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  • Frentista que participou de esquema milionário lucrou apenas R$ 200

    Frentista que participou de esquema milionário lucrou apenas R$ 200

    Imagem cedida ao Metrópoles
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    Apontado como laranja em esquema milionário de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, o frentista Yago César dos Santos Ferreiradisse em depoimento à polícia que teria lucrado somente R$ 200 ao vender seus documentos para pessoas ligadas à organização criminosa.

    A Coordenação de Repressão às Drogas (Cord), da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), informou que, no momento da prisão temporária executada nesta quinta-feira (19/3), a residência de Yago César, localizada na periferia de Goiânia (GO), estava sem energia por falta de pagamento. 

    Segundo as investigações, ele atuava como “laranja”, ocultando os verdadeiros responsáveis pelo esquema financeiro da organização criminosa.

    O frentista levava uma vida aparentemente simples, trabalhando em um posto de combustíveis da cidade. Apesar da baixa renda declarada, Yago figura como proprietário de dez empresas, todas utilizadas, segundo a investigação, para movimentar grandes quantias provenientes do tráfico de cocaína e haxixe.

    Yago é um dos nove alvos de mandados de prisão temporária no âmbito da Operação Resina Oculta, deflagrada nesta quinta-feira (19/3), pela Coordenação de Repressão às Drogas (Cord), da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).


    Operação Resina oculta


    O grupo operava como um entreposto de drogas, concentrando grandes quantidades de entorpecentes antes de redistribuí-los para traficantes de menor escala responsáveis pela venda direta ao consumidor final.

    Com o avanço das técnicas de inteligência, incluindo cruzamento de dados e análise financeira, os investigadores conseguiram mapear o fluxo de dinheiro da organização criminosa.

    Os valores movimentados chamaram a atenção: remessas milionárias eram enviadas regularmente para a região Norte do país, especialmente para cidades estratégicas próximas a áreas de fronteira. Cidades como Manaus surgiram como pontos-chave da engrenagem financeira, funcionando como polos de redistribuição e ocultação dos valores ilícitos.

    Prisões no Distrito Federal

    No Distrito Federal foram cumpridas quatro prisões temporárias, sendo um deles o operador financeiro, que organizava toda logística do esquema, e outros três presos em flagrante com armas e drogas.

    Um dos presos foi flagrado com 19 placas de haxixe em uma mansão no Grande Colorado, em Sobradinho (DF). O local era usado apenas para guardar as drogas e não havia nenhum móvel dentro da residência. A mansão era um dos centros de distribuição da droga para traficantes médios do Distrito Federal.

    O dinheiro da organização no Distrito Federal teria também sido enviado para uma loja de calçados no Maranhão.

    A Operação Resina Oculta revelou uma organização criminosa altamente estruturada, que unia tráfico de drogas, empresas de fachada e tecnologia digital para movimentar milhões em todo o país — tendo como uma de suas figuras mais emblemáticas o jovem frentista que, no papel, era dono de um verdadeiro império empresarial.

    Pelo menos 29 pessoas ligadas ao tráfico utilizavam o mesmo sistema financeiro para ocultação de valores.


    A ação policial cumpriu:


    A PCDF aponta que o esquema envolvia dezenas de pessoas e uma estrutura sofisticada de circulação de dinheiro do tráfico. Novas fases da operação não estão descartadas. A Operação Resina Oculta segue em andamento e busca desarticular completamente a rede criminosa que atuava em vários estados do país.

  • Saiba qual foi a reação de Daniel Vorcaro ao ser transferido para a PF

    Saiba qual foi a reação de Daniel Vorcaro ao ser transferido para a PF

    VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
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    A coluna apurou que o empresário Daniel Vorcaro ficou apavorado ao ser retirado da Penitenciária Federal de Brasília para transferência à Superintendência da Polícia Federal, na noite desta quinta-feira (19/3).

    Segundo fontes da coluna, ele foi surpreendido por policiais fortemente armados e de balaclava. Vorcaro já cogitava que poderia ser transferido, mas não esperava que isso ocorresse naquele momento — à noite, de forma imediata e sem aviso prévio.

    O banqueiro foi retirado da cela apenas com a roupa do corpo, sem conseguir levar pertences pessoais ou até mesmo cartas que mantinha no local.

