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  • “Eu apoio Mailza, Gladson e Petecão”, diz Marcus Alexandre no Bar do Vaz

    “Eu apoio Mailza, Gladson e Petecão”, diz Marcus Alexandre no Bar do Vaz

    O ex-prefeito de Rio Branco e atual presidente do diretório municipal do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) na capital, Marcus Alexandre, foi o entrevistado do programa Bar do Vaz na tarde desta terça-feira, 17. Durante o bate-papo, o dirigente partidário abordou diversos temas, entre eles as eleições gerais deste ano e a decisão tomada de candidatura no pleito estadual para uma cadeira na Assembleia Legislativa.

    O presidente municipal do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), Marcus Alexandre, iniciou a entrevista falando sobre as dificuldades enfrentadas por pré-candidatos a cargos majoritários. Segundo ele, o momento é de intensa articulação nos bastidores e de avaliação estratégica para garantir a sobrevivência política.“O candidato majoritário nessa época agora está descabelado, porque ele tem que tomar providência de muita coisa. Então, se eu fosse um candidato majoritário, eu não estaria aqui com essa tranquilidade que eu estou hoje. Sendo pré-candidato a deputado estadual, ou seja, uma eleição proporcional, é claro que tem uma leveza maior do que você estar se preocupando com tudo. O majoritário, o candidato a governador ou ao Senado, tem que estar preocupado com as chapas de estadual, de federal, com posições, alianças. Não é o meu caso agora. Eu vou cumprir o que o meu partido está tomando de decisão. Mas não sou eu que estou à frente do processo”, afirmou.

    Marcus Alexandre reafirmou sua pré-candidatura a deputado estadual para a Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac) e classificou a decisão como um “recomeço” em sua trajetória política.

    Durante a entrevista, o emedebista destacou que a definição foi tomada após um período de reflexão pessoal e diálogo com a família e amigos próximos. “Eu sempre tive coragem de tomar decisão. Quem não sabe para onde vai, qualquer caminho serve. Então, eu sempre tive coragem de decidir. E as decisões da minha vida eu sempre convivi com elas. Quando eu segui a minha intuição, na maioria das vezes, o resultado foi positivo. Quando eu deixei de seguir a minha intuição, também não tive o resultado que esperava. Então, dessa vez, eu tomei uma decisão antecipada, reuni a minha família. Ano passado foi um ano de reflexão na minha vida, porque a família é a base de tudo. Quero aqui aproveitar e mandar um beijo para minha esposa e para os nossos filhos. Eu reuni com eles primeiro, depois com os amigos mais próximos, e tomamos a decisão de que a caminhada seria essa. Eu sei dos riscos, sei que ser candidato a deputado tem seus desafios, mas é um recomeço. E eu tenho humildade para dizer isso: é um recomeço”, comentou.

    Marcus Alexandre, comentou sua relação política com o ex-senador Jorge Viana e afirmou que, mais do que vínculos pessoais, o sentimento que carrega é de gratidão. “Amor eu tenho pela Gisele, pela minha esposa, pelos meus filhos, pelo meu pai, pela minha mãe, pelo meu irmão. Amor é isso, é incondicional. O que eu nunca tirei do meu coração foi a gratidão”, declarou.

    Marcus relembrou que, em 2012, quando foi candidato à Prefeitura de Rio Branco, era pouco conhecido e contou com o apoio de um projeto político que viabilizou sua candidatura. “Naquela ocasião, um projeto político me apoiou para ser candidato a prefeito. Pegaram um candidato pouco conhecido e ajudaram esse candidato. Claro que eu tive meu mérito, estudei Rio Branco, fui aos bairros, construí meu trabalho. Depois, na reeleição, já era a defesa da minha própria gestão, já tinha o que mostrar”, afirmou.

    O ex-prefeito também falou sobre a decisão de disputar o governo do Estado em 2018, quando concorreu ao Palácio Rio Branco em eleição vencida por Gladson Cameli. Segundo ele, trata-se de uma escolha da qual se arrepende. “Veio a decisão de 2018, que é uma decisão da qual eu me arrependo. Ali eu estava exercendo a gratidão. Era um nome que o grupo apoiou e entendeu que competia naquela ocasião. Foi a primeira decisão difícil”, disse.

