O vidente conhecido como Walter Arauto, publicou nesta segunda-feira (23) uma previsão sobre desastres ambientais no Acre. A publicação aponta para a ocorrência de incêndios e seca de grande proporção no estado, com impacto direto sobre a Floresta Nacional do Purus.
Na publicação, o vidente afirma ter tido uma visão da Floresta Nacional do Purus em situação crítica, com registro de incêndio e seca severa. Segundo ele, a gravidade da situação levaria o Acre a buscar apoio de outros estados. O texto menciona ainda danos ao bioma da região.
A Floresta Nacional do Purus é uma unidade de conservação federal localizada no sul do Acre, com área de aproximadamente 256 mil hectares. A região é considerada estratégica para a preservação da biodiversidade amazônica e historicamente vulnerável a queimadas durante períodos de estiagem.
O Acre enfrentou nos últimos anos seguidas crises climáticas, alternando entre secas históricas e cheias extremas. Em 2024, o estado registrou uma das secas mais graves de sua história, com rios em níveis críticos e comunidades isoladas.
Jornalista e social media, com atuação em marketing, assessoria de comunicação política e institucional. Atualmente escreve para o ac24horas, fazendo cobertura regional do estado do Acre.
A Prefeitura de Rio Branco inaugurou nesta segunda-feira, 23, o Centro Integrado de Videomonitoramento da capital e formalizou um Acordo Técnico de Cooperação com o Ministério Público do Estado do Acre, a Superintendência da Polícia Federal no Acre e outras instituições de segurança. A iniciativa amplia o uso de tecnologia para prevenção de crimes, localização de pessoas desaparecidas e gestão urbana.
Um dos destaques do novo sistema é a criação de um banco de dados de pessoas desaparecidas, que será integrado a bases nacionais e permitirá a identificação automática por meio das câmeras instaladas na cidade.
FOTO: WHIDY MELO
Durante a solenidade, o prefeito Tião Bocalom destacou a importância do sistema, especialmente no enfrentamento ao desaparecimento de pessoas. “Sem dúvida nenhuma, todo mundo sabe que essa questão de pessoas desaparecidas, crianças desaparecidas, outro dia eu estava vendo os números das crianças que desaparecem todos os dias nesse Brasil, é muita coisa, é uma coisa de louco. Depois que surgiu aquele caso do Epstein, é isso, lá apareceu essa situação, começou a ficar muito mais clara, então gente, isso que a gente está fazendo aqui é para ajudar todos, pessoas de idade, pessoas de meia idade, crianças e tal. Então é muito importante esse banco de dados nosso aqui, que vai se juntar ao banco de dados do Brasil. Então eu estou muito feliz que a Prefeitura de Rio Branco está implantando um sistema onde possa contribuir com a segurança pública do Estado e do Brasil, se Deus quiser”, afirmou.
O vice-prefeito Alysson Bestene ressaltou a abrangência do projeto e o impacto direto na segurança da população. “Sim, a gente está muito feliz de hoje estar inaugurando esse Centro Integrado de Videomonitoramento, já são 450 câmeras espalhadas em toda a nossa cidade, vamos chegar em todas as regionais, esse é o nosso desejo de ampliar. Isso é o trabalho da segurança primária, um legado que a gente tem deixado em parceria também com as outras instituições, governo do Estado, Polícia Federal, Polícia Militar, onde através da Prefeitura de Rio Branco, com todo esse monitoramento da cidade, vai ajudar de forma antecipada a prevenir crimes e consequentemente dar essa sensação de segurança para a nossa população, esse é o nosso desejo”, declarou.
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Bestene também destacou a expansão do sistema para diferentes pontos estratégicos da cidade. “Isso está ampliado nos parques, em frente das escolas, nas principais avenidas, ruas, agora ampliando até o aeroporto, então é um trabalho, é um investimento feito pela Prefeitura de Rio Branco que jamais existiu dentro da gestão do Prefeito João Bocalhão”, acrescentou.
Já o secretário municipal envolvido na implantação do sistema, Ezequiel Bino, enfatizou o caráter integrado do centro, que vai além da segurança pública. “A gente costuma dizer que segurança pública não se faz de maneira isolada, se faz com integração, e esse é o Centro Integrado de Videomonitoramento, então várias instituições assinarão acordos de cooperação com a Prefeitura de Rio Branco para que com isso a gente tenha efetivamente uma integração. Esse centro não se dedica só à segurança pública, ele pretende também ser um grande centro de gestão da rotina da cidade, é isso que nós queremos, então o transporte coletivo, os semáforos, as escolas, então a gente acredita muito que esse centro funcionará não apenas como um grande centro voltado à segurança pública, mas de gestão da nossa cidade”, explicou.
