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  • Natália Reis toma posse como presidente do PP Mulher DF

    Natália Reis toma posse como presidente do PP Mulher DF

    Divulgação
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    Brasília viveu, na noite do último dia 12, uma cerimônia marcante para o cenário político do Distrito Federal. Natália Reis foi empossada como presidente do PP Mulher DF e aproveitou a ocasião para anunciar oficialmente a pré-candidatura a deputada distrital nas eleições de 2026.

    O evento, promovido no restaurante Steakbull, reuniu um expressivo público de lideranças políticas, militantes e apoiadores do Progressistas de todo o Distrito Federal.

    A cerimônia contou com a presença de nomes de peso do Executivo e da política local. A vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, marcou presença e endossou pessoalmente a nova gestão à frente do PP Mulher.

    Também esteve presente a secretária de Estado da Mulher do Distrito Federal, Giselle Ferreira, reforçando o alinhamento entre a nova liderança partidária e as políticas públicas voltadas à mulher no DF.

    Com a presença de grupos e representações do Progressistas provenientes de diversas regiões administrativas do DF, a mobilização demonstrou a força do partido na capital federal e o crescente protagonismo das mulheres no PP.

    A cerimônia de posse foi organizada pela militância do PP Mulher e transcorreu em clima de entusiasmo e unidade partidária. Natália Reis chega à presidência do PP Mulher DF com o compromisso de fortalecer a participação feminina na política do Distrito Federal.

    O anúncio da pré-candidatura à Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) sinaliza uma trajetória construída sobre representatividade, articulação política e proximidade com as demandas das mulheres brasilienses. A nova presidente reafirmou, durante a cerimônia, o propósito de unir a pauta da mulher à atuação legislativa.

    “Fiz  o desafio para a Natália porque enxergo nela uma mulher forte e apta a defender as mulheres do Distrito Federal, com um ótimo futuro como pessoa pública”, afirmou Celina Leão, vice-governadora do Distrito Federal.

    “Recebo com muita honra o título de presidente do PP Mulher. Agradeço a cada um que esteve presente e também ao meu marido, Roberto, que foi um pilar fundamental nesta missão que recebi da vice-governadora Celina Leão.”

    Natália Reis, presidente do PP Mulher DF e pré-candidata a deputada distrital

  • Trump descarta cessar-fogo e afirma que está "aniquilando" o Irã

    Trump descarta cessar-fogo e afirma que está "aniquilando" o Irã

    Alex Wong/Getty Images
    WASHINGTON, DC - FEBRUARY 20: U.S. President Donald Trump speaks answers questions during a press briefing held at the White House February 20, 2026 in Washington, DC. The U.S. Supreme Court today ruled against Trump’s use of emergency powers to implement international trade tariffs, a central portion of the administration’s core economic policy. (Photo by Alex Wong/Getty Images)

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (20/3) pode dialogar com o Irã, mas que não quer um cessar-fogo na guerra.

    “Podemos dialogar, mas não quero um cessar-fogo. Não se faz um cessar-fogo quando se está literalmente aniquilando o outro lado. Eles não têm marinha, não tem força-aérea, eles não têm equipamentos […] e os líderes deles estão todos mortos. Não é isso (cessar-fogo) que queremos”, disse o presidente americano em uma entrevista à imprensa na frente da Casa Branca.

    Entrando no 21° dia de guerra, a aliança entre Estados Unidos e Israel matou em bombardeios o líder supremo do Irã, Ali Khamenei em 28 de fevereiro, e o chefe do Conselho Supremo de Segurança, Ali Larijani nessa terça (17/3) – figuras do alto escalão do regime iraniano.

    O Irã prometeu vingança e lançou ataques contra Israel após a morte de Larijani.

    O conflito no Oriente Médio tem envolvido ataques contra estruturas energéticas no Oriente Médio. Israel atacou na quarta-feira o maior campo de gás do país, o South Pars. O Irã retaliou com bombardeios contra estruturas energéticas do Golfo Pérsico.

    O filho de Ali Khamenei, Mojtaba Khamenei foi escolhido como novo líder supremo. Desde que sucedeu o pai, ele ainda não foi visto em público.