    Marcus acrescentou que outra decisão marcante foi aceitar compor como candidato a vice em um pleito posterior, classificando o momento como igualmente desafiador. “A segunda decisão difícil foi a de aceitar ser vice. Essa decisão foi tão difícil que, quando terminou a campanha, a amizade com o Jorge já não era mais a mesma. Foi uma caminhada que não foi boa para mim”, comentou.

    Marcus demonstrou felicidade no Movimento Democrático Brasileiro (MDB). “Sou o segundo vice-presidente estadual. Então, eu sou da executiva estadual e sou o presidente municipal. Eu ocupo funções hoje que jamais teria ocupado em outras ocasiões. Então, eu me sinto respeitado, valorizado. Em todas as discussões eu sou chamado para dar opinião. Por estar na executiva, que é deliberativa, participo das decisões. Eu não tenho nenhum motivo para dizer qualquer coisa, a não ser agradecer ao MDB, aos dirigentes, aos cabeças-pretas e aos cabeças-grisalhas”, destaca.

    O emedebista contou ainda que os gastos de uma campanha para deputado estadual podem chegar a R$ 900 mil, conforme o teto definido pela Justiça Eleitoral. “Uma campanha, como você diz que é pouco, que não tem o que gastar, tem sim. A previsão é o teto que o TRE define para as candidaturas, que eu acho que deve estar perto de 900 mil reais. Ainda não foi divulgado, né? Mas é claro que nós não vamos ter esse recurso. Eu não tenho nenhuma ilusão de que vai vir o teto para a campanha. E acredito que, se vier aí uns 20% ou 30%, já é muito. Então, é uma campanha em que essa questão estrutural traz uma dificuldade.”

    Alexandre disse ainda que, caso fosse prefeito de Rio Branco, estaria apoiando a candidatura da vice-governadora Mailza Assis ao governo do Estado. “Se o governo tivesse nos apoiado naquela eleição, a nossa chance era muito maior, porque nós já estávamos liderando a pesquisa. Se o governo tivesse apoiado a nossa candidatura, talvez hoje eu fosse prefeito e já estaria apoiando a Mailza para o governo. Porque, se tem uma coisa que eu sei, é ser grato. Diferente do que ela está recebendo agora em gratidão pelo que fez pelo prefeito. Se tivessem me apoiado, hoje a posição era outra. Mas já passou, o passado ninguém reescreve”, declarou.

    Marcus demonstrou confiança na candidatura da vice-governadora Mailza Assis ao governo e afirmou que não se pode subestimar sua força política. “Não, não penso assim não, Vaz. Na política, quem subestima alguém já começa errado. Até porque a palavra diz que a humildade precede a honra e a soberba precede a queda. Tem muita gente que já se achou eleita e chegou no final e se decepcionou. Eu vivi isso em 2024. Estávamos vencendo as eleições até um mês antes, quando o Estado e a Prefeitura se juntaram e foram para os bairros. A gente viu o que aconteceu. Então, não se pode subestimar a força da máquina. A Mailza vai assumir o governo daqui a uns dias, será governadora no exercício do mandato. Isso já traz uma possibilidade muito grande. Vai ter a maior parte dos atores da política, dos partidos e das estruturas. Eu não sou desses que subestimam. Acho que ela tem muita chance. Nas conversas que tive com ela no MDB, posso dizer que é uma pessoa serena, que dá ouvido para a gente”, afirmou.

    Marcus também fez críticas à gestão do prefeito Tião Bocalom e afirmou que, na sua avaliação, a atual administração não apresenta os resultados esperados. “Não, não faz [um bom trabalho]. Porque, olha, o Bocalom recebeu a prefeitura da Socorro com dinheiro em caixa, sem dívida. Ele tinha tudo para fazer o trabalho que quisesse. Esse é o primeiro aspecto. Quando chegou no final do mandato, foi atrás de um empréstimo para lançar o programa Asfalta Rio Branco, tentando fazer em dois meses o que não tinha feito em quatro anos. E o povo ainda deu mais uma chance para ele. Eu não estou aqui me lamentando, porque já passou, ele ganhou a eleição, mas trabalhou com a esperança das pessoas. Entrou apressado, faltando dois ou três meses para a eleição. Tem rua em que tiraram o asfalto e até hoje não voltaram para colocar de novo”, declarou.