FOTO: WHIDY MELO
O secretário também detalhou o funcionamento e a articulação entre os órgãos da segurança pública. “Olha, aqui funcionam profissionais das mais diversas instituições, então da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros, teremos até participação da Polícia Federal, enfim, nós aqui temos não apenas as pessoas que estão presentes, mas o mais importante é essa integração, inclusive com a transferência de informações, de tecnologia entre as instituições, exemplo que em breve acontecerá também com o Ministério Público. A gente assina hoje aqui também a criação do Banco de Dados de Pessoas Desaparecidas de Rio Branco, que é uma novidade, a gente sente essa necessidade de já ter um banco de dados para isso”, completou.
O superintendente da Polícia Federal no Acre, Carlos Rocha, destacou que a inauguração do Centro Integrado de Videomonitoramento permitirá ampliar a atuação conjunta entre as instituições, com uso estratégico das imagens tanto na área criminal quanto social.
“Bom dia, na verdade a inauguração desse centro vai permitir que a gente desenvolva um acordo de cooperação técnica, que a Polícia Federal trabalhe junto com a Prefeitura para utilizar essas imagens, tanto na parte criminal como na parte social. A gente pode utilizar essa ferramenta para a localização de pessoas foragidas, para a identificação de crimes em andamento, para apurações de crimes, mas também para a identificação de pessoas desaparecidas e para a localização de pessoas em condições de rua. Então a gente tem uma dupla função e com certeza a população da cidade vai ser bem beneficiada”, afirmou.
FOTO: WHIDY MELO
O corregedor do Corpo de Bombeiros do Acre, Otoni Miranda, ressaltou a importância da atuação integrada entre as forças públicas para garantir maior eficiência no atendimento à população. “As forças públicas têm que ser mais forças para prestar um melhor serviço, atender melhor o cidadão. E assim, ninguém faz nada sozinho. Cada um fazendo aquilo dentro da sua competência, a gente soma esforço e a tendência é a gente alcançar sucesso todo mundo junto e quem ganha é a população com isso”, afirmou.
Segundo ele, o Centro de Videomonitoramento também será fundamental para o trabalho da corporação, especialmente na identificação de focos de incêndio durante o verão amazônico. “Olha, é com relação justamente na época do verão, verão amazônico, na identificação de focos. A gente já tinha uma parceria com a prefeitura na identificação dos focos, em que o bombeiro ia até o local e acionava a fiscalização da prefeitura, isso teve bastante resultado e na época da alagação também a gente consegue trabalhar junto para que a gente possa atender melhor o cidadão que está ali necessitando de uma ajuda”, completou.
Jornalista formado pela Ufac com atuação em pautas gerais, cotidiano e política. Foi setorista na Câmara Municipal de Rio Branco, com experiência em coletivas e bastidores. Atualmente é repórter e editor substituto do ac24horas.
Auditores Fiscais de Tributos do Município de Rio Branco realizaram, na manhã desta segunda-feira (23), uma manifestação em frente à sede da Prefeitura da capital. O ato tem como objetivo pressionar pela tramitação do projeto de atualização da Lei Orgânica da Administração Tributária (LOAT), que está em discussão na Câmara Municipal.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Auditores Fiscais de Tributos (Sinafit), Rogério Gonçalves, a mobilização não se trata de greve, mas de um movimento institucional da categoria. Segundo ele, as chefias do setor foram entregues como forma de protesto.
“Não estamos em greve. Estamos fazendo uma manifestação. As chefias foram entregues porque a nossa Lei Orgânica da Administração Tributária está sendo prejudicada pela própria administração. O projeto estava pronto para ser votado, em conformidade com a reforma tributária, sem aumento salarial ou criação de benefícios, apenas atendendo a um comando constitucional. Fomos surpreendidos com o pedido para retirar de pauta e até arquivar a proposta”, afirmou.
Foto: Whidy Melo
Gonçalves explicou que a Emenda Constitucional 132, que institui a reforma tributária, prevê um trabalho coordenado entre as secretarias estaduais da Fazenda, a Receita Federal e as finanças municipais. No caso dos municípios, caberá a administração do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que substituirá tributos como o ISS e o ICMS.
Segundo ele, para exercer essa atribuição, os auditores precisam de prerrogativas específicas garantidas pela Constituição, especialmente em razão do sigilo fiscal.