    Além disso, o fechamento do Estreito de Ormuz por parte do Irã causou uma alta no barril de petróleo internacional – chegando a bater US$ 115 a unidade nessa quinta (19/3), e uma crise diplomática entre os EUA e a Otan.

    Nesta sexta, Trump chamou os demais países do bloco de “covardes”, por não quererem ajudar na reabertura do canal marítimo pelo qual passa 20% do petróleo do mundo.

    O chefe do departamento de guerra dos EUA, Pete Hegseth, afirmou nessa quinta que “não há um prazo definitivo para o fim da guerra”.

  • Moraes pede parecer da PGR sobre prisão domiciliar de Bolsonaro

    Moraes pede parecer da PGR sobre prisão domiciliar de Bolsonaro

    Breno Esaki/Metrópoles
    Foto de ex-presidente Jair Bolsonaro - Broncopneumonia: entenda a condição de Bolsonaro - Metrópoles

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por prisão domiciliar humanitária.

    Bolsonaro está internado desde a última sexta-feira (13/3), no Hospital DF Star, em Brasília, com quadro de broncopneumonia.

    O despacho, assinado na noite desta sexta-feira (20/3), determina que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, também se manifeste sobre o relatório médico de Bolsonaro, encaminhado pelo hospital e mantido sob sigilo.

    Segundo o médico que o acompanha, Bolsonaro apresentou melhora significativa no quadro de saúde, mas ainda deve permanecer internado.

    A equipe médica defende que ele deixe o Papudinha, onde cumpre pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe, para cumprir prisão domiciliar.

    Conforme mostrou o Metrópoles, o senador e pré-candidato ao Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), reuniu-se com Moraes na noite dessa terça-feira (17/3), quando expôs o pedido para que o pai passe à prisão domiciliar.

     

     

  • Polícia prende “juiz do crime” do PCC no Rio de Janeiro

    Polícia prende “juiz do crime” do PCC no Rio de Janeiro

    Com uma extensa ficha criminal, o suspeito teria matado um agente penitenciário durante uma tentativa de fuga

  • Comissão dos Três Poderes conclui nota técnica sobre "penduricalhos"

    Comissão dos Três Poderes conclui nota técnica sobre "penduricalhos"

    VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES
    Supremo tribunal Federal STF proximo ao Congresso Nacional - Metrópoles

    A comissão técnica dos Três Poderes para discutir o teto remuneratório e a regra de transição sobre os chamados “penduricalhos” concluiu, nesta sexta-feira (20/3), a nota técnica que será encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF) para análise.

    O grupo, nomeado pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, teve como missão elaborar uma proposta técnica sobre o teto remuneratório e os critérios para o pagamento de verbas indenizatórias.

    Em reunião na manhã desta sexta-feira, Fachin, ao lado dos ministros Luiz Fux, Cristiano Zanin e Dias Toffoli, e da ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, ressaltou a importância do envio ao Congresso Nacional de uma proposta de regulamentação que estabeleça normas para o pagamento de indenizações e outros benefícios no serviço público.

    A nota técnica foi elaborada de forma conjunta com integrantes da Câmara e do Senado, além de especialistas. A expectativa é de que o documento seja utilizado pelo STF para subsidiar a decisão da Corte, prevista para o próximo dia 25 de março, sobre limitações de pagamentos a servidores fora do teto.

    Desde o dia 4 de março, os integrantes da comissão levantaram dados técnicos, valores e legislações estaduais que regulam as verbas indenizatórias. Ouviram ainda sugestões da sociedade civil, professores e especialistas sobre o tema.

    A comissão é composta por representantes do Judiciário, do Legislativo e do Executivo. Também participam das discussões integrantes da Procuradoria-Geral da República (PGR), do Tribunal de Contas da União (TCU) e da Defensoria Pública da União (DPU).

    Decisões de Dino e Gilmar

    O grupo cumpriu as agendas para elaborar a proposta sobre o cumprimento do teto remuneratório a partir de decisões dos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes, que suspenderam o pagamento de “penduricalhos” que não estejam previstos em lei e ultrapassem o teto de R$ 46,3 mil.

    A tendência é que o acordo seja votado pelo STF no dia 25 de março, quando o plenário da Corte retoma o julgamento das decisões que suspenderam o pagamento de penduricalhos para servidores públicos dos Três Poderes.