    O ex-prefeito também questionou o uso de recursos oriundos de empréstimo. “Segundo o próprio secretário, foram gastos mais de R$ 100 milhões de um total de R$ 140 milhões, que é um empréstimo para ser pago em 20 anos. Nós vamos ter que pagar esse dinheiro. Não era recurso de arrecadação própria, era empréstimo, e a população vai arcar com isso ao longo dos anos”, afirmou.

    Marcus Alexandre ainda comparou entregas de obras na área da educação e da saúde. “O Bocalom vai entregar a primeira creche agora, ali na Vila Acre. Na nossa gestão, construímos 14. As creches que aparecem na TV no início do ano letivo foram construídas na nossa gestão, na do Angelim e de outros prefeitos. Agora é a primeira que ele vai entregar. Nós construímos 28 postos de saúde. Ele entregou um e reformou, pintou os outros e retirou as placas”, disse.

    Marcus disse ainda que pretende apoiar Sérgio Petecão ao Senado como forma de agradecimento pelo apoio recebido em 2024. “Na campanha para prefeito, quem andou comigo nos bairros, quem foi atrás de votos, foi o Petecão. Então, o primeiro nome que eu tenho que considerar é o dele, porque estava ao meu lado no sol e na chuva. Eu preciso considerar o nome do Petecão, senão estaria sendo ingrato com o que ele fez por mim”, afirmou.

    Alexandre também demonstrou gratidão ao governador Gladson Cameli, ressaltando que, apesar das disputas eleitorais, sempre houve respeito na relação institucional. “Na chapa da Mailza, eu entendo que o nome principal é o do governador. Eu concorri contra ele em 2018. Terminou a campanha, voltei para a secretaria onde sou servidor há mais de 20 anos. Na época, o doutor Djalma assumiu o Tribunal de Justiça e pediu minha cessão. O Gladson poderia ter negado, mas autorizou. Em 2022, concorri contra ele novamente. Depois, fui convidado para trabalhar no TRE e, mais uma vez, ele autorizou minha cessão. Ele teve oportunidades de dificultar, mas nunca perseguiu ou constrangeu. Muito pelo contrário, sempre me tratou com respeito. Eu não tenho o que dizer do governador nesse aspecto. Está na chapa da Mailza, mas também preciso considerar o Petecão. Assim como considero o Gladson, que nas oportunidades que teve, atendeu aos pedidos que fiz”, declarou.

  • Secretário que denunciou postos de gasolina detalha momentos de pânico

    Secretário que denunciou postos de gasolina detalha momentos de pânico

    Reprodução/ Redes Sociais
    Secretário de Proteção e Defesa do Consumidor do município, João Pires

    Secretário que denunciou postos de gasolina que adulteravam combustíveis na cidade do Rio de Janeiro, João Pires detalhou os momentos de pânico que viveu após perseguição automobilística.

    À frente da Secretaria de Proteção e Defesa do Consumidor, Pires disse ser cedo para avaliar se o episódio se trata de um atentado ou de uma tentativa de assalto. Ele informou à coluna que o caso é investigado pela Delegacia de Homicídios.

    “Um carro me emparelha, abre as duas portas, e apontam dois fuzis do lado do carona, para mim. Institinvamente, eu piso fundo no acelerador para sair dali. Tudo parecia ser um assalto. Começo a imaginar se não era melhor parar o carro, porque estava ficando perigosa a perseguição, a mais de 150 quilômetros por hora. Foi aí que veio um estalo: se o carro não parou até agora, pode ser que ele não queira só me assaltar.”

    “Aí eu avisto uma viatura do lado esquerdo da rodovia, eu estava do lado direito, e é o momento que eu achei que, se jogasse para dentro do posto de gasolina, o carro não iria me acompanhar com medo da viatura que estava do outro lado da pista.”