“Somos carreira de Estado. Trabalhamos com informações sensíveis, como CPF e CNPJ, que exigem absoluto sigilo. Para atuar em paridade com a Receita Federal e os estados, precisamos atualizar nossa Lei Orgânica, que está em vigor desde 2017”, destacou.
O presidente do Sinafit argumenta ainda que, atualmente, os auditores estão enquadrados na mesma legislação que fiscais de outras áreas, como Obras e Vigilância Sanitária, situação que considera inadequada.
Foto: Whidy Melo
“Não somos fiscais, somos auditores. Realizamos análise de conformidade da legislação tributária com os atos praticados pelo contribuinte. Nosso trabalho é diferenciado por determinação constitucional. Não se trata de criar nova categoria, mas de cumprir um comando legal”, disse.
Ele afirmou que há pareceres favoráveis do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), da Procuradoria Jurídica e da própria Câmara Municipal atestando a legalidade da proposta. Caso não haja avanço administrativo, a categoria não descarta recorrer à Justiça.
Impactos na administração
Com a entrega das chefias, os servidores aguardam a nomeação de novos responsáveis por meio de decreto emergencial, conforme anunciado pelo prefeito. Enquanto isso, segundo o sindicato, parte das atividades estratégicas da administração tributária está comprometida.
“Não há chefes nomeados neste momento. Estamos todos reunidos aguardando a decisão do Executivo. Assim que as chefias forem nomeadas e os processos encaminhados, retomaremos a execução normal”, explicou.
Gonçalves destacou que o grupo atua desde 2014 na modernização da administração tributária do município. Segundo ele, a arrecadação do ISS passou de R$ 42 milhões para R$ 175 milhões em menos de dez anos, sem aumento de alíquotas.
“Esse crescimento ocorreu com inteligência fiscal e organização administrativa. Hoje, essa estrutura está parada. Estamos saindo de uma situação de normalidade para uma condição anormal por falta de definição”, declarou.
O representante da categoria também criticou o cenário político atual, afirmando que a indefinição administrativa tem prejudicado a resolução do impasse.“Temos um problema: o prefeito atual é candidato e está focado na campanha. O prefeito que vai assumir ainda não é o efetivo e também não toma decisão. Estamos nesse limbo, aguardando uma definição para que tudo se resolva”, concluiu.
Jornalista formado pela Ufac com atuação em pautas gerais, cotidiano e política. Foi setorista na Câmara Municipal de Rio Branco, com experiência em coletivas e bastidores. Atualmente é repórter e editor substituto do ac24horas.
A juíza Elizabeth Louro, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), determinou o relaxamento da prisão de Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel. Na mesma decisão, a magistrada manteve a prisão de Jairo Souza Santos Júnior, o Dr Jairinho.
O julgamento do assassinato de Henry Borel teve início na manhã desta segunda-feira (23/3). Logo no início da sessão, a defesa de Jairinho pediu o adiamento do processo, alegando dificuldades no acesso às provas.
A juíza responsável pelo caso Elizabeth Louro negou o pedido e os advogados deixaram o plenário.
Os réus são o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, e a mãe da criança, Monique Medeiros. Ambos serão julgados por um júri popular e responderão por crimes relacionados à morte de Henry. A decisão é tomada pela maioria dos votos.
Se condenados, a pena de Jairinho pode atingir até 40 anos, enquanto a de Monique pode alcançar cerca de 35 anos.
O processo envolve acusações dehomício triplamente qualificado, além de tortura, coação no curso do processo e fraude processual.
Nas redes sociais, o pai do menino, Leniel Borel, afirmou que “saudade é pouco”. “Meu filho foi tirado de mim, mas minha luta ninguém vai calar. A justiça será por você, Henry”.
O assassinato
Henry morreu em 8 de março de 2021 no apartamento onde vivia com a mãe, Monique Medeiros, e o padrasto, o médico e ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro.
À época do crime, os dois afirmaram que a criança teria sido encontrada desacordada no imóvel. Henry foi levado ao hospital, mas os profissionais de saúde constataram a morte por hemorragia interna e laceração hepática.
Os réus sustentam a versão de que houve um acidente doméstico e alegam inocência. Contudo, o laudo do Instituto Médico-Legal (IML) invalidou essa versão após constatar 23 lesões pelo corpo da criança.
Após a defesa do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, abandonar o julgamento da morte de Henry Borel, a juíza Elizabeth Machado Louro determinou que os advogados arquem com as despesas do Tribunal do Júri.