    Suspensão

    Em 5 de fevereiro, Dino determinou a suspensão dos penduricalhos que não estão previstos em lei. A decisão, que está mantida, deve ser aplicada pelos poderes Judiciário, Legislativo e Executivo, nas esferas federal, estadual e municipal, que terão prazo de 60 dias para revisar e suspender pagamento dessas verbas indenizatórias que não respeitam o teto. O ministro Gilmar Mendes também suspendeu os pagamentos a juízes e membros do Ministério Público.

    Para o presidente do STF, ministro Edson Fachin, é legítimo que os servidores públicos queiram preservar o valor real das suas remunerações, como estabelece o artigo 37 da Constituição Federal, da mesma forma que é dever do Estado a governança responsável da despesa pública, respeitando o processo legislativo.

    O que é absolutamente ilegítimo é que qualquer aumento remuneratório seja feito em desrespeito ao teto remuneratório ou sem a observância do processo legislativo. Vale dizer, apenas o Congresso Nacional e o Poder Executivo é que podem aprovar o aumento de gastos com o funcionalismo, por meio de lei, por sua inclusão no orçamento. É preciso, portanto, debate público com total transparência”, afirmou o presidente do STF.

  • Erika Hilton acusa deputada que fez blackface de dar golpe na Justiça

    Erika Hilton acusa deputada que fez blackface de dar golpe na Justiça

    Reprodução Alesp
    mpf deputada fabiana bolsonaro denúncia

    A deputada Erika Hilton (PSol-SP) afirmou à coluna que, além de praticar racismo, a deputada estadual Fabiana Bolsonaro (PL-SP) também cometeu crime contra a Justiça Eleitoral.

    Aliada do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Fabiana se envolveu em um episódio de blackface  durante sessão de quarta-feira (18/3) na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

    Fabiana, como o Metrópoles mostrou, concorreu nas eleições de 2022 se apresentando como parda. Ela recebeu R$ 1.593,03 em recursos da verba de cota racial.

    À coluna, Érika disse que acionou a Justiça para apurar se a candidata teria ou não direito de usar a verba destinada a candidatas negras.

    “Acionei a Justiça já na quarta porque a deputada, além de cometer racismo e transfobia, enganou a Justiça Eleitoral. Ela deu um golpe ao mentir para o órgão”, disse.

    A defesa de Fabiana afirmou à coluna que o PL realizou o registro eleitoral da deputada. Segundo ele, as informações foram aprovadas pela Justiça Eleitoral em 2022, sem qualquer irregularidade.

    O advogado também ressaltou que a parlamentar possui familiares negros.

    “Como a própria deputada disse em seu discurso ontem (quarta), ela tem um avô negro e uma avó indígena. Portanto, ao se declarar parda, não há nenhuma ilegalidade”, declarou o advogado Alberto Rollo.

    O que aconteceu?

    A deputada estadual pintou o rosto e parte do corpo de marrom durante uma sessão da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), nessa quarta-feira (18/3), para criticar a eleição de Erika Hilton para a presidência da Comissão dos Direitos da Mulher, da Câmara dos Deputados, em Brasília.

    “A gente viu agora essa semana, na comissão federal, lá em Brasília, que uma mulher trans, Erika Hilton, foi colocada como presidente da Comissão da Mulher. E isso me entristece muito. Não porque ela, uma trans, está como presidente, mas porque está tirando o espaço de fala de uma mulher”, disse.

     

  • Acre entra no top 10 nacional em ensino médio integral

    Acre entra no top 10 nacional em ensino médio integral

    O Acre ocupa a 9ª posição no ranking nacional de estados com maior percentual de estudantes do ensino médio matriculados em escolas de tempo integral. Os dados são do Censo Escolar 2025, divulgados em fevereiro, e apontam que 28% dos alunos acreanos da etapa estão no modelo índice superior à média nacional de 26%.

    No cenário regional, o estado lidera com folga. O Pará registra 21% de adesão, o Amazonas, 13%, e Rondônia, apenas 7%. O desempenho do Acre está acima da média da Região Norte em todos os indicadores comparados.

    O modelo de ensino integral prevê ao menos sete horas diárias de atividades escolares. Avaliações como o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) indicam que alunos nesse formato apresentam resultados superiores aos do ensino parcial, o que torna a política considerada estratégica para a melhoria da aprendizagem.

