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  • Mudanças em UTI Neonatal reduzem infecção grave em bebês prematuros

    Mudanças em UTI Neonatal reduzem infecção grave em bebês prematuros

    Freepik
    Foto colorida de bebe em UTI neonatal - Metrópoles.

    Um conjunto de medidas simples, sem custo e aplicadas de forma organizada conseguiu reduzir em 18,5% os casos de sepse tardia em bebêsprematurosde muito baixo peso internados em UTIs neonatais no Brasil.

    Os resultados fazem parte de um estudo coordenado por pesquisadoras da Universidade Estadual Paulista (Unesp), divulgados pela própria instituição no dia 12 de março de 2026.

    A pesquisa realizada em unidades ligadas à Rede Brasileira de Pesquisas Neonatais teve como iniciativa integrar o projeto DownLOS, ‘LOS’ (Late Onset Sepsis) que é a sigla em inglês para sepse tardia, que estruturou mudanças no cuidado com esses recém-nascidos.

    “Foi proposto um projeto de intervenção, de iniciativa voluntária. A ideia era atuar de forma diferente: não só olhar e relatar, mas agir para melhorar as práticas e reduzir a ocorrência de sepse tardia”, explica a pesquisadora, Ligia Maria Suppo de Souza Rugolo, do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina de Botucatu.

    O que é a sepse tardia e por que ela preocupa

    A sepse tardia é uma infecção grave que surge após os primeiros dias de vida, geralmente adquirida dentro do hospital. Ela é uma das principais causas de morte em prematuros, especialmente nos que nascem com menos de 1,5 kg.

    Isso acontece porque o sistema imunológico ainda é imaturo e esses bebês precisam de cuidados intensivos, muitas vezes com uso de cateteres e outros procedimentos invasivos.

    Antes da intervenção, os dados mostravam um cenário preocupante. A incidência de sepse tardia em prematuros de muito baixo peso girava em torno de 25% e chegou a 30% em 2020, o que acendeu um alerta entre os pesquisadores. Foi a partir desse cenário que surgiu o projeto DownLOS, com o objetivo de reduzir infecções dentro das UTIs neonatais.

    O estudo não foi apenas uma recomendação geral, mas uma intervenção estruturada. As equipes das UTIs passaram a seguir metas, revisar rotinas e aplicar ferramentas de melhoria contínua para corrigir falhas no cuidado.

    Algumas ações foram adaptadas à realidade de cada unidade, com acompanhamento dos resultados ao longo do tempo. Entre as principais mudanças adotadas estão:

    Menos antibiótico pode proteger mais

    Um dos pontos centrais do estudo foi reduzir o uso excessivo de antibióticos. Embora esses medicamentos sejam essenciais em muitos casos, o uso desnecessário pode prejudicar o equilíbrio das bactérias do corpo do bebê e facilitar infecções mais graves. Ao ajustar esse uso, as equipes conseguiram diminuir os riscos.

    O aumento da oferta de leite materno também teve papel importante nos resultados. O leite contém anticorpos e substâncias que ajudam a proteger o organismo do recém-nascido, além de favorecer uma microbiota intestinal mais saudável. Na prática, isso ajuda o bebê a reagir melhor contra infecções.

    Com a aplicação dessas medidas dentro do projeto DownLOS, houve uma redução de 18,5% nos casos de sepse tardia entre os prematuros avaliados. Os achados mostram que mudanças simples, quando organizadas e acompanhadas de perto, podem melhorar de forma significativa a segurança dos bebês internados.

    O estudo reforça que melhorar o cuidado nem sempre depende de tecnologia avançada ou alto investimento. Padronizar condutas, evitar excessos e reforçar práticas já conhecidas pode ser suficiente para reduzir complicações graves em recém-nascidos extremamente vulneráveis. A expectativa dos pesquisadores é que esse modelo seja ampliado para outras UTIs neonatais do país.

  • Casal é espancado em Anápolis após alertar motorista na contramão

    Casal é espancado em Anápolis após alertar motorista na contramão

    Reprodução/Agência Brasil
    são paulo recorde feminicídios 2025

    Com o carro estacionado, a mulher teria esperado o marido ir à lotérica. Enquanto andava pela calçada, o homem viu um carro na contramão da via, e alertou o motorista que conduzia o carro de que o tráfego não era permitido naquele sentido.

    O motorista estava acompanhado de um passageiro, que desceu do carro e começou a agredir o homem com chutes e socos. Ao ver o marido sendo agredido, a mulher que aguardava no carro desceu para ajudá-lo, quando também foi agredida.

    Resultado das agressões, o homem teve o rosto fraturado, próximo ao olho esquerdo, e sofreu diversas lesões nos braços. Sua esposa lesionou o dedo da mão direita. O agressor fugiu do local, foi posteriormente identificado, ouvido e indiciado pela Polícia Civil (PCGO).