    Questionado se acredita que se tratar de uma ameaça por conta de sua atuação combatendo irregularidades em postos de gasolina, Pires respondeu:

    “Eu não consigo te afirmar isso, porque seria leviano. Mas todo mundo sabe que a máfia dos combustíveis envolve gente perigosa capaz de fazer isso. E a gente sabe que hoje em dia, com medo de facilitar as investigações, simulam um assalto para não ter cara de perseguição, de execução, de agressão. Tem essas estratégias, como apareceu aí no [caso do] Banco Master”.

  • Dweck diz que aporte aos Correios pode vir apenas em 2027

    Dweck diz que aporte aos Correios pode vir apenas em 2027

    Lorena Pacheco
    Ministra do MGI Esther Dweck - Metrópoles

    A ministra da Gestão e Inovação do Serviço Público, Esther Dweck, disse, nesta terça-feira (17/3), que não deve haver aporte governamental de R$ 12 bilhões nos Correios este ano.

    “Em relação a aporte, isso estava previsto inclusive no contrato que foi assinado pelo banco, tinha uma previsão de aporte da União, então a gente tinha que pedir mesmo, só que no próprio contrato que foi assinado dizia que podia ser 2026 ou até 2027, então está sendo estudado”, afirmou.

    Segundo Dweck, trata-se de uma perspectiva positiva, o que significa que o plano estaria sendo seguido à risca.

    “Eu tenho conversado com o Emmanoel [Schmidt Rondon, presidente dos Correios], o ministro Rui [Costa, da Casa Civil] também conversa, então a gente está fazendo essa conversa, acompanhando bem de perto. Principalmente o ministro das Comunicações [Frederico de Siqueira Filho], que está muito próximo ali”.

    Dweck ainda disse que está feliz com os resultados positivos do plano.

    Realmente a proposta de restauração está sendo seguida, com resultados positivos, inclusive com a receita superando positivamente a expectativa que seria padrão, está dentro da curva mais positiva, então a gente está muito confiante de que isso é um processo graduado para permitir que os Correios saiam da situação financeira que estava no ano passado”, finalizou a ministra.

  • É normal "morrer" de sono após o treino? Saiba quando se preocupar

    É normal "morrer" de sono após o treino? Saiba quando se preocupar

    Mikel Taboada/Getty Images
    Mulher ajustando carga no treino

    Sentir sono depois de treinar é algo relativamente comum entre praticantes de atividade física. Esse efeito pode acontecer por diferentes motivos, como gasto energético elevado, adaptação do organismo ao exercício ou até fatores ligados à alimentação e ao descanso.

    O que acontece no corpo após o treino

    Durante o exercício, o corpo utiliza energia para manter o funcionamento dos músculos e do sistema cardiovascular.

    Após o treino, o organismo entra em uma fase de recuperação, na qual precisa repor energia, reparar tecidos musculares e equilibrar os sistemas do corpo.

    Esse processo pode gerar sensação de cansaço ou sonolência.

    Em muitos casos, o sono após o treino é apenas um sinal de que o corpo está respondendo ao esforço físico.

    Continue a leitura no site SportLife, parceiro do Metrópoles. 

  • Dólar cai a R$ 5,20 com melhora do cenário externo

    Dólar cai a R$ 5,20 com melhora do cenário externo

    Apesar das tensões no Oriente Médio, o mercado financeiro teve mais um dia de recuperação. O dólar caiu pela segunda vez seguida e encerrou próximo de R$ 5,20. A bolsa de valores teve pequena alta e aproximou-se dos 180 mil pontos.

    O dólar comercial encerrou esta terça-feira (17) vendido a R$ 5,20, com recuo de R$ 0,029 (-0,57%). A cotação chegou a R$ 5,178 por volta das 15h, mas diminuiu o ritmo de queda no fim da tarde.

    O real esteve entre as moedas emergentes com melhor desempenho no dia, ao lado do florim húngaro e do shekel israelense. A valorização da moeda brasileira reflete a melhora no apetite por risco no exterior, mesmo diante das incertezas no Oriente Médio e da alta do petróleo.