    Algemado, ele permaneceu apreensivo durante todo o trajeto. Em alguns momentos, chegou a questionar para onde estava sendo levado, mas recebeu apenas a informação de que passaria por uma transferência.

    A coluna apurou que Vorcaro seguiu algemado inclusive durante o deslocamento aéreo, realizado por helicóptero da Polícia Federal.

    Ao desembarcar, caminhou de cabeça baixa, procedimento padrão adotado em movimentações externas de presos do sistema federal.

    De acordo com relatos obtidos pela coluna, esta foi a primeira vez em que ele apresentou alteração perceptível de comportamento desde que foi preso, demonstrando nervosismo e insegurança.

    A escolta foi realizada por agentes do Comando de Operações Táticas (COT), unidade de elite da Polícia Federal responsável por operações de alto risco.

    A transferência, incluindo especificamente a escolta pela PF, foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, a pedido da defesa, e ocorre no contexto das negociações para um possível acordo de colaboração premiada.

    Vorcaro está preso desde o início de março, no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de crimes financeiros, pagamentos indevidos a agentes públicos e a atuação de uma estrutura paralela de monitoramento.

    A mudança para a Superintendência da PF deve facilitar a realização de depoimentos e avançar nas tratativas com investigadores.

    A operação de transferência durou cerca de uma hora e contou com o uso do helicóptero AW139, conhecido como “Caçador 10”, frequentemente empregado em missões estratégicas da corporação.

  • Família de advogada morta contesta suicídio e implora por justiça

    Família de advogada morta contesta suicídio e implora por justiça

    Material cedido ao Metrópoles
    Viviane Fidelis

    Há exatamente seis meses, a família da advogada Viviane Souza Fideles (foto em destaque), encontrada morta aos 30 anos, em 18 de setembro de 2025, convive com a angústia de não saber o que, de fato, ocorreu dentro do apartamento onde ela morava, em Cuiabá (MT), no dia de sua morte. Ela ainda não foi sepultada.

    De acordo com os familiares, uma decisão da Justiça colocou o corpo de Viviane sob a guarda da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). Posteriormente, ele foi levado a um crematório da cidade, onde permanece preservado até que a Justiça autorize a cremação.

    À coluna, a família — que não acredita em suicídio, linha de investigação considerada desde o início — afirma que não busca vingança, mas sim o direito à verdade e à Justiça, para que as circunstâncias da morte sejam esclarecidas.

    As contradições

    Segundo a família, a perícia realizada no local da morte durou apenas 28 minutos. Além disso, quando os profissionais chegaram, o corpo já teria sido movimentado, sem que a posição e demais detalhes tivessem sido devidamente documentados pelos investigadores.

    “O ex-namorado de Viviane, parente de político influente, moveu o corpo e permaneceu com o celular dela antes da chegada da perícia. Posteriormente, entregou o aparelho aos peritos, que colocaram o celular novamente na cena, registrando no laudo que ele estava ao lado do corpo. A polícia nunca investigou esse fato e ignorou pedidos para realizar a triangulação das antenas de celular”, reclamam os parentes em uma carta aberta.

    Além de lidar com a dor da perda e a falta de respostas, os familiares e a própria Viviane também foram vítimas de uma violência grave: fotografias do corpo dela circularam em grupos de WhatsApp.

    De acordo com a versão documentada por pessoas próximas, os presentes no local da morte nunca foram identificados ou ouvidos, incluindo a pessoa que fez e divulgou as imagens.

    Além disso, o ex-namorado de Viviane, que a família considera o principal suspeito, teria afirmado três vezes que não havia descido as escadas do prédio após encontrá-la morta. Contudo, imagens obtidas pela família demonstrariam o contrário, mostrando-o descendo as escadas com dois celulares nas mãos, o que indicaria que ele estava com o telefone de Viviane.

    “Antes mesmo de iniciar o interrogatório, o delegado pediu desculpas a ele por estar o interrogando, fato que causa profunda estranheza. Além disso, as oitivas realizadas no inquérito passaram a direcionar questionamentos contra a própria mãe da vítima, em vez de esgotar todas as hipóteses investigativas”, desabafa a família.