A magistrada, em decisão proferida ainda em plenário nesta segunda-feira (23/3), determinou que a presidência do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) apure “as despesas arcadas colocando esse juízo a disposição para prestar todas as informações pertinentes no intuito do ressarcimento ao erário por parte da defesa de Jairo”.
A juíza pediu que fossem inclusos no cálculo “os gastos com deslocamento de membros do Ministério Público do RJ (MPRJ), partes (e eventuais assessores), serventuários, jurados, testemunhas em número de pelo menos 13 no primeiro dia, policiais militares, terceirizados que atuam na copa, limpeza e cabine de som, além dos gastos com escolta dos réus, energia elétrica e alimentação de todos os envolvidos previamente encomendada para não falar da considerável sobrecarga suportada por aquelas que preparam em vão a presente sessão”.
A defesa de Jairo abandonou o plenário após a juíza negar o pedido de adiamento do Júri. Com isso, a magistrada dissolveu o conselho de sentença. Uma nova sessão foi marcada para junho deste ano.
“Vejo-me na lastimável contingência de dissolver o conselho de sentença”, lamentou a juíza. “E condeno os cinco advogados presentes nesta sessão ao ressarcimento dos prejuízos causados pelo adiamento”, declarou.
Relembre o caso
Os réus são o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, e a mãe da criança, Monique Medeiros. Ambos serão julgados por um júri popular e responderão por crimes relacionados à morte de Henry. A decisão é tomada pela maioria dos votos.
O processo envolve acusações de homício triplamente qualificado, além de tortura, coação no curso do processo e fraude processual.
Durante sessão do Tribunal Pleno, na manhã desta segunda-feira (23/3), a magistrada declarou que a gravidade do ocorrido é ainda maior quando considerado o contexto do lançamento do Brasil Lilás, pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), programa de enfrentamento à violência contra as mulheres e defesa da dignidade humana.
“Que um ato de ódio tenha irrompido precisamente nesse espaço não é ironia, é uma afronta que exige uma resposta clara”, declarou a presidente do TJPR.
A juíza auxiliar do Supremo Tribunal Federal (STF) Franciele Pereira do Nascimento e o juiz do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) Fábio Esteves, atualmente no cargo de conselheiro do CNJ, foram alvos do ataque racista, na quarta-feira (19/3).
A reportagem apurou que, durante a participação do juiz, que durou poucos minutos, diversos comentários racistas começaram a aparecer no chat da transmissão do evento. Entre eles, as frases “como que tira esse pontinho preto da tela” e “esse veio da senzala”. Os comentários foram denunciados.
Diversos órgãos se pronunciaram em repúdio ao ataque, incluindo o STF, o Conselho da Justiça Federal (CJF), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e a Associação dos Magistrados do Distrito Federal e Territórios (Amagis-DF).
Durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta segunda-feira, 23, na assinatura do termo de cooperação da Central de Videomonitoramento da Prefeitura de Rio Branco com a Polícia Federal, Corpo de Bombeiros e Polícia Civil, o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PSDB), comentou sobre o cenário político às vésperas do prazo de desincompatibilização, marcado para o dia 4 de abril.
Questionado sobre a formação de sua chapa e as articulações políticas, o prefeito afirmou que seguirá dialogando com a sociedade e destacou que, neste momento, sua prioridade tem sido as entregas da gestão.
“Vou continuar conversando com a sociedade como um todo, especialmente para apresentar projetos como esse que a gente tem aqui. Então, nesse momento, nós estamos focados nesses dias agora, de a gente poder fazer as diversas inaugurações que nós temos, as entregas que nós temos, que foram sonhadas lá atrás, estão se tornando realidade e essa daqui é uma das entregas que eu sonhava e sonhava muito e cobrei muito do Bino [Secretário de Tecnologia]. Eu que preciso entregar esse centro de comando, esse centro de controle e graças a Deus está acontecendo hoje aqui”, declarou.
Apesar do foco administrativo, Bocalom indicou que o grupo político segue em articulação para as eleições de 2026. “Essa questão política, o grupo vai continuar correndo atrás e se Deus quiser, a gente vai fazer aquilo que muita gente não imaginava. Nós teremos uma bela chapa de deputado federal, uma bela chapa de deputado estadual e uma fortíssima chapa para ganhar o governo do Estado”, afirmou.
Ao ser questionado sobre a possibilidade de alianças, inclusive com nomes que podem disputar o Senado, a exemplo do deputado federal, Eduardo Velloso, que se filiou ao Solidariedade, o prefeito foi direto: “Só não tem com a turma da esquerda”, finalizou.