    No mercado de ações, o índice Ibovespa, da B3, avançou 0,30%, fechando aos 180.409 pontos. O indicador, no entanto, reduziu os ganhos no fim da sessão diante da piora no cenário doméstico, com uma ameaça de greve de caminhoneiros no fim de semana, decorrente da alta do diesel.

    Entre os destaques, as ações de petroleiras subiram, impulsionadas pela alta de 3,2% no petróleo do tipo Brent, usado nas negociações internacionais. Nesta terça, o barril encerrou em US$ 103,42. Papéis de bancos, no entanto, recuaram.

    Ao longo desta terça, houve entrada de capital estrangeiro na bolsa brasileira, impulsionada pela valorização das ações da Petrobras e por leilões de recompra de títulos promovidos pelo Tesouro Nacional, que voltou a interferir no mercado de títulos públicos.

    Os juros também influenciaram o mercado. Nesta quarta (18), os Bancos Centrais do Brasil e dos Estados Unidos decidirão os juros básicos da economia. A expectativa é de manutenção das taxas pelo Federal Reserve e corte de 0,25 ponto percentual da Selic pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

    Ainda assim, analistas alertam que a volatilidade deve continuar elevada, com investidores atentos aos desdobramentos da guerra e seus impactos sobre energia e inflação.

  • ‘É um sonho sendo realizado’: moradores lotam ruas para ver asfalto pela primeira vez em Marechal Thaumaturgo

    ‘É um sonho sendo realizado’: moradores lotam ruas para ver asfalto pela primeira vez em Marechal Thaumaturgo

    Moradores de Marechal Thaumaturgo se reuniram nas ruas da cidade, na terça-feira (17), para acompanhar de perto a colocação dos primeiros metros de asfalto da história do município. A cena reuniu um grande número de pessoas que assistiram ao serviço a pé, ao longo da via em obras. O município de Marechal Thaumaturgo fica no […]

  • Homem confessa assassinato de professor de dança e vai preso em BH

    Homem confessa assassinato de professor de dança e vai preso em BH

    Daniel Galera/Metrópoles
    Delegacia Depatri BH

    Durante o interrogatório, o homem confessou o crime. Segundo sua versão, ele pediu para dormir na casa por estar em situação de rua. Enquanto usava crack no quarto oferecido pela vítima, uma discussão começou entre eles porque  Luiz Carlos reclamou do uso de droga no local. O suspeito, então aplicou um mata-leão na vítima, que desmaiou.  “Ainda irritado e sob efeito de drogas, ele foi à cozinha, pegou uma faca e desferiu um golpe no pescoço de Luiz Carlos. A faca ficou encravada e só foi retirada no Instituto Médico-Legal (IML)”, explicou o delegado Felipe Marques de Freitas, chefe da Delegacia Especializada de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri).

    Após constatar a morte, o suspeito revirou a casa, pegou as duas televisões, garrafas de bebida, roupas e outros pertences, colocou tudo em uma mochila e fugiu.

    A dinâmica do crime

    Segundo a investigação, por volta de 1h30 da madrugada, o suspeito chegou à casa da vítima, forçou o portão de entrada e foi visto por um vizinho do andar de cima. Questionado sobre o que fazia ali, o suspeito respondeu que estava “esperando o Luiz” e que iria à casa dele. O vizinho, achando a situação estranha àquela hora, ligou para Luiz Carlos e o alertou. A vítima, que estava trabalhando, respondeu que conhecia a pessoa e que tudo estava bem.

    Quando o professor de dança, Luiz Carlos, chegou em casa, reconheceu o homem e permitiu que ele entrasse. Por volta das 4h30/5h da manhã, uma vizinha viu o homem saindo da residência carregando duas televisões e uma mochila. Estranhando a cena, ela tentou ligar para Luiz Carlos (conhecido como Neném), mas não obteve resposta. Em seguida, acionou o sobrinho da vítima, que morava nas proximidades.

    O sobrinho foi até a casa, encontrou o carro na garagem e, usando uma chave reserva, entrou no imóvel. Ao vasculhar os cômodos, encontrou o tio caído no chão de um quarto, coberto por um lençol, com uma faca cravada no pescoço. A casa estava revirada. Ele acionou imediatamente a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG).

    delegado Freitas Depatri

    “A Polícia Civil iniciou as investigações, analisou imagens de câmeras de segurança (inclusive uma divulgada pela própria família mostrando o suspeito carregando os objetos) e rastreou as televisões vendidas pelo morador de rua. A descrição bateu com o suspeito. Vizinhos, o sobrinho (que estudou na mesma escola do suspeito) e outras testemunhas reconheceram o autor”, relatou Freitas.