    Após seis meses de tramitação, o inquérito segue aberto sem que nenhum laudo conclusivo tenha sido apresentado.

    A família afirma ainda que o exame toxicológico foi realizado apenas 33 dias após o óbito. Mesmo assim, teria sido identificado cromossomo Y no material subungueal, indicando a presença de material genético masculino, cuja origem nunca foi identificada.

    “Apesar da gravidade dos fatos, a promotora responsável não tem atuado de forma efetiva e chegou a apresentar pedido para impedir que a família divulgue o caso, sob o argumento de preservar a intimidade da vítima. Enquanto isso, diversas diligências essenciais seguem sem resposta, e as investigações continuam direcionadas predominantemente à hipótese de suicídio, sem apuração adequada da possibilidade de homicídio”, afirmam.

    Pedido de socorro

    Diante do prolongamento da dor e de um ciclo que nunca pôde ser fechado — nem mesmo com velório e enterro —, a família de Viviane cobra uma série de providências para garantir uma investigação considerada imparcial sobre a morte da jovem.

    Entre as medidas exigidas estão a federalização do caso, a realização de uma nova necropsia por peritos independentes de outro estado e a reconstituição dos fatos com acompanhamento das partes envolvidas.

    Os familiares também pedem a devolução do celular da vítima após perícia completa, a preservação das roupas usadas no momento da morte e a apuração rigorosa de possíveis falhas na investigação, como a quebra da cadeia de custódia e o vazamento de imagens do corpo.

    Além disso, a família solicita a identificação de todas as pessoas que estavam no local, a realização de diligências técnicas ainda não feitas e a responsabilização de eventuais agentes públicos por falhas na apuração.

    O que diz a Polícia Civil

    Em nota, a Polícia Civil informou que o inquérito policial instaurado na Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) está em fase conclusiva e que já foi apresentado nos autos a análise do celular da vítima, sendo que, agora, a Polícia aguarda o resultado de outras providências finais para conclusão do procedimento.

    “A DHPP esclarece que até o momento todas as informações convergem para cenário de auto eliminação, mas ressalta que a análise final do caso constará do relatório conclusivo das investigações.”

     

  • Veja quando será pago 13º de aposentados e pensionistas do INSS em 2026

    Veja quando será pago 13º de aposentados e pensionistas do INSS em 2026

    Breno Esaki/Metrópoles
    Previdencia Social - Aposentadoria

    O governo federal antecipou  o pagamento do abono anual de aposentados e pensionistas do  Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) deste ano. As datas foram publicadas em edição extra do Diário Oficial da União de quinta-feira (19/3).

    O pagamento será feito em duas parcelas. Veja as datas: 

    A data de pagamento leva em conta o número final do cartão de benefício, sem considerar o último dígito verificador, que aparece depois do traço.

    O pagamento vale para beneficiários que tenham recebido em 2025:

  • Soco e Pix forçado: a noite de terror de uma passageira em carro de app

    Soco e Pix forçado: a noite de terror de uma passageira em carro de app

    Material cedido ao Metrópoles
    mulher agredida em corrida de app

    Uma corrida aparentemente comum solicitada por aplicativo se transformou em uma noite de terror para uma jovem de 27 anos. O episódio aconteceu em São Paulo, na noite de 12 de março, quando ela pediu um carro por app a fim de voltar para casa após sair do atendimento de uma cliente. O trajeto de retorno terminou em agressão física, ameaça e extorsão, dentro do veículo conduzido por um homem que não era a motorista cadastrada no aplicativo.

    Segundo o relato da vítima, o veículo indicado no aplicativo chegou normalmente: um Chevrolet Cobalt, com placa e características idênticas às registradas na corrida. No entanto, algo imediatamente chamou sua atenção. Ao se aproximar, ela percebeu que quem estava ao volante não era a motorista que aparecia na plataforma, mas sim um homem.

    De acordo com a descrição da passageira, o agressor era loiro, alto, forte fisicamente, de pele muito clara e usava aparelho dentário. Apesar da estranheza, a jovem entrou no carro acreditando que poderia se tratar de um familiar da motorista ou de alguma troca momentânea.

