Dois policiais militares de Goiás viralizaram nas redes sociais após aparecerem cantando a música Talismã, do cantor Leonardo, durante patrulhamento em Anápolis. Os militares foram identificados como Daniel Rocha e Jefferson Fernandes.
No vídeo que circula nas redes, os policiais aparecem cantando a canção enquanto fazem um patrulhamento na cidade, em um momento que chamou atenção pela descontração em meio ao trabalho policial. A gravação rapidamente ganhou repercussão e recebeu comentários de internautas.
Em comentário no próprio post, um internauta diz: “Parabéns, perfeito dueto! Primeira e segunda, afinadíssimas”. Outro completa: “Os policiais de Goiás são diferenciados”.
A publicação também foi compartilhada pelo Corpo Musical da Polícia Militar de Goiás (PMGO), que destacou a ligação dos policiais com a música.
“Entre uma ocorrência e outra os nossos valorosos policiais do CMUS da maravilhosa cidade Anápolis não perdem a essência musical, levando a leveza de um trabalho que é árduo e que ao mesmo tempo é gratificante, pois levar segurança à população e promover prevenção é algo que é gratificante”, diz a legenda da postagem.
Belo Horizonte – A aldeia Renascer Wakonã, no distrito de Galena, pertencente ao município de Presidente Olegário, no Noroeste de Minas Gerais, vai ganhar água tratada e energia elétrica. A comunidade, com cerca de 100 habitantes, estava há oito dias sem água potável e apesar de os postes de luz já terem sido instalados, o povo Xucuri Kariri ainda não tem acesso à energia elétrica.
Durante um encontro promovido pelo projeto “Nosso consumo, nossa voz”, do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), na última sexta-feira (20/3), o promotor de Justiça de Presidente Olegário, Bruno Marques, se comprometeu a buscar soluções.
“Vamos instaurar um procedimento em relação à Cemig, porque já há um tempo muito grande de espera por essa ligação. A energia elétrica vai viabilizar o funcionamento da escola e o fornecimento de água, já que o bombeamento depende desse serviço”, afirmou.
Além das dificuldades estruturais, o preconceito ainda faz parte do cotidiano dos indígenas. Vanice, descendente da etnia Pankararu, relata que a avó foi expulsa da aldeia por ter se casado com um homem branco. A família vive há sete anos na aldeia Renascer Wakonã, mas as situações de discriminação persistem, especialmente no comércio local. “Quando a gente entra no supermercado, eles ficam olhando, colocam funcionário para seguir a gente. Isso, para mim, é discriminação”, desabafa.
Mais desafios
Novos problemas têm chegado à aldeia com o avanço do acesso à internet. Ouso de aplicativos bancários levou para a comunidade situações cada vez mais comuns nos centros urbanos, como o endividamento.
Diante desse cenário, os participantes receberam orientações sobre seus direitos e formas de se proteger de práticas abusivas. O coordenador do Procon-MPMG, Luiz Roberto Franca Lima, alertou para a gravidade do problema.
“Em regiões com pouca informação e fiscalização, bancos utilizam práticas agressivas, oferecendo crédito a quem não tem condições de pagar. Isso pode levar a uma espécie de escravidão financeira. É fundamental que as instituições financeiras revejam essas práticas”, destacou.
Apostas on-line
As bets também contribuem para o endividamento na aldeia. Um dos depoimentos mais marcantes foi o da indígena Raquel Ferreira, que falou abertamente sobre o vício em apostas on-line.
“O Jogo do Tigrinho viciou o Brasil. Foi mais fácil porque foi no celular e atingiu tanto o rico quanto o pobre. Eu mesma gastei várias vezes o meu salário, peguei empréstimos e perdi tudo”, contou.
A roda de conversa também abordou a diferença entre consumo e consumismo, alertando os indígenas sobre armadilhas comuns do mercado. A equipe do Procon-MPMG orientou ainda sobre quais órgãos devem ser acionados em caso de práticas infrativas e levou uma boa notícia à comunidade: o Procon Municipal de Presidente Olegário será inaugurado em abril.
