A comemoração pública de políticos de direita no Acre diante da invasão dos Estados Unidos à Venezuela e da prisão de Nicolás Maduro e de sua esposa, ocorrida na madrugada deste sábado (3), provocou reações duras no meio acadêmico. Em entrevista ao ac24horas, o professor doutor em História Contemporânea da Universidade Federal do Acre (Ufac), […]
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“Os EUA querem riquezas, não aliados”, afirma historiador da Ufac ao comentar festa da direita acreana
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Marina Silva condena ação militar e afirma que crises políticas não se resolvem “com bombas”
A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, se posicionou na tarde deste sábado, 03, sobre a ofensiva militar dos Estados Unidos em solo venezuelano e a prisão do presidente Nicolás Maduro. Em publicação nas redes sociais, a ministra, que é acreana, condenou a intervenção armada e defendeu que a crise na […] -

Invasão militar na Venezuela partiu de 20 bases e usou 150 aeronaves
0O chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos Estados Unidos (EUA), general Daniel Caine, detalhou neste sábado (3), em declaração à imprensa, todo o processo de preparação e execução da invasão militar que resultou na captura do agora presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cília Flores.


Ambos estariam, neste momento, custodiados em um navio da Marinha norte-americana e em deslocamento para Nova York. O efetivo empregado no ataque, que foi deflagrado ainda na noite desta sexta-feira (2), contou com 150 aeronaves que partiram de 20 bases militares no continente.
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“Às 22h46, horário do Leste, ontem à noite, o presidente ordenou que as Forças Armadas dos Estados Unidos prosseguissem com a missão. Ele nos disse — e apreciamos isso, senhor presidente, ‘boa sorte e que Deus os acompanhe’. Essas palavras foram transmitidas a toda a força conjunta”, descreveu o general.
De acordo com o relato, ao longo da noite, aeronaves começaram a decolar de 20 bases diferentes, em terra e no mar, por todo o Hemisfério Ocidental.
“No total, mais de 150 aeronaves — bombardeiros, caças, plataformas de inteligência, reconhecimento e vigilância, aeronaves de asas rotativas — estavam no ar. Milhares e milhares de horas de experiência estavam em voo”, disse o general, que denominou a intervenção como Operação Resolução Absoluta (Operation Absolute Resolve, no termo em inglês).
Caine afirmou que a “missão foi planejada de forma meticulosa” por meses, extraindo lições de décadas de operações realizadas pelas forças militares do país.
“Foi uma operação audaciosa que somente os Estados Unidos poderiam executar. Exigiu o máximo de precisão e integração dentro de nossa força conjunta — e a palavra ‘integração’ sequer consegue descrever a complexidade extrema dessa missão”.
Planejamento
O general revelou que as agências de inteligência dos EUA, como CIA e NSA, atuaram por meses para localizar Maduro e compreender seus deslocamentos, incluindo “onde vivia, para onde viajava, o que comia, o que vestia, e quais eram seus animais de estimação”. No início de dezembro, os militares já estavam de prontidão aguardando o que seria uma série de eventos alinhados, disse.
A chegada das forças especiais norte-americanas ao complexo onde Maduro estava alojado se deu às 2h01, horário da Venezuela.
Segundo Daniel Caine, ao chegarem à “área alvo”, na região central de Caracas, as equipes de captura teriam sido alvejadas, mas responderam, segundo ele, com fogo em legítima defesa, “de forma esmagadora”. Ainda de acordo com o relato, Maduro e sua esposa teriam se entregado sem resistência. Não há informações confirmadas se a captura teria ocorrido no Palácio Miraflores, sede da presidência venezuelana.
“Uma de nossas aeronaves foi atingida, mas permaneceu operável e, como o presidente disse mais cedo hoje, todas as nossas aeronaves retornaram em segurança. Durante o desenrolar da operação no complexo, nossas equipes de inteligência aérea e terrestre forneceram atualizações em tempo real à força no solo, garantindo que pudessem navegar pelo ambiente complexo sem riscos desnecessários”, explicou.
