operação militar dos Estados Unidos na Venezuela, para a captura de Nicolás Maduro, não é apenas um evento isolado, mas um sinal claro enviado a toda a América Latina. Historicamente tratada como o “quintal” dos norte-americanos, a região volta a ser alvo de uma postura intervencionista que Donald Trump sequer tentou dissimular.

    Embora o governo Trump tenha utilizado o combate ao narcotráfico como pretexto inicial, a realidade dos fatos aponta para uma motivação muito mais pragmática: o controle das maiores reservas de petróleo do mundo. Ao declarar abertamente que pretende “administrar a Venezuela” e reconstruir sua indústria petrolífera para o benefício de empresas americanas, Trump deixou clara sua real intenção de intervir diretamente nas riquezas do país.

    A facilidade com que a operação ocorreu — com o Maduro sendo capturado em apenas 47 segundos — sugere que os militares venezuelanos o entregaram “de mão beijada”. No entanto, o perigo reside no precedente internacional. Se os EUA podem intervir na Venezuela sob o pretexto de “não querer vizinhos hostis”, o que impediria a Rússia de resgatar o domínio sobre a Europa Central ou a China de tomar Taiwan? O mundo torna-se, assim, um lugar muito mais perigoso e radicalizado.

    Para o Brasil, o aviso é direto. Como um país que mantém uma notável independência e não é um aliado incondicional, o Brasil está sob vigilância. Noblat recorda que Trump já tentou interferir em assuntos internos brasileiros ao exigir a suspensão do julgamento de golpistas do 8 de janeiro em troca de concessões tarifárias. O questionamento que fica é: se o resultado das urnas brasileiras nas eleições de 2026 não agradar Washington, o Brasil seria o próximo alvo?

    A posição do governo brasileiro, que condenou a intervenção, foca na defesa da soberania nacional venezuelana e não na figura de Maduro. Embora Maduro tenha se tornado um ditador após eleições comprovadamente fraudadas, isso não justifica uma intervenção externa. Problemas internos de uma nação devem ser resolvidos por seu próprio povo.

    Por fim, causa espanto a rapidez com que líderes da direita brasileira, como Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Flávio Bolsonaro, saíram em apoio à ação de Trump. Ao aplaudirem uma intervenção militar estrangeira em um país vizinho, esses políticos demonstram um preocupante alinhamento com práticas que ignoram as leis internacionais e a própria democracia.

    A intervenção na Venezuela mal começou, mas seus efeitos na estabilidade global e na autonomia da América Latina já sinalizam tempos de profunda incerteza.