    Ataque feroz

    Foi então que a situação tomou um rumo assustador. Assim que a passageira entrou no veículo e acomodou-se no banco traseiro, o motorista cancelou a corrida no aplicativo. Antes que ela pudesse entender o que estava acontecendo ou sequer abrir a porta para sair, o homem a puxou violentamente pelo braço para dentro do carro, impedindo sua saída.

    A agressão foi brusca. A vítima relata ter sentido dor imediata no braço, causado pela força com que foi agarrada. O gesto agressivo a deixou em estado de choque e sem reação por alguns instantes. “Ele me puxou com muita força para dentro do carro. Foi muito agressivo. Eu fiquei paralisada de medo”, relatou.

    Com a corrida já cancelada e a vítima dentro do carro, o agressor passou a conduzir o veículo enquanto ameaçava a passageira. Durante o trajeto, segundo o relato, ele disse que continuaria a viagem, mas que ela teria de pagar diretamente para ele. Em determinado momento, o motorista parou o carro e fez uma exigência direta: “Você vai ter que pagar”.

    Soco no rosto

    A jovem então foi obrigada a abrir o aplicativo do banco no celular, sob ameaça. Sob forte pressão e com medo de sofrer mais violência, a vítima realizou uma transferência via Pix para uma chave vinculada à motorista cadastrada no aplicativo. A conta bancária usada na transferência estaria registrada em nome da motorista do aplicativo, embora quem estivesse dirigindo fosse um homem.

    Mesmo após a transferência ser feita, a violência continuou. De acordo com o relato, após confirmar que o dinheiro havia sido enviado, o agressor desferiu um soco no rosto da passageira, atingindo seu olho. A agressão agravou ainda mais o estado de pânico da vítima. Além da dor no braço causada pelo puxão inicial, ela ficou machucada e extremamente abalada emocionalmente.

    Depois da sequência de ameaças e agressões, a vítima conseguiu deixar o veículo, ainda em estado de choque. Ela relata que estava tremendo, com medo e visivelmente machucada, principalmente no braço e no rosto.

    Trauma e pedido por investigação

    O caso deixou marcas profundas na vítima. Além das lesões físicas, ela afirma estar extremamente traumatizada com a experiência. A consultora diz estar buscando apoio para que o caso seja investigado e para que outras pessoas não passem pela mesma situação. “Estou muito abalada. Foi extremamente violento. Quero que investiguem isso para que ninguém mais passe pelo que eu passei.”

    Um dos pontos que mais levantam dúvidas na ocorrência é o fato de que:

    Segundo a vítima, após relatar o ocorrido à plataforma, não houve responsabilização ou resposta satisfatória sobre o caso. A jovem afirma que procura ajuda para que a situação seja investigada com seriedade e para que haja responsabilização pelos envolvidos.

     

  • Liquidante do Master mira R$ 4,8 bilhões em bens e fundos de Vorcaro

    Liquidante do Master mira R$ 4,8 bilhões em bens e fundos de Vorcaro

    Arte/Metrópoles
    vorcaro preso

    O liquidante do Banco Master mira ao menos R$ 4,8 bilhões em bens e fundos de investimentos ligados a Daniel Vorcaro que podem ter sido desviados pelo banqueiro antes da liquidação da instituição financeira pelo Banco Central (BC), em novembro do ano passado.

    Os itens são listados em ação judicial obtida pelo Metrópoles que foi movida pelo liquidante do Master na 3ª Vara de Falências da Justiça de São Paulo, com o objetivo de resguardar os direitos de credores do banco e evitar a dilapidação dos bens supostamente desviados.

    Conforme revelado pelo Metrópoles, no dia 17/3, o juiz Adler Batista Oliveira Nobre apontou indícios de desvio bilionário do patrimônio do Master antes da liquidação e deferiu o pedido de protesto contra alienações em 19 imóveis, 13 empresas e três fundos de investimentos.

    A maioria dos imóveis e dos fundos seria ligado direta ou indiretamente a Vorcaro e ao cunhado dele, Fabiano Zettel, apontado pela Polícia Federal (PF) como operador financeiro do banqueiro – ambos estão presos desde o dia 4/3.

    Na prática, a decisão do juiz da Vara de Falências serve para dar publicidade ao patrimônio envolvido na liquidação do Master e alertar terceiros de que eventual aquisição de tais bens pode ser considerada ineficaz.