    A causa da morte

    A perícia constatou que a causa da morte foi a facada no pescoço. Não foram encontrados outros hematomas significativos no corpo da vítima, nem indícios de conjunção carnal.

    Como o suspeito foi preso

    O suspeito tem passagem recente por furto tentado: foi preso em flagrante na madrugada de sexta-feira (13/3), passou por audiência de custódia e foi solto, mas:

    “a Polícia Civil já o havia identificado como autor do latrocínio e conseguiu um mandado de prisão temporária (5 dias, prorrogáveis por mais 5). Os policiais conseguiram prendê-lo ainda no presídio, antes que ele fosse liberado”, finalizou o delegado.

    O suspeito foi indiciado por latrocínio, crimes contra o patrimônio e uso de drogas. Ele vivia em situação de rua, era usuário de crack e tinha histórico de envolvimento com pequenos crimes.

  • Irã confirma morte do chefe de segurança do país em ataque israelense

    Irã confirma morte do chefe de segurança do país em ataque israelense

    Harold Cunningham/Getty Images)
    Ali Larijani

    O governo do Irã confirmou a morte de Ali Larijani, que atuava como chefe do Conselho Supremo de Segurança do país. A informação foi divulgada pela mídia estatal iraniana nesta terça-feira (17/3).

    Mais cedo, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, revelou que o membro do alto escalão do governo iraniano havia sido morto durante um ataque.

    Larijani era visto como um dos homens mais fortes do governo iraniano, e desde 2025 comandava o conselho responsável pela segurança do país persa.

    Após o início dos ataques dos EUA e Israel contra o Irã, que resultaram na morte do aiatolá Ali Khamenei, ele fez diversas ameaças de retaliações contra os dois países.

    Entre elas de que o presidente norte-americano, Donald Trump, poderia pagar um “preço alto” por conta dos ataques contra o território iraniano.

  • Desembargador derruba liminar e autoriza GDF a usar imóveis para capitalizar BRB

    Desembargador derruba liminar e autoriza GDF a usar imóveis para capitalizar BRB

    KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
    Banco BRB

    O desembargador Roberval Belinati, primeiro vice-presidente do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), derrubou a liminar que proibia o Governo do Distrito Federal (GDF) de tomar medidas baseadas em lei para capitalização do Banco de Brasília (BRB). A decisão foi proferida nesta terça-feira (17/3), após recurso do GDF.

    Belinati afirmou, na decisão, que a Lei Distrital nº 7.845/2026, “editada no exercício legítimo da função legislativa, é presumivelmente constitucional, devendo, até prova em contrário, ser compatível com a Lei Orgânica do DF e com a Constituição Federal”.

    A liminar de primeira instância foi expedida pelo juiz Daniel Branco Carnacchioni, da 2ª Vara de Fazenda Pública do DF, e atendia ao pedido de uma ação civil pública ajuizada por Ricardo Cappelli, Cristovam Buarque, Rodrigo Dias, entre outros.

    No recurso, apresentado horas após a liminar inicial, o GDF argumentou que a determinação apresenta risco imediato de danos ao Distrito Federal e ao BRB, “na medida em que impede a concretização dos instrumentos destinados a equacionar a crise do BRB, podendo levar a instituição bancária à liquidação ou à intervenção federal, com os graves impactos dessas medidas”.

    Ainda segundo o GDF, “a suspensão da lei impede que o Distrito Federal e o BRB estruturem uma solução robusta para a crise de liquidez, o que pode levar a uma perda de confiança do mercado, a dificuldades operacionais e, em última instância, a um prejuízo muito maior ao patrimônio público e à coletividade”.