    O secretário estadual de Educação e Cultura, Aberson Carvalho, destacou a expansão da rede. “Quando iniciamos esse trabalho, tínhamos apenas 12 escolas com ensino integral, sendo 11 de ensino médio e uma de ensino fundamental. Hoje, já são 60 unidades. É um crescimento muito expressivo, que demonstra o compromisso do Estado com a melhoria da aprendizagem”, afirmou.

    O Acre conta com 32 escolas de ensino médio em tempo integral, distribuídas em oito municípios. Rio Branco concentra 16 unidades, seguida por Cruzeiro do Sul, com nove. Acrelândia tem duas escolas, enquanto Brasileia, Mâncio Lima, Plácido de Castro, Rodrigues Alves e Tarauacá contam com uma unidade cada.

    O estado também avança na implementação do modelo na zona rural, iniciativa ainda rara na Região Norte. A Escola Agrícola Jean Pierre Mingan, em Acrelândia, integrou o ensino em tempo integral em 2026.

  • “Foram 40 anos de mandato que o povo me confiou”, diz Nabor Júnior

    “Foram 40 anos de mandato que o povo me confiou”, diz Nabor Júnior

    LEGADO NA POLÍTICA

    “Foram 40 anos de mandato que o povo me confiou”, diz Nabor Júnior

    Por Lucas Vitor20 de março de 2026 – 16h11 1 min de leitura

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    O ex-governador do Acre, Nabor Teles (MDB), recordou sua longa trajetória política em um vídeo publicado pelo radialista Raimundo Accioly em seu perfil no Instagram, na última quinta-feira (19).

    Aos 95 anos, Nabor aparece realizando atividade física acompanhado por uma profissional e envia uma mensagem de agradecimento à população acreana. “Querido povo acreano, estou muito agradecido pelo apoio que me deram durante muitos anos. Fui deputado estadual, federal, governador e senador. Foram quarenta anos de mandato que o povo me confiou”, afirmou Nabor no vídeo.

    Nabor Júnior nasceu em Tarauacá, interior do Acre, e construiu uma carreira política de destaque, exercendo três mandatos como deputado estadual, dois mandatos como deputado federal, dois mandatos como senador e o cargo de governador.

    Lucas Vitor

    Lucas Vitor

    Jornalista formado pela Ufac com atuação em pautas gerais, cotidiano e política. Foi setorista na Câmara Municipal de Rio Branco, com experiência em coletivas e bastidores. Atualmente é repórter e editor substituto do ac24horas.

    lucasvitorac77@gmail.com

  • Rejeição de Estados a corte de ICMS dos combustíveis seria “falta de compromisso”, diz Durigan

    Rejeição de Estados a corte de ICMS dos combustíveis seria “falta de compromisso”, diz Durigan

    Diogo Zacarias/MF
    Imagem colorida do Ministro da Fazenda Dario Durigan

    O novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira (20/3) que ainda não recebeu uma resposta dos governadores sobre a proposta do governo de redução do Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS) sobre combustíveis. De acordo com ele, a não adoção seria uma “lástima e uma falta de compromisso” com o povo brasileiro.

    “Eu próprio levei aos secretários de fazenda essa semana um modelo de debate muito responsável. […] Cabe aos governadores agora avaliar para que a gente possa construir uma saída. A não adoção seria uma lástima, uma falta de compromisso”, disse.

    Segundo o ministro, somente o governo do Piauí sinalizou que vai adotar a medida. O governo federal propôs aos estados zerar o ICMS sobre importação do diesel até o fim de maio, sendo que metade de suas perdas seria compensada pela União.

    Durigan disse ainda que o governo tem uma série de medidas disponíveis que podem ser adotadas para diminuir o impacto do preço dos combustíveis para o consumidor a depender dos rumos do conflito no Oriente Médio.

    “Tanto a gente está atento que a gente anunciou logo nas primeiras semanas que a gente teve um desajuste no preço, o anúncio foi para de fato dar respaldo e resposta para a população brasileira e não faltará”, disse na portaria do ministério, em Brasília.

    Conheça as medidas anunciadas pelo governo

    O governo federal anunciou um pacote de medidas para tentar conter a alta dos combustíveis, em meio à disparada do petróleo no mercado internacional.