    Nomeado pelo BC no caso do Master, o liquidante é a pessoa física ou jurídica designada para realizar o encerramento de uma empresa, sendo responsável por vender ativos, quitar dívidas e concluir as operações, geralmente em casos de falência ou liquidação.

    O valor de R$ 4,8 bilhões foi calculado pela reportagem a partir da consolidação das cifras citadas na ação judicial, que se referem a dados brutos de imóveis, investimentos, participações societárias e estimativas de ganhos.

    Procurada pelo Metrópoles, a defesa de Daniel Vorcaro afirmou que não se manifestaria sobre o tema.

    Mansão e cobertura duplex

    Dos 19 imóveis listados no país, o liquidante citou quatro especificamente. O mais valioso é uma mansão em Brasília, avaliada em R$ 36 milhões, em nome da empresa Super Empreendimentos, que era controlada pelo cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, segundo a PF.

    No nome da mesma empresa, também é citado uma cobertura duplex no Jardim Paulista, bairro rico de São Paulo, avaliado em R$ 30 milhões. Esse é o mesmo que Vorcaro chegou a oferecer à modelo Izabel Goulart como um investimento na marca de produtos de beleza que seria lançada por ela, conforme revelado pelo Metrópoles.

    Um terceiro imóvel citado em nome da Super Empreendimentos é um outro duplex, na Vila Nova Conceição, com valor estimado em R$ 3,2 milhões.

    Outro apartamento citado fica em um prédio de luxo na avenida Presidente Juscelino Kubitschek, também na Vila Nova Conceição, avaliado em R$ 4,3 milhões. O imóvel foi inicialmente adquirido pela Viking Participações, ligada a Vorcaro, e vendido à Super Empreendimentos, que, por sua vez, doou o apartamento a Karolina Santos Trainotti, com quem o banqueiro teria tido relacionamento.

    Somente esses quatro imóveis somam R$ 73 milhões, mas há ainda 15 matrículas cujos valores não foram inscritos na ação do liquidante. Embora não tenha tido sua matrícula inscrita com o protesto por estar no exterior, a ação também cita uma mansão em Orlando, avaliada em R$ 180 milhões, cuja existência foi revelada pela coluna Andreza Matais, no Metrópoles.

    Fundos bilionários

    A ação também cita diversas movimentações entre fundos, tendo como protagonista de boa parte das transações o fundo Astralo 95, ligado ao grupo de Vorcaro. Cita-se, por exemplo, uma venda de cotas do fundo Hans II no valor de R$ 294 milhões ao fundo Itabuna, que tem como cotista único o Astralo.

    Vale ressaltar que as cotas do fundo Hans tinham sido adquiridas por Vorcaro por apenas R$ 2,5 milhões, tendo lucrado R$ 292 milhões com a transação, um retorno de 11.400%, segundo a ação.

    As apurações do liquidante também identificaram um “mecanismo sistemático de desvio de recursos diretamente de fundo controlado pelo Grupo Master para o Fundo Astralo 95”. O fundo Máxima 2, por exemplo, teria feito transferências de R$ 285 milhões.

    Ainda relacionado ao Astralo, a ação cita a participação em outro fundo, o Termópilas, no valor de R$ 458 milhões; e R$ 2,1 bilhões em participações no fundo Rio Vermelho. Nesse montante, um dos destaques seria relativo à participação do Rio Vermelho em uma empresa relacionada à aviação, a Prime Aviation 2 — atual Domus Realty Participações.

    Além disso, documentos localizados pelo liquidante indicam que a Super Empreendimentos realizou operações de crédito com o Grupo Master no montante de R$ 27,5 milhões. Fabiano Zettel exerceria o controle da empresa por meio do fundo Kairos.

    Avião, hotel e ganhos

    O liquidante do Master também aponta supostos ganhos de capital “exorbitantes” envolvendo fundos de investimento. Os documentos citam dados que fazem parte de dois mandados de segurança no qual Vorcaro requereu regularização sobre uma série de fundos pedidos por ele. De acordo com a ação, o valor devido a título de imposto de renda era de R$ 200 milhões, o que ensejou a estimativa de que, apenas em 2023, ele teria auferido capital de R$ 800 milhões.