    A ocorrência e investigação estão a cargo da Delegacia Especializada no Atendimento ao Idoso (Deai). Os laudos periciais ainda não foram concluídos.

  • Criança com suspeita de intoxicação após receber bombom de estranho ainda passa mal

    Criança com suspeita de intoxicação após receber bombom de estranho ainda passa mal

    Durante o ac24horas Play, Salviane Leite, mãe da criança de 8 anos que passou mal após consumir um bombom dado por um desconhecido, relatou que a filha ainda apresenta sintomas mesmo após receber alta médica.

    Segundo ela, a menina chegou ao pronto-socorro com sinais compatíveis com exposição a alguma substância, como sonolência, vômitos, fraqueza e alterações nos sinais vitais. Apesar dos atendimentos e exames realizados, não houve confirmação sobre qual substância teria causado o quadro.

    A criança segue em observação em casa e ainda apresenta episódios de vômito e comportamento diferente do habitual. A família pretende registrar ocorrência e cobra respostas das autoridades, enquanto aguarda resultados de exames pendentes.

  • GDF Saúde: TCDF instaura processo para investigar falhas no Inas-DF

    GDF Saúde: TCDF instaura processo para investigar falhas no Inas-DF

    Após de denúncias de supostas irregularidades, o Ministério Público de Contas apresentou representação para investigação do caso

  • Professores do DF fazem assembleia com paralisação nesta quarta-feira

    Professores do DF fazem assembleia com paralisação nesta quarta-feira

    Hugo Barreto / Metrópoles
    Greve - Metrópoles

    Pais e estudantes da rede pública do Distrito Federal devem se preparar para a paralisação dos professores nesta quarta-feira (18/3). O Sindicato dos Professores do DF (Sinpro-DF) convocou uma assembleia da categoria, marcada para às 9h30, no estacionamento da Funarte, em Brasília.

    O encontro marca o início da mobilização dos docentes em 2026. Não há informações sobre a quantidade de professores que vão participar da assembleia e aderir a paralisação.

    Para viabilizar a participação no ato, serão disponibilizados ônibus saindo de diferentes regiões administrativas do DF.

    Serão disponibilizados ônibus saindo de diferentes regiões administrativas do DF

    Na pauta, estão a discussão e aprovação do calendário de lutas, além de reivindicações ligadas à reestruturação da carreira, contratação de profissionais e políticas educacionais.

    Reinvidicações

    Entre os principais pontos, a categoria cobra a redução dos padrões da tabela salarial, de 25 para 15 níveis, e a diminuição do intervalo para progressão na carreira, de cinco para três anos.

    Segundo o sindicato, as mudanças aceleram a chegada ao topo da carreira e impactam diretamente o cálculo da aposentadoria de professores que ingressaram na rede entre 2004 e 2019, cujo benefício corresponde à média de 80% dos maiores salários.

    Os docentes também defendem a nomeação imediata de todos os aprovados no concurso público de 2022. Apesar das 3 mil nomeações realizadas após a greve de 2025, o sindicato afirma que a medida ainda não supre a demanda da rede, que mantém mais de 2 mil aprovados à espera de convocação.

    Outro ponto é a realização de um novo concurso público para o magistério. Conforme acordo firmado durante a greve do ano passado, a publicação de edital está prevista para ainda este ano.

    A pauta inclui ainda críticas à política educacional do Governo do Distrito Federal e a defesa de maior investimento na educação pública.

     

  • Cólon comprometido: coloproctologista revela sinais de alerta do corpo

    Cólon comprometido: coloproctologista revela sinais de alerta do corpo

    Jian Fan/Getty Images
    Ilustração colorida de intestino humano - Metrópoles

    Pelas estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), . Para conscientizar a população a respeito da prevenção e do diagnóstico da condição, foi criada a campanha Março Azul-Marinho.

    Parte final do intestino, o cólon tem a função de “finalizar” o processo digestivo e preparar a eliminação, conforme explica a coloproctologista Aline Amaro, de Brasília (DF). A especialista frisa que o órgão tem o papel de absorver água e sais minerais do conteúdo intestinal, o que ajuda a formar fezes com consistência adequada.

    Outro papel do cólon envolve armazenar e conduzir as fezes até o reto, coordenando o ritmo evacuatório. “Abriga grande parte da microbiota intestinal, que fermenta fibras e produz substâncias importantes para a saúde da mucosa do intestino e para a imunidade local. Também atua como barreira de proteção, ajudando a impedir a passagem de micro-organismos e toxinas para a corrente sanguínea”, ressalta a médica.