    Entre as principais ações está a concessão de um subsídio ao diesel, com pagamento direto a produtores e importadores, além da zeragem de tributos federais sobre o combustível, como PIS/Cofins, na tentativa de reduzir o impacto imediato nos preços.

    Outra frente do pacote envolve a criação de um imposto sobre a exportação de petróleo, com o objetivo de compensar parte da perda de arrecadação gerada pelas desonerações e bancar o custo das medidas.

    A iniciativa, no entanto, gerou reação do setor, que vê risco de insegurança regulatória e possíveis efeitos sobre investimentos no país.

    O governo também aposta na definição de preços de referência para viabilizar o repasse do subsídio ao longo da cadeia, além de reforçar o monitoramento do mercado por órgãos como a Agência Nacional do Petróleo (ANP).

    A expectativa é que o conjunto das ações ajude a conter a alta no curto prazo, embora especialistas apontem incertezas sobre a efetiva chegada do alívio ao consumidor final.

     

     

  • Consulesa do Brasil no Líbano é investigada por trabalho escravo

    Consulesa do Brasil no Líbano é investigada por trabalho escravo

    Reprodução / Redes Sociais
    Cônsul Siham Harati é investigada após denúncia enviada ao MPT por submeter funcionária a jornadas diárias exaustivas, sem folgas ou férias - Metrópoles

    A consulesa honorária do Brasil no Líbano, Siham Harati, passou a ser investigada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) após uma denúncia de que teria mantido uma trabalhadora filipina em condições análogas à escravidão por 12 anos. O caso veio à tona após o resgate da vítima em uma residência no Morumbi, um bairro rico na zona sul de São Paulo.

    De acordo com o relato, a mulher cumpria jornadas diárias que começavam às 6h30 e se estendiam até às 19h30, sem folgas, férias ou pagamento adicional por fins de semana e feriados. Ela também afirmou que não tinha acesso ao próprio passaporte desde 2014, não possuía conta bancária e enfrentava restrições para sair da residência, onde portões permaneciam trancados e havia monitoramento por câmeras. A vítima disse ainda que se sentia “prisioneira” e relatou ameaças de morte.


    Entenda o caso e a denúncia


    “Local seguro”

    O argumento, no entanto, contrasta com o relato da vítima. Em depoimento, a trabalhadora afirma que vivia sob restrições constantes de liberdade, sem poder sair da casa ou ter acesso aos próprios documentos. Ela também relatou que as condições análogas à escravidão não se limitaram ao período recente, mas se estenderiam por cerca de 12 anos, desde o início da relação de trabalho. O resgate ocorreu apenas no fim de fevereiro de 2026, após pedido de ajuda.

    Em nota, Siham Harati nega as acusações e sustenta que a relação de trabalho sempre ocorreu de forma regular. A consulesa também diz que a funcionária tinha liberdade de circulação, acesso a celular, internet e documentação, além de já ter viajado sozinha ao Brasil em ocasiões anteriores. A nota afirma que não houve retenção de documentos e que todos estavam guardados “em local seguro”, sendo apresentados às autoridades quando solicitados.

    O que diz autoridades

    O Ministério Público do Trabalho (MPT) informou que instaurou procedimento para apurar a denúncia, que envolve suspeita de tráfico de pessoas para fins de trabalho análogo à escravidão. Segundo o órgão, a atuação foi imediata por se tratar de uma vítima estrangeira em situação de vulnerabilidade. Detalhes da investigação, no entanto, não foram divulgados, já que o caso segue em andamento.

    O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) também se manifestou e esclareceu que cônsules honorários não são servidores públicos brasileiros. De acordo com a pasta, eles exercem funções de forma voluntária, não recebem remuneração do Estado e não possuem as mesmas imunidades diplomáticas concedidas a agentes consulares de carreira.

    Em nota, a defesa da consulesa afirma que não há registros anteriores de reclamações formais por parte da trabalhadora ao longo dos anos de vínculo. Alega ainda que tem colaborado com as autoridades, apresentando documentos, registros migratórios e vídeos que, segundo a versão, comprovariam a rotina da residência e a liberdade de circulação da funcionária. O caso segue sob investigação das autoridades competentes.