    O documento também citou movimentações relacionadas a Vorcaro e seu grupo como a suposta venda do Hotel Botanique, em Campos do Jordão (SP), por R$ 150 milhões, de um jatinho Gulfstream G700 avaliado em cerca de US$ 80 milhões, e de uma casa em Orlando avaliada em R$ 180 milhões.


    Liquidação do Master e prisões de Vorcaro

  • A tentação que pode fazer Vorcaro pôr tudo a perder em sua delação

    A tentação que pode fazer Vorcaro pôr tudo a perder em sua delação

    Divulgação
    Foto colorida do banqueiro Daniel Vorcaro

    A transferência de Daniel Vorcaro para a Superintendência da Polícia Federal em Brasília não foi apenas uma questão de logística ou segurança. O movimento foi interpretado como um “beijo da morte” para os envolvidos no esquema que ainda dormiam tranquilos. Vorcaro está a um passo de assinar sua delação premiada, mas carrega consigo uma armadilha que pode ser fatal para sua própria liberdade: a tentação de poupar amigos e aliados.

    Investigadores que atuam no Caso Master apontam que, se o banqueiro filtrar nomes ou proteger figurões, o acordo vai por água abaixo. A lei que versa sobre organizações criminosas e colaboração premiada foi endurecida pelo Pacote Anticrime e não dá margem para silêncio estratégico.

    Diz trecho da lei: “O acordo homologado poderá ser rescindido em caso de omissão dolosa sobre os fatos objeto da colaboração.” Em suma, se Vorcaro “esquecer” de mencionar um senador influente, um magistrado ou um alto funcionário do governo, ele perde os benefícios, mas as provas que entregar continuam valendo contra ele. Esse é o pior dos mundos para qualquer delator.

    A favor de Vorcaro, o fato de ter contratado na semana passada o advogado José Luís de Oliveira Lima, o Juca, reconhecido nos corredores do Poder por saber como se valer de uma delação para salvar seus clientes. Se o banqueiro seguir à risca o manual de Juca, conseguirá obter benefícios junto à Justiça. Do contrário, o teto da cela da Polícia Federal continuará sendo sua única vista por um bom tempo.

    Tempo joga contra Vorcaro

    Outro ponto importante para Vorcaro é que, quanto antes ele firmar o acordo de colaboração, melhor. Isso porque o empresário só pode se beneficiar ao delatar crimes dos quais os investigadores ainda não tenham conhecimento. Ou seja: quanto mais o tempo passa, mais esquemas são descobertos e menos margem o banqueiro tem para negociar.

    O ministro André Mendonça, relator do caso no STF, tem conduzido o inquérito de forma técnica, sem interferir na atuação da Polícia Federal e sem indicar os caminhos que os agentes têm de seguir. Nos bastidores, o magistrado tem dito que não aliviará nem perseguirá investigados.

  • Após filiação ao PSDB, Bocalom chega a Rio Branco sob festa de apoiadores, chora e é colocado no “tumtum”

    Após filiação ao PSDB, Bocalom chega a Rio Branco sob festa de apoiadores, chora e é colocado no “tumtum”

    O prefeito de Rio Branco e pré-candidato ao governo do Acre, Tião Bocalom (PSDB), desembarcou na madrugada desta sexta-feira (20) no Aeroporto Internacional da capital sob forte mobilização de aliados, depois de, em Brasília, garantir a sigla tucana para receber sua pré-candidatura ao governo do estado. Recepcionado por apoiadores, secretários, comissionados e integrantes do primeiro […]

  • Bocalom diz que deixará prefeitura de Rio Branco apenas no limite do prazo eleitoral

    Bocalom diz que deixará prefeitura de Rio Branco apenas no limite do prazo eleitoral

    O prefeito de Rio Branco e pré-candidato ao governo do Acre, Tião Bocalom, afirmou na madrugada desta sexta-feira (20), que pretende se desincompatibilizar do cargo para encampar campanha ao governo apenas no limite do prazo eleitoral, deixando a Prefeitura da capital sob o comando do vice-prefeito Alysson Bestene (PP). A declaração foi dada durante entrevista coletiva no Aeroporto Internacional de Rio Branco, logo após sua chegada à cidade, em meio ao anúncio de sua filiação ao PSDB.