Jornalista formado pela Ufac com atuação em pautas gerais, cotidiano e política. Foi setorista na Câmara Municipal de Rio Branco, com experiência em coletivas e bastidores. Atualmente é repórter e editor substituto do ac24horas.
A Polícia Civil prendeu neste domingo, 22, em Cruzeiro do Sul, F. S. C., 49 anos, suspeito de estupro contra sua ex-companheira. A ação ocorreu horas após a vítima, de 45 anos, comparecer à Delegacia de Cruzeiro do Sul para relatar o crime. A vítima procurou a Delegacia para comunicar que foi estuprada na madrugada […]
A formação da lista tríplice para a vaga destinada a advogados no Tribunal de Justiça de Sergipe (TJ-SE) abriu uma discussão interna na Corte sobre possível impedimento por parentesco. A Corte pode decidir sobre o caso nesta semana.
Entre os nomes indicados pela Ordem dos Advogados do Brasil seccional Sergipe (OAB-SE) está o do advogado Márcio Macedo Conrado, concunhado (marido da cunhada) do desembargador Roberto Eugênio da Fonseca Porto, integrante da instituição há mais de duas décadas.
A presidência do tribunal alertou, contudo, para a possibilidade de configuração de nepotismo e foi instaurado incidente administrativo para discutir eventual impedimento do magistrado na votação.
O tema envolve precedentes do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que ampliaram o alcance da vedação ao nepotismo no serviço público.
Em decisões posteriores à Resolução nº 7/2005 do CNJ — considerada constitucional pelo STF — concunhados passaram a ser enquadrados como parentes por afinidade em terceiro grau.
O TJ de Sergipe é o menor do país em número de desembargadores. O caso pode gerar repercussão no meio jurídico por envolver a aplicação das regras de impedimento e prevenção de nepotismo no processo de escolha de integrantes do Quinto Constitucional.
Procurado pelo Metrópoles, o TJ-SE disse que foi instaurado um Incidente de Impedimento para analisar a participação do desembargador Roberto Porto na votação para formação da lista tríplice.
“Instaurado o Incidente de Impedimento, que tem como relator o vice-presidente do TJSE, desembargador Etélio de Carvalho Prado Junior, o mesmo será julgado pelo colegiado do pleno, ainda sem data definida”, informou.
O advogado Márcio Macedo Conrado também foi procurado, mas não respondeu aos questionamentos da reportagem.
O gabinete do desembargador comunicou que não pode se manifestar sobre o tema “pelo fato de ser parte do referido incidente”.
Dois estudos publicados em 2026 na revista Nature indicam que a saúde do timo — um pequeno órgão localizado no peito — está associada à capacidade do organismo de se defender contra o câncer e outras doenças.
As pesquisas mostram que alterações na função do órgão ao longo da vida podem impactar o funcionamento do sistema imunológico. Embora os trabalhos não apontem uma relação de causa direta, os dados sugerem que o envelhecimento do timo pode influenciar o risco de doenças ao reduzir a eficiência das defesas do corpo.
O que é o timo ?
O timo é responsável pela maturação dos linfócitos T, células essenciais do sistema imunológico. Elas atuam no reconhecimento e na eliminação de agentes invasores e também de células anormais, como as que podem dar origem a tumores.
Esse órgão é mais ativo durante a infância e a adolescência. Com o passar dos anos, ele sofre um processo natural de redução de tamanho e atividade, conhecido como involução tímica. Os dois estudos adotaram abordagens complementares para investigar o papel do timo na saúde:
De forma consistente, os pesquisadores observaram que alterações associadas à menor atividade do timo estão ligadas a mudanças na imunidade. Segundo os autores, esses fatores podem influenciar a forma como o corpo reconhece e combate células com potencial cancerígeno.
Como o órgão se relaciona ao câncer
O sistema imunológico tem um papel central na identificação e eliminação de células defeituosas antes que elas se tornem tumores. Com o envelhecimento do timo, essa capacidade pode ser reduzida.
Os pesquisadores destacam que os resultados mostram uma associação, e não uma relação de causa e efeito. Ainda são necessários novos estudos para entender exatamente como o timo influencia o desenvolvimento de doenças.
As descobertas, no entanto, abrem caminho para futuras estratégias que busquem preservar ou restaurar a função do timo como forma de fortalecer o sistema imunológico.
Os estudos reforçam o papel do sistema imunológico no desenvolvimento de doenças e ajudam a trazer atenção para o timo, um órgão pouco conhecido, mas potencialmente importante na saúde ao longo da vida.