    Pessoa com intestino preso- Metrópoles
    Quando o cólon está comprometido, o corpo dá alguns sinais, conforme esclarece a médica

    De acordo com coloproctologista, quando o cólon está “doente”, o corpo costuma sinalizar por três caminhos principais: alteração do trânsito intestinal, dor abdominal e sangramento ou inflamação.

    A médica pontua que os sinais mais comuns, dependendo da causa, incluem:

    A especialista deixa uma “orientação prática”. “Alguns sinais merecem avaliação sem demora, como sangue nas fezes que se repete, anemia sem explicação, perda de peso, dor abdominal progressiva e mudança recente do hábito intestinal que persiste“, avisa a coloproctologista sobre determinados sintomas.

    Foto colorida de pessoa sentada no vaso sanitário enquanto segura um rolo de papel higiênico -Metrópoles
    A médica pontua que dor para evacuar tende a ser um dos indícios de cólon adoecido

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  • Edvaldo Magalhães diz que pagamento de auxílios aos servidores é possível

    Edvaldo Magalhães diz que pagamento de auxílios aos servidores é possível

    O deputado estadual Edvaldo Magalhães (PCdoB) saiu em defesa dos servidores públicos do Acre durante discurso na tribuna da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) nesta terça-feira (17/3). O parlamentar defendeu o cumprimento do Orçamento aprovado em dezembro, que determina que o governo do Estado promova a Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores.

    “Nós escrevemos na peça orçamentária a obrigatoriedade do governo de pagar o RGA dos servidores. E o Orçamento foi sancionado. Esse artigo não foi vetado! E a palavra ‘obrigatoriedade’ está escrita na peça orçamentária e o dinheiro está no Orçamento. O governo tem que cumprir a lei, porque quando é para negar, usam a lei: ‘a Lei de Responsabilidade Fiscal impede isso’. A Lei de Responsabilidade Fiscal proíbe aquilo. Mas, na hora de criar cargo, por cima da Lei de Responsabilidade Fiscal, cria-se. Burla a lei e os fiscais da Lei ficam a assistir sem incomodar o governo”, lembrou.

    Edvaldo disse que, além da Revisão Geral Anual, o governo pode sim encaminhar à Assembleia leis que autorizam o pagamento de auxílios, como o saúde e o alimentação.

    “Existem muitas medidas que podem minorar o sofrimento dos servidores públicos que a LRF não proíbe, o RGA é uma delas. A questão dos auxílios, seja o auxílio-alimentação, seja o auxílio-saúde, podem ser pagos, majorados com a lei aprovando e apoiando. Depende do que? De uma decisão do governo. Isso está no orçamento. Os recursos estão previstos. Quando se quer aprovar algo aqui de interesse do governo, o dia começa-se com a lei e antes do almoço ela está aprovada”, destacou.

  • No Acre, criança intoxicada por bombom recebe alta, mas ainda passa mal

    No Acre, criança intoxicada por bombom recebe alta, mas ainda passa mal

    Uma menina de 8 anos que apresentou sintomas de intoxicação após receber um bombom de um desconhecido no bairro Recanto dos Buritis, em Rio Branco, recebeu alta hospitalar, mas ainda passa mal em casa nesta terça-feira (17). A criança foi atendida no fim de semana no pronto-socorro, onde médicos apontaram sintomas compatíveis com intoxicação por substâncias químicas. A mãe da menina, Salviana Leite de Souza, contou mais detalhes em entrevista ao ac24horas.

    Segundo Salviana, os médicos identificaram os sintomas na entrada do pronto-socorro, mas não informaram com precisão qual substância causou a intoxicação. “Quando ela deu a entrada no PS, os médicos lá não especificaram o que era automaticamente na hora. Mas a doutora da emergência falou que todos os sintomas que ela tinha eram de substâncias de droga. Só que eu não sabia, não me especificou se era cocaína, se era outra. Ela estava com as pálpebras da visão falha, os batimentos fracos, com saturação muito abaixo”, relatou a mãe.

    Salviana informou que a filha foi medicada e submetida a exames. “Me explicaram que era para fazer limpeza do organismo dela todo, que ela tinha uma intoxicação e era possivelmente uma intoxicação por droga mesmo”, disse.

    Ela acrescentou que alguns exames ainda precisam ser realizados e que autoridades a orientaram a registrar o caso em uma delegacia de polícia. “Só não fui ontem porque eu estava cansada e exausta no meu limite, que eu tinha passado a noite acordada”, explicou.

    Durante a entrevista, a criança vomitou duas vezes em dez minutos. A mãe descreveu o estado atual da filha com preocupação. “Ela ainda continua sonolenta, ela não está aqui nela. Brinca um pouquinho, dorme. Ela está assim”, afirmou. Questionada se desconfia de quem teria dado o bombom à criança, Salviana respondeu que não.

    A reportagem procurou a Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) para saber se exames toxicológicos foram realizados, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria. A Vigilância Sanitária do