    Segundo Bocalom, a decisão de permanecer até o último momento à frente da prefeitura está ligada ao cronograma de obras da gestão. “Nós vamos até a retinha final, porque nós temos muitas obras para inaugurar ainda e muitas obras para lançar. Então eu vou até a retinha final”, afirmou. De acordo com a legislação eleitoral, o limite para descompatibilização é 4 de abril, garantindo o não uso da máquina pública para fins de publicidade política.

    O prefeito também mencionou diretamente o vice-prefeito ao tratar da transição de comando. “O Alysson só vai ter o gostinho depois do dia 3 mesmo, porque nós temos muita obra para inaugurar ainda e outras para lançar. Então acho que vamos aproveitar até o último momento”, declarou.

    A fala indica que Bocalom pretende utilizar o período final de sua gestão para intensificar entregas e anúncios administrativos antes de oficializar sua saída do cargo para disputar o governo do Acre em 2026.

  • "Cavalona do Pó" anunciou venda de carro, pegou o dinheiro e sumiu

    "Cavalona do Pó" anunciou venda de carro, pegou o dinheiro e sumiu

    Reprodução/Redes sociais
    mulher de decote

    Antes mesmo de ser apontada como peça-chave em um esquema milionário de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, a empresária e influenciadora Mirian Mônica da Silva Viana, conhecida como “Cavalona do Pó”, já havia sido condenada pela Justiça pelo crime de estelionato, em 2019.

    A sentença determinou pena de um ano de reclusão e 10 dias-multa, a ser cumprida em regime aberto, após a comprovação de sua participação em um golpe envolvendo a falsa venda de um veículo. De acordo com o processo, a vítima relatou em juízo que, em fevereiro de 2019, encontrou um anúncio de venda de um Hyundai Creta e iniciou negociação de forma remota.

    O comprador afirmou que chegou a se encontrar pessoalmente com um indivíduo que se passava pelo proprietário do veículo. Após demonstrar interesse, toda a negociação passou a ocorrer via WhatsApp. Orientado pelo suposto vendedor, a vítima realizou depósitos em contas indicadas pela “Cavalona do pó”, acreditando tratar-se de uma transação legítima. No entanto, ao tentar retirar o carro, descobriu que havia sido enganado.

    O prejuízo de R$ 65 mil

    Segundo o depoimento, a vítima registrou ocorrência policial junto ao verdadeiro dono do veículo e destacou a dificuldade em rastrear os valores, uma vez que as contas utilizadas pertenciam a “laranjas”. O dinheiro nunca foi recuperado. Anos após a condenação, Mirian voltou a ser alvo das autoridades, desta vez no centro de uma investigação muito mais complexa.

    Ela foi presa em 15 de dezembro de 2025, em Rio Verde (GO), durante uma abordagem da Polícia Rodoviária Federal. Dois veículos viajavam em conjunto, sendo que o carro em que estava atuava como “batedor”, enquanto outro transportava cerca de 29,7 kg de skunk escondidos na estrutura do automóvel. As investigações apontam que a droga saiu de Manaus (AM) com destino a Brasília (DF), e que os envolvidos atuavam de forma coordenada.

    Além do transporte de entorpecentes, a empresária também é suspeita de utilizar uma loja de calçados para movimentar recursos provenientes do tráfico. A apuração identificou que a empresa recebeu valores de diversos investigados ligados ao tráfico no Distrito Federal, incluindo integrantes associados à apreensão de grandes quantidades de haxixe que deram origem à operação policial.

    Luxo nas redes sociais

    Nas redes sociais, Mirian ostentava uma rotina incompatível com sua renda declarada. Em dezenas de publicações, exibia viagens internacionais, resorts de alto padrão, passeios de lancha e experiências de luxo tanto em destinos frios quanto em praias paradisíacas.

    O grupo utilizava empresas de fachada, “laranjas” e até plataformas ilegais de apostas para movimentar e lavar dinheiro em diferentes estados do país. Após ser alvo de prisão temporária, Mirian passou a cumprir prisão domiciliar em março de 2026, por decisão judicial.

    A Polícia Civil segue investigando o caso e não descarta novas fases da operação, que já revelou uma rede criminosa com atuação nacional e movimentação de milhões de reais.