Projeto “Nosso consumo, nossa voz”
O projeto “Nosso consumo, nossa voz”, desenvolvido pelo Procon-MPMG, nasceu a partir da escuta de denúncias de práticas abusivas e situações de discriminação enfrentadas por povos indígenas em Minas Gerais. A iniciativa combina ações educativas, orientação sobre direitos do consumidor e articulação com órgãos públicos. Entre os principais instrumentos está a cartilha do projeto, produzida em linguagem acessível e com exemplos do cotidiano, que orienta as comunidades sobre como se proteger de abusos nas relações de consumo e sobre como fortalecer sua autonomia.
Com atuação direta nos territórios, o projeto já percorreu dez aldeias em diferentes regiões do estado, consolidando uma metodologia baseada na escuta qualificada e no diálogo intercultural.
Após viralizar nas redes sociais por causa de “intimidador” durante uma ocorrência, o guarda municipal Leite, da equipe da Ronda Ostensiva Municipal (Romu), de Fazenda Rio Grande (PR), voltou a aparecer em um novo vídeo publicado pela corporação.
Segundo o comandante do grupamento, a expressão fixa e séria que chamou atenção dos internautas faz parte da postura adotada por equipes táticas e simboliza a “mística da luta do bem contra o mal” após missões bem-sucedidas.
O vídeo original, gravado após a prisão de suspeitos na cidade da Região Metropolitana de Curitiba, mostrou o guarda ao fundo de uma entrevista, com olhar firme e quase sem piscar. A cena rapidamente viralizou e virou meme nas redes sociais.
Na nova gravação, o comandante explicou o significado do gesto. “Recentemente viralizou um vídeo do nosso GM Leite, integrante da equipe Romu, onde ele faz um olhar fixo e firme, representando o espírito de altivez e de satisfação diante da missão cumprida de forma bem-sucedida. Esse olhar é muito comum entre operadores de equipes táticas no Brasil”, afirmou.
O próprio guarda também comentou a repercussão e reforçou o trabalho da equipe. “A nossa equipe da Romu nunca vai parar. A gente vai combater o crime na cidade para que a população se sinta segura quando vê as equipes táticas da Guarda Municipal de Fazenda Rio Grande. Não sou só eu, são todos trabalhando em prol da segurança pública”, disse Leite.
Gercilândia Carneiro da Silva, de 50 anos, foi encontrada morta em via pública na tarde desta segunda-feira (23), na rua Carambola, bairro Mocinha Magalhães, em Rio Branco. Segundo informações da família, Gercilândia era dependente química e estava com tuberculose. Ao caminhar pela rua e chegar em frente à própria residência, ela sofreu um mal súbito […]
Referência como esposo, pai e figura importante na política brasileira, Mauro Benevides chegou aos 96 anos no último sábado (21/3) com uma trajetória marcada pelo exemplo na vida pública e familiar. Ao lado da esposa, Regina Benevides, com quem compartilha 72 anos de história, ele abriu as portas de sua residência para uma comemoração discreta, na qual recebeu o afeto cultivado ao longo de décadas.
À coluna Claudia Meireles, Glaucia Benevides, filha do ex-senador, descreve Mauro como um homem de valores inegociáveis. “Meu pai sempre pontuou a cultura e o bom comportamento como indispensáveis. Cordialidade, generosidade e humildade são preceitos com os quais tratou todos que o cercam”, frisa.
Ao longo dos 76 anos de vida pública, Mauro levou para os mandatos sua capacidade de ser leal, firme e justo, com a integridade necessária para comandar, especialmente em períodos de instabilidade. Em sua carreira, que atravessa momentos decisivos da política nacional, exerceu mandatos como vereador de Fortaleza, deputado estadual e federal pelo Ceará, bem como senador da República.
Regina Benevides e Mauro Benevides
“Ele demonstrou uma habilidade política admirável, trouxe conciliação em meios aos conflitos, sempre pregando o diálogo e o entendimento entre as partes. Tudo isso se mantendo um homem caridoso, simples nos gestos, mas com um amor ao próximo inigualável”, destaca Glaucia.
No Congresso Nacional, Mauro presidiu o parlamento em tempos sensíveis, durante os governos de Fernando Collor de Mello e Itamar Franco, quando a instabilidade democrática exigia habilidade, prudência e capacidade de articulação. Entre os amigos, Mauro é lembrado especialmente por sua capacidade de ser leal, sem nunca perder a honestidade frente àqueles que representava.