    Entenda

    A lei foi sancionada em 10 de março de 2026. A norma autoriza o GDF a obter empréstimo de até R$ 6,6 bilhões com Fundo Garantidor de Crédito (FGC) ou outras instituições. Também permite:

    Para o desembargador Belinati, a determinação judicial no sentido de que o Distrito Federal se abstenha de praticar quaisquer atos concretos de execução ou implementação das medidas previstas na Lei Distrital nº 7.845/2026, especialmente aquelas constantes dos arts. 2º a 4º, destinadas ao enfrentamento da crise de liquidez do BRB, “tem aptidão de causar grave violação a ordem administrativa”.

    “A decisão tolhe o livre funcionamento e a autonomia do Poder Executivo do Distrito Federal na escolha dos meios para superação da situação de crise do banco estatal”, pontuou o primeiro vice-presidente do TJDFT.

    Belinati afirmou, também, “que o Banco de Brasília detém relevante função social, sendo responsável pela execução de políticas públicas de crédito, pela operacionalização de programas governamentais e pela prestação de serviços bancários a milhares de servidores públicos, aposentados e cidadãos do Distrito Federal”.

    “Nesse diapasão, a adoção de providências pelo DF, autorizadas por lei aprovada pelo legislativo local, destinadas à preservação de ente estatal de tal magnitude é medida que atende a relevante interesse público primário”, enfatizou o magistrado.

  • Justiça vê indícios de desvio bilionário do Master antes de liquidação

    Justiça vê indícios de desvio bilionário do Master antes de liquidação

    Reprodução / YouTube
    Daniel Vorcaro

    A Justiça de São Paulo viu indícios de desvios bilionários do patrimônio do Banco Master para fundos e bens de luxo ligados a Daniel Vorcaro às vésperas da liquidação da instituição pelo Banco Central (BC), em novembro do ano passado, e determinou uma série de medidas com o objetivo de evitar a alienação desses itens a terceiros em meio ao escândalo.

    O pedido foi feito pelo liquidante do Banco Master contra uma série de empresas e fundos ligados ao núcleo do banqueiro e de seu cunhado, Fabiano Zettel, apontado pela Polícia Federal (PF) como operador financeiro de Vorcaro — ambos estão presos. O pedido aponta “para a existência de um esquema de esvaziamento patrimonial supostamente arquitetado pelo ex-controlador [Vorcaro]”.

    A 3ª Vara de Falências de São Paulo determinou, de maneira cautelar, o registro de um protesto contra a alienação de bens em diferentes frentes para dar publicidade à disputa e alertar terceiros que possam se interessar em adquitir os bens ligados ao Master. A medida inclui a anotação do protesto nas juntas comerciais de São Paulo e Minas Gerais, atingindo participações societárias, e nos cartórios de imóveis do Distrito Federal, São Paulo e Belo Horizonte, em relação a propriedades listadas no processo.

    Um dos casos citados são repasses sem aparente justificativa do Fundo Máxima 2, controlado pelo Master, para o Fundo Astralo 95, totalizando R$ 285 milhões, às vésperas da liquidação. A peça também cita o trânsito de valores e a aquisição de bens de luxo como uma mansão avaliada em R$ 36 milhões e apartamentos de alto padrão formalmente registrados em nome das sociedades alvo da petição, mas supostamente vinculados e usufruídos pelo ex-controlador da instituição financeira liquidanda.

    A ação mira um conjunto de fundos de investimento, empresas e pessoas físicas apontados como possíveis destinatários ou intermediários dos recursos sob suspeita.

    Entre os alvos estão três fundos (Astralo 95, Termopilas e Galo Forte), além de empresas de participações e investimentos, como Super Empreendimentos, Pipe Participações e Moriah Asset. Também são citados um empresário e duas pessoas físicas ligadas ao caso, que, segundo a ação, podem ter atuado direta ou indiretamente nas operações investigadas.

    “Alega-se que os requeridos teriam sido utilizados como pessoas interpostas e veículos – notadamente por meio de fundos de investimento administrados por terceiros – para canalizar e ocultar patrimônio oriundo de fraudes financeiras e operações atípicas”, diz o pedido. Segundo a peça, o ex-controlador do Master “auferiu ganhos de capital exorbitantes em transações cruzadas”.


    Liquidação do Master e prisões de Vorcaro