“A força permaneceu protegida por aviação tática de cobertura. Maduro e sua esposa, ambos indiciados, renderam-se e foram detidos pelo Departamento de Justiça, com o apoio das Forças Armadas dos Estados Unidos, com profissionalismo e precisão, sem qualquer perda de vidas americanas”, completou o general.
Na mesma declaração à imprensa, o secretário de Defesa dos EUA, Peter Hegseth, destacou o poderio militar do país e adotou um tom ameaçador ao se referir aos adversários.
“A coordenação, a furtividade, a letalidade, a precisão, o braço longo da justiça americana — tudo isso foi exibido plenamente no meio da noite. Nicolás Maduro teve sua chance, assim como o Irã teve a sua, até que deixou de ter. Ele passou do limite e sofreu as consequências. O presidente Trump leva extremamente a sério a interrupção do fluxo de gangues e violência para o nosso país”, afirmou.
“Neste momento, nossas forças permanecem na região em alto estado de prontidão, preparadas para projetar poder, defender-se e proteger nossos interesses regionais”, assegurou o general Daniel Caine.
Mais cedo, Donald Trump também reforçou o discurso de ameaça contra países considerados inimigos e disse que os Estados Unidos passarão a governar a Venezuela, por algum tempo, até realizar o que chamou de uma “transição segura e apropriada”.
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Ataque de Trump à Venezuela é ilegal e imprudente, diz New York Times
0Um dos principais jornais dos Estados Unidos (EUA) – o New York Times (NYT) – publicou neste sábado (3) um editorial criticando as ações do governo de Donald Trump e chamando de ilegal o ataque à Venezuela. Para o jornal, o país sul-americano foi o primeiro alvo da nova doutrina de segurança da Casa Branca para América Latina.


“Aparentemente, a Venezuela tornou-se o primeiro país sujeito a esse imperialismo moderno, o que representa uma abordagem perigosa e ilegal para o papel dos EUA no mundo”, diz o texto assinado pelo Conselho Editorial do jornal nova iorquino.
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O imperialismo é o conceito usado quando “um país central se vale de seu maior poderio econômico, político e militar para subordinar países periféricos de acordo com seus próprios interesses”, explicou o sociólogo Raphael Seabra, professor da Universidade de Brasília (UnB).
Em coletiva neste sábado, Trump disse que vai governar a Venezuela até uma “transição segura” de governo, além de admitir que as petroleiras dos EUA vão explorar os recursos energéticos da Venezuela, que é a nação com a maior reserva de petróleo comprovada do planeta.
O NYT rejeitou o argumento do presidente norte-americano de que Maduro seria líder de um cartel de drogas. “A alegação é particularmente ridícula neste caso, visto que a Venezuela não é uma produtora significativa de fentanil ou das outras drogas”, disse o periódico.
O jornal acrescentou que, ao mesmo tempo em que atacava barcos venezuelanos, Trump concedia indulto a Juan Orlando Hernández, “que comandava uma vasta operação de narcotráfico quando era presidente de Honduras, de 2014 a 2022”. O indulto a Hernández ocorreu no contexto das eleições hondurenhas, em que Trump apoiou o candidato do partido do ex-presidente condenado.
“Seu governo justificou os ataques às pequenas embarcações alegando que elas representam uma ameaça imediata aos Estados Unidos. Mas uma ampla gama de especialistas jurídicos e militares rejeita essa alegação”, completou o jornal.
Dominar a América Latina
Ainda segundo o New York Times, a explicação mais plausível para ação de Trump na Venezuela pode ser encontrada na Estratégia de Segurança Nacional recentemente divulgada pela Casa Branca. “Nela, o governo reivindica o direito de dominar a América Latina”, diz o texto.
No início de dezembro, o governo Trump publicou as diretrizes da política externa da Casa Branca reafirmando a “proeminência” dos EUA na América Latina, o que foi lido como um recado à China.
Legitimidade internacional
O editorial do NYT afirma ainda que a ação de Trump, “sem qualquer aparência de legitimidade internacional”, corre o risco de fornecer justificativa para outros governos, como China e Rússia, dominarem “seus próprios vizinhos”.
O jornal nova iorquino avalia que Trump está empurrando os EUA para uma crise internacional e lembrou que o presidente precisaria pedir autorização ao Congresso para essa ação. “Sem a aprovação do Congresso, suas ações violam a lei dos EUA”, disse o NYT.
Em entrevista neste sábado, Trump argumentou que não precisaria de autorização do Congresso porque a ação resultou “apenas” na prisão de duas pessoas, não foi uma invasão “tradicional”.
“Se há uma lição fundamental a ser aprendida com a política externa americana no último século, é que tentar derrubar até mesmo o regime mais deplorável pode piorar ainda mais a situação”, argumentou o jornal estadunidense.
O NYT lembrou que o país passou 20 anos sem conseguir estabelecer um governo estável no Afeganistão e que, ao derrubar o governo de Muamar Kadafi, na Líbia, criou um Estado fragmentado no norte da África.
“As trágicas consequências da guerra de 2003 no Iraque continuam a afetar os Estados Unidos e o Oriente Médio. Ele ameaça replicar a arrogância americana que levou à invasão do Iraque em 2003”, completou o editorial.
Ainda segundo o jornal, é grande o potencial para o caos na Venezuela.
“Apesar da captura de Maduro, os generais que apoiaram seu regime não desaparecerão repentinamente. Tememos que o resultado do aventureirismo do Sr. Trump seja o aumento do sofrimento dos venezuelanos, o crescimento da instabilidade regional e danos duradouros aos interesses dos Estados Unidos em todo o mundo”, finaliza o jornal.
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África do Sul solicita que Conselho da ONU se reúna com urgência
0O governo da África do Sul solicitou que o Conselho de Segurança da ONU se reúna com urgência para tratar do ataque militar dos Estados Unidos contra a Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa. O país avalia que as ações configuram uma violação da Carta das Nações Unidas, que determina que todos os Estados-Membros devem abster-se da ameaça ou do uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de outro país.


Em comunicado oficial, a África do Sul acrescenta que a Carta não autoriza também intervenções militares externas em assuntos que são essencialmente de jurisdição interna de uma nação soberana.
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“A história tem demonstrado repetidamente que invasões militares contra Estados soberanos geram apenas instabilidade e aprofundamento das crises. O uso unilateral e ilegal da força dessa natureza mina a estabilidade da ordem internacional e o princípio da igualdade entre as nações”, diz nota do governo sul-africano.
Entenda
O ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela marca um novo episódio de intervenções diretas de Washington na América Latina. A última vez que os EUA invadiram um país latino-americano foi em 1989, no Panamá, quando os militares norte-americanos sequestraram o então presidente Manuel Noriega, acusando-o de narcotráfico.
Assim como fizeram com Noriega, os Estados Unidos acusam Maduro de liderar um suposto cartel venezuelano De Los Soles, sem apresentar provas. Especialistas em tráfico internacional de drogas questionam a existência desse cartel.
O governo de Donald Trump estava oferecendo uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem a prisão de Maduro.
Para críticos, a ação é uma medida geopolítica para afastar a Venezuela de adversários globais dos Estados Unidos, como China e Rússia, além de exercer maior controle sobre o petróleo do país, que é dono das maiores reservas de óleo comprovadas do planeta.
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Países da América Latina se manifestam sobre ataque à Venezuela
0Os governos do Chile, Colômbia e México condenaram o ataque militar dos Estado Unidos contra a Venezuela. Seus líderes defenderam a garantia do direito internacional à Venezuela, incluindo a soberania do país e integridade territorial. A Argentina celebrou o sequestro do presidente Nicolás Maduro, enquanto a Bolívia classificou o governo venezuelano de narcoestado.


Presidente da Colômbia, Gustavo Petro afirmou que o país adota uma posição orientada para a preservação da paz regional e fez um apelo para que as partes envolvidas se abstenham de ações que “aprofundem o confronto e a priorizarem o diálogo e os canais diplomáticos”.
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“A Colômbia reafirma seu compromisso inabalável com os princípios consagrados na Carta das Nações Unidas, em particular o respeito à soberania e integridade territorial dos Estados, a proibição do uso ou da ameaça de força e a solução pacífica de controvérsias internacionais. Nesse sentido, o governo colombiano rejeita qualquer ação militar unilateral que possa agravar a situação ou colocar em risco a população civil”, disse Petro, por meio das redes sociais.
Como ação preventiva, ele afirmou que implementou medidas para proteger a população civil, preservar a estabilidade na fronteira entre a Colômbia e a Venezuela e atender prontamente a quaisquer necessidades humanitárias ou migratórias potenciais, em coordenação com as autoridades locais e agências competentes. “Que Bolívar proteja o povo venezuelano e os povos da América Latina”, finalizou.
Chile
Gabriel Boric, presidente do Chile, pediu uma resolução pacífica, em publicação nas redes sociais. A crise venezuelana, como Boric classificou, deve ser resolvida por meio do diálogo e do apoio ao multilateralismo, e não por meio da violência ou da interferência estrangeira.
“O Chile reafirma seu compromisso com os princípios fundamentais do direito internacional, como a proibição do uso da força, a não intervenção, a solução pacífica de controvérsias internacionais e a integridade territorial dos Estados”, escreveu no X (antigo Twitter).
México
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, condenou o ataque militar estadunidense à Venezuela e publicou, em seu perfil do X, posicionamento citando o Artigo 2, parágrafo 4 da Carta das Organização das Nações Unidas (ONU).
“Os membros da Organização devem abster-se, em suas relações internacionais, da ameaça ou do uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado ou de qualquer outra forma incompatível com os Propósitos das Nações Unidas”, afirmou.
Argentina
O presidente da Argentina, Javier Milei, em comunicado oficial, disse celebrar “a captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro por parte do governo dos Estados Unidos da América”. Ele classificou o papel da Venezuela no continente como “inimigo da liberdade” e fez uma comparação com Cuba dos anos 1960.
Os EUA impõem, há mais de 60 anos, um duro bloqueio econômico ao governo cubano com o objetivo de mudar o regime político do país, estabelecido após a Revolução de 1959. O embargo a Cuba é condenado pela maioria dos países. Eles consideram uma violação ao direito internacional.
Bolívia
A Bolívia divulgou nota, por meio do Ministério de Relações Internacionais, dizendo que apoia de “maneira firme e imediata” o povo venezuelano no que classificou de “recuperação de sua democracia”.
O governo boliviano do presidente Rodrigo Paz diz que “considera inadiável o início de uma transição democrática real que ponha fim ao narcoestado, desmonte os mecanismos de repressão e corrupção e restabeleça a legitimidade institucional conforme a vontade soberana do povo venezuelano”.
Entenda
O ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela neste fim de semana marca um novo episódio de intervenções diretas de Washington na América Latina. A última vez que os EUA invadiram um país latino-americano foi em 1989, no Panamá, quando os militares norte-americanos sequestraram o então presidente Manuel Noriega, acusando-o de narcotráfico.
Assim como fizeram com Noriega, os Estados Unidos acusam Maduro de liderar um suposto cartel venezuelano De Los Soles, sem apresentar provas. Especialistas em tráfico internacional de drogas questionam a existência desse cartel.
O governo de Donald Trump estava oferecendo uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem Maduro à prisão.
Para críticos, a ação é uma medida geopolítica para afastar a Venezuela de adversários globais dos Estados Unidos – como China e Rússia – além de exercer maior controle sobre o petróleo do país, que é dono das maiores reservas de óleo comprovadas do planeta.
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Trump: operação é um aviso a quem ameaçar soberania dos EUA
0Em um duro pronunciamento neste sábado (3), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que a invasão militar na Venezuela é recado claro a nações que tentarem contrariar os interesses norte-americanos. A operação resultou na captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e um possível controle do país.


“Outros presidentes podem ter faltado coragem ou algo assim para defender a América. Mas eu nunca permitirei que terroristas e criminosos atuem impunemente contra os Estados Unidos. Esta operação extremamente bem-sucedida deve servir como um aviso a qualquer um que ameace a soberania americana ou coloque vidas americanas em perigo”, disse Trump, logo depois de anunciar que os EUA passariam a tomar controle total da Venezuela até que se possa fazer uma transição segura de poder.
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“Construímos a indústria petrolífera da Venezuela com talento, iniciativa e habilidade americanos. E o regime socialista roubou isso de nós durante administrações anteriores, roubou pela força. Isso constituiu um dos maiores roubos de propriedade americana na história do nosso país. Uma infraestrutura petrolífera gigantesca foi tomada como se fôssemos bebês, e não fizemos nada a respeito. Eu teria feito algo. A América nunca permitirá que potências estrangeiras roubem nosso povo ou nos empurrem para fora do nosso próprio hemisfério. Foi isso que fizeram”, destacou Trump.
O presidente dos EUA enumerou uma série de acusações contra Maduro, sobretudo relacionadas a suposto envolvimento com narcotráfico e uma suposta apreensão unilateral de petróleo, ativos e plataformas dos EUA. Trump também citou o apoio do venezuelano a outros países que seriam hostis aos EUA, sem citar quais.
“Sob o agora deposto ditador Maduro, a Venezuela passou a hospedar cada vez mais adversários estrangeiros em nossa região e a adquirir armas ofensivas ameaçadoras que poderiam colocar em risco interesses e vidas dos Estados Unidos. E eles usaram essas armas ontem à noite. Usaram essas armas ontem à noite, potencialmente em conluio com os cartéis que operam ao longo da nossa fronteira”, prosseguiu.
Operação mantida
Trump garantiu também que as forças armadas do país permanecerão posicionadas, com os EUA mantendo todas a opções militares até que as exigências sejam “totalmente atendidas e plenamente satisfeitas”.
“Todas as figuras políticas e militares da Venezuela – como vocês podem entender – o que aconteceu com Maduro pode acontecer com elas, e acontecerá se não forem justas, sequer, com seu próprio povo. O ditador e terrorista Maduro finalmente se foi da Venezuela. O povo está livre. Livre novamente. Faz muito tempo para eles, mas agora estão livres. A América é uma nação mais segura nesta manhã. É uma nação mais orgulhosa nesta manhã porque não permitiu que essa pessoa horrível e esse país, que estavam fazendo coisas muito ruins contra nós, continuassem”, afirmou, sem especificar exatamente quais serão as exigências americanas sobre o país a partir de agora.
Captura de Maduro
Pouco antes de iniciar a declaração à imprensa, Trump publicou uma suposta foto de Nicolás Maduro em que o venezuelano aparece com os olhos cobertos por óculos escuros. A foto foi postada por Trump em sua rede Truth Social, com a descrição de que Maduro estaria a bordo do USS Iwo Jima, em referência ao navio militar norte-americano para o qual teria sido transferido.
“O ditador ilegítimo Maduro era o chefe de uma vasta rede criminosa responsável por traficar quantidades colossais de drogas mortais e ilícitas para os Estados Unidos. Conforme alegado na denúncia, ele supervisionava pessoalmente o cartel brutal conhecido como Cartel de los Soles, que inundou nosso país com veneno letal, responsável pela morte de incontáveis americanos, muitos, muitos americanos, centenas e milhares de americanos morreram ao longo dos anos por causa dele”, enfatizou.
Segundo Trump, Maduro e sua esposa, Cilia Flores, vão enfrentar “todo o peso da Justiça americana e serão julgados em solo americano”. Neste momento, de acordo com o norte-americano, eles estariam a caminho de Nova York, onde deverão ser processados e julgados.
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Folia de Reis no Museu Vassouras reafirma tradição no Vale do Café
0Entre cantos, bandeiras bordadas e passos que ecoam séculos de devoção, a Folia de Reis volta a ocupar o espaço público e simbólico de Museu Vassouras, no estado do Rio, de hoje até amanhã (4).


O encontro reúne duas jornadas de folia, atividades educativas e uma roda de poesias, reafirmando o compromisso da instituição com a valorização dos saberes populares e das expressões culturais que moldam a identidade do Vale do Café.
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Para a diretora artística do Museu Vassouras, Catarina Duncan, receber as Folias de Reis no museu é um gesto simbólico. “Aqui vemos a valorização do sagrado, da cultura do território do Vale do Café e das pessoas que mantém viva essa tradição tão especial. Teremos a oportunidade de ver duas folias da região além de promover atividades educativas e uma roda de poesia e rima”.
Jornada
Hoje, sábado (3), a partir das 16h, o museu recebe o cortejo da Jornada Jardim do Éden, conduzida pela mestra Rita de Cássia. O grupo percorre os espaços do museu com seus cantos tradicionais, violas, pandeiros e a bandeira que guia a jornada. Às 17h, é a vez da Jornada Descendentes de Davi, liderada pelos mestres Tiago Meirelles e Lelê, que dão continuidade ao cortejo, reafirmando a força coletiva da tradição e o diálogo entre diferentes gerações de foliões.
A programação segue no domingo (4) com atividades que ampliam o encontro entre público e tradição. Das 10h às 12h, o Educativo do Museu Vassouras promove a Oficina de Bandeiras de Folia, aberta a visitantes de todas as idades. Elemento central das jornadas, a bandeira concentra símbolos religiosos, histórias familiares e marcas do território. A proposta da oficina é estimular a criação coletiva, o uso de materiais diversos e a troca de saberes, conectando o fazer manual às memórias do Vale do Café.
O encerramento será às 16h, com a Roda de Poesias dos Soldados da Divina Irmandade do Oriente, quando a palavra falada se soma à música e ao gesto, ampliando a experiência sensível da folia e reforçando seu caráter de transmissão oral e comunitária.
Integração
Segundo a organização do evento, ao integrar cortejos, educação patrimonial e poesia,” o Encontro de Folias de Reis reafirma o papel do museu como espaço vivo de escuta e circulação de culturas, fortalecendo vínculos com as comunidades locais e reconhecendo a potência das manifestações populares que continuam a escrever a história de Vassouras e do interior” do estado do Rio”.
Além da programação dedicada à Folia de Reis, o museu recebe o artista Pandro Nobã para uma visita especial em torno das obras Ao longe e Céu na Terra, que integram o eixo Vapor da exposição Chegança, ampliando o diálogo entre arte contemporânea e tradição.
Serviço
Museu Vassouras – Vassouras
Sábado | 3 de janeiro
16h – Jornada Jardim do Éden, com a mestra Rita de Cássia
17h – Jornada Descendentes de Davi, com os mestres Tiago Meirelles e LelêDomingo | 4 de janeiro
10h às 12h – Oficina Bandeiras de Folia, com o Educativo do Museu
16h – Roda de poesias com os Soldados da Divina Irmandade do Oriente -

Trump publica suposta foto de Maduro em navio após captura
0O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou neste sábado (3) em uma rede social uma suposta foto do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, em um navio norte-americano, após ter sido capturado e retirado do país.


Na imagem, Maduro aparece com óculos escuros e usando um conjunto de moletom cinza. Ele segura uma garrafa de água e, aparentemente, está algemado. Trump informou hoje que Maduro e a primeira-dama Cilia Flores estão sendo levados de navio para Nova York.

Suposta foto do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, publicada em rede social do presidente dos EUA, Donald Trump – Foto: Donald J. Trump (@realDonaldTrump
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- Trump ataca Venezuela e diz que Maduro foi capturado.
Na madrugada deste sábado, o governo dos Estados Unidos anunciou um ataque à Venezuela. A capital, Caracas, e outras cidades foram atingidas por vias aérea e terrestre.
Entenda
A invasão da Venezuela pelos EUA marca um novo episódio de intervenções diretas de Washington na América Latina. A última vez que os EUA invadiram um país latino-americano foi em 1989, no Panamá, quando os militares norte-americanos sequestraram o então presidente Manuel Noriega, acusando-o de narcotráfico.
Assim como fizeram com Noriega, os EUA acusam Maduro, sem apresentar provas, de liderar um suposto cartel venezuelano De Los Soles. Especialistas em tráfico internacional de drogas questionam a existência desse cartel.
O governo dos EUA estava oferecendo uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem à prisão de Maduro.
Para críticos, a ação é uma medida geopolítica para afastar a Venezuela de adversários globais dos EUA, como China e Rússia, além de exercer maior controle sobre o petróleo do país, que é dono das maiores reservas de óleo comprovadas do planeta.
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Trump diz que EUA vão administrar Venezuela até “transição segura”
0O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3), na primeira manifestação oficial após a invasão militar na Venezuela e captura de Nicolás Maduro, que o governo norte-americano vai administrar o país latino-americano, a partir de agora, até que se possa fazer uma transição de poder.


“Vamos administrar o país até que possamos realizar uma transição segura, adequada e criteriosa. Não queremos nos envolver em colocar outra pessoa no poder e acabar na mesma situação que tivemos por um longo período de anos”, disse o norte-americano.
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De acordo com Trump, os Estados Unidos “estão lá agora”.
“O que as pessoas não entendem — mas passam a entender quando digo isto — é que estamos lá agora, e vamos permanecer até que a transição adequada possa ocorrer. Portanto, vamos ficar e, essencialmente, administrar o país até que uma transição correta seja possível”, disse em uma coletiva de imprensa transmitida de sua residência particular no resort de Mar-a-Lago, em Palm Beach, na Flórida.
Trump destacou o que classificou como uma das “demonstrações mais impressionantes, eficazes e poderosas da capacidade e da competência militar americana na história dos Estados Unidos”, que teria neutralizado completamente as defesas venezuelanas. Disse também que nenhum equipamento militar estadunidense foi sequer atingido e nenhum homem morto ou ferido na operação.
“Todas as capacidades militares da Venezuela foram tornadas impotentes quando os homens e mulheres de nossas Forças Armadas, trabalhando em conjunto com as forças de segurança dos Estados Unidos, capturaram Maduro no meio da noite. Estava escuro. As luzes de Caracas estavam em grande parte apagadas devido a uma certa expertise que possuímos. Estava escuro e foi letal”, afirmou.
“Mas ele foi capturado junto com sua esposa, Cilia Flores, ambos agora enfrentando a Justiça americana. Maduro e Flores foram indiciados no Distrito Sul de Nova York, sob responsabilidade de Jay Clayton, por sua campanha de narcoterrorismo mortal contra os Estados Unidos e seus cidadãos”, afirmou.
Pouco antes de iniciar a declaração à imprensa, Trump publicou uma suposta foto de Nicolás Maduro em que o venezuelano aparece com os olhos cobertos por óculos escuros. A foto foi postada por Trump em sua rede Truth Social, com a descrição de que Maduro estaria a bordo do USS Iwo Jima, em referência ao navio militar norte-americano para o qual teria sido transferido.
Petróleo
O presidente dos EUA, que justificou a invasão com acusações de narcotráfico por parte do governo Maduro, embora sem provas, também deixou claro que o setor petrolífero venezuelano, que possui as maiores reservas conhecidas do planeta, passará a ser controlado por empresas norte-americanas. E ameaçou com uma segunda onda de ataques caso haja resistência do país.
“Como todos sabem, o setor de petróleo na Venezuela foi um fracasso, um fracasso total por um longo período. Eles estavam produzindo quase nada em comparação com o que poderiam estar produzindo e com o que poderia ter acontecido. Vamos levar nossas grandes empresas petrolíferas dos Estados Unidos — as maiores do mundo — para investir bilhões de dólares, consertar a infraestrutura gravemente danificada, a infraestrutura de petróleo, e começar a gerar dinheiro para o país”, disse.
“E estamos prontos para lançar um segundo ataque, muito maior, se for necessário. Estávamos preparados para realizar uma segunda onda, se fosse preciso. Na verdade, presumíamos que uma segunda onda seria necessária, mas agora provavelmente não será.”