Amor que atravessa o tempo
A comemoração realizada em sua residência no último sábado marcou também o aniversário da esposa, Regina Benevides. “Mamãe é uma mulher exigente, a qual devemos tudo que construímos ao longo da vida. Ainda hoje opina sobre o comportamento de netos e bisnetos”, lembra a filha.
Os dois se conheceram ainda jovens, em Fortaleza, quando pertenciam a famílias politicamente adversárias. Ele era líder da União de Moços Católicos, enquato ela estudava em um colégio tradicional, o Imaculada Conceição. Com um roteiro que facilmente poderia inspirar o cinema, a relação enfrentou resistências desde o início.
A mudança de Regina para o Rio de Janeiro, após a eleição do pai para a Câmara dos Deputados, e sua matrícula em um internato foram apenas algumas tentativas de interromper a relação que já se mostrava consistente desde o início.
Mesmo com a resistência, o casal conseguiu superar os obstáculos e subiu ao altar para selar um amor que se estende por mais de sete décadas. Dessa relação, vieram seis filhos, 12 netos e 18 bisnetos. “São 72 anos de união, respeito, amor e objetivo único: a prioridade sempre é a família. Mesmo hoje, ainda vemos momentos de ternura”, destacou Glaucia à coluna.
Mãos dadas de Regina Benevides e Mauro Benevides
Político fez de Brasília seu lar
A mudança para Brasília ocorreu em fevereiro de 1975, com o primeiro mandato no Senado, pelo então PMDB. Como tantos parlamentares de sua geração, a capital seria, a princípio, um endereço funcional. No entanto, a cidade logo se tornou um lugar de permanência. Foi aqui que a família se enraizou e construiu sua história.
“Temos casa em Fortaleza e três filhos moram na região. Regina Maria, a primogênita, eu e Carlos Afonso continuamos em Brasília. Meu irmão, Mauro Benevides Filho, que exerce o mandato de deputado federal, fica em Brasília de segunda a quinta-feira”, confidencia Glaucia.
O equilíbrio entre as exigências da vida pública e a presença no ambiente familiar é apontado como uma das marcas da família. Mesmo no parlamento, Mauro Benevides nunca se afastou do cotidiano doméstico. Regina, por sua vez, assumiu com rigor a formação dos filhos, estabelecendo parâmetros claros de disciplina e dedicação.
Legado
Aos que o acompanham, o legado é a da força de um amor que escolhe permanecer e frutificar. Já no âmbito público, Mauro Benevides é uma referência de civilidade na política, não apenas pelos cargos que ocupou, como pela forma como os exerceu.
Sua vivência, marcada pela escuta e pela recusa aos excessos, mostra que é possível equilibrar público e privado, com valores como cordialidade, sobriedade, respeito e, principalmente, o diálogo.
Regina, Mauro e Glaucia BenevidesRegina Maria Benevides, Regina Benevides, Mauro Benevides e Valmir ReginaTatielly Diniz, Regiane Benevides, Mauro Benevides e Afonso BenevidesMarisa Benevides, Regina Benevides, Glaucia Benevides e Mauro BenevidesMiguel Taraborelli, Gabriel Taraborelli, Regina Benevides, Júlia Taraborelli e Layla BenevidesLarissa Benevides, Regina Benevides, Tereza Benevides, Mauro Benevides, Frederico Benevides e André CamposMauro BenevidesSelma Dias, João Anastácio, Regina Benevides, Valmir Regina, Mauro Benevides, Sofia Benevides, Regina Maria, Bento Benevides, Lucas Benevides e Lourdiane MendesRegina, Davi e Mauro BenevidesCleucy Estevão, Regina Benevides, Mauro Benevides e Glaucia BenevidesLarissa Benevides, André Campos e Tereza CamposMatheus Benevides, Regina Benevides, Suellem Nakao e Mauro BenevidesAndré Campos, Lucas Benevides e Davi BenevidesGlaucia Benevides e Cleucy EstevãoPorta-retratos dos bisnetosRegina Benevides, Glaucia Benevides, Layla Benevides e Larissa BenevidesBusto de Mauro BenevidesCleucy Estevão, Regina Maria Benevides, Mônica Oliveira e Suely Nakao
A investigação da Polícia Civil concluiu que Larissa de Souza Batista foi responsável por envenenar o namorado, Adenilson Ferreira Parente, em Ribeirão Preto, interior de São Paulo. O homem foi internado após consumir açaí com veneno de rato no início de fevereiro. O inquérito foi finalizado nesta segunda-feira (23/3).
Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), as autoridades analisaram o laudo toxicológico, que identificou substância tóxica no alimento, além de imagens de câmera de segurança que mostram a movimentação de Larissa no local. Ela foi indiciada por tentativa de homicídio qualificado. A Polícia Civil também pediu a prisão da mulher.
Procurada, a defesa de Larissa afirmou que a suspeita está colaborando com a Justiça e não há motivos para a prisão. “O encerramento das investigações ocorreu de modo precipitado e prematuro, isso porque em momento nenhum foi cogitado pela polícia que a Larissa não fosse culpada; deixaram de investigar outros cenários”, afirmou a advogada Jéssica Nozé, que também representa Adenilson.
A defesa ainda ressaltou que o homem negou que o açaí estivesse burlado. “Adenilson informa que o produto estava ‘montadinho como ele é de fábrica’, palavras dele à polícia. É possível que os autos voltem para a polícia para maiores investigações frente à falta de dados.”
Segundo a advogada, os relatos de Adenilson e Larissa são os mesmos, e a investigação menciona um vídeo em que a mulher dispensa algo no topo do recipiente de açaí, mas não apurou por que o produto está dividido entre camadas visíveis, inclusive no fundo do recipiente, onde estaria o veneno.
O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), senador Carlos Viana (Podemos-MG), disse nesta segunda-feira (23/3) que o Supremo Tribunal Federal (STF) não respondeuao ofício em que questiona qual integrante da Corte teria utilizado um número funcional para conversar com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Viana afirmou que pretende recorrer ao presidente do Supremo, ministro Edson Fachin.
“Não recebemos ainda a resposta oficial do Supremo Tribunal Federal. Dado o prazo, não havendo manifestação, vamos oficiar o ministro Edson Fachin, que é o presidente da Casa. Por se tratar de um número público, à disposição do Supremo e pago com dinheiro público, é preciso identificar quem o estava usando”, declarou o senador.
Viana justificou que o Sistema de Investigação de Registros Telefônicos e Telemáticos (Sittel) confirmou que um dos números que aparece na lista de contatos de Vorcaro está, de fato, vinculado ao STF. No entanto, não foi possível identificar quem estava utilizando o número, no momento da troca de mensagens.
O senador Carlos Viana (Podemos) comemorou a prorrogação da CPMI do INSS, após decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida foi anunciada nesta segunda-feira (23/3). O caso agora vai ao plenário da Corte.
“Foi uma vitória do povo brasileiro, é uma vitória dos aposentados que foram roubados e que exigem respeito, foi uma decisão constitucional. Nós, do Parlamento, temos que trabalhar muito pra resolver as questões legais. Quando há dúvidas, o Supremo ele tem que nos devolver”, disse.
Inicialmente a comissão, que investiga o escândalo de fraudes e desvios em benefícios de aposentados e pensionistas, pediu que ao STF que a mesma fosse prorrogada por até 120 dias.
Mas o presidente da CPMI, Carlos Viana, disse que a comissão pode trabalhar em um prazo menor. Em conversa com jornalistas, o senador afirmou que “60 dias são suficientes” para a entrega do relatório final.
Após a determinação do ministro André Mendonça, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União), tem até 48 horas para oficializar a decisão. Caso a leitura em plenário não seja realizada dentro do prazo, o próprio presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana, poderá prorrogar os trabalhos segundo decisão do STF.
O senador e presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou nesta segunda-feira (23/3) que não pretende solicitar a condução coercitiva da ex-noiva do banqueiro Daniel Vorcaro antes que haja citação formal para depoimento.
“[Para condução] Ela precisa, primeiramente, ser citada, não só pelos advogados, e faltar a data em que nós marcarmos. [Só] aí eu posso pedir a condução coercitiva. Antes disso não há instrumento que eu possa utilizar nesse sentido”, afirmou.
O senador, entretanto, defendeu a convocação de Martha Graeff. “Ela sabe de muitos relacionamentos de Daniel Vorcaro com políticos e com membros do Judiciário. Seria muito bom que ela viesse prestar aqui um depoimento e nos ajudasse a entender esses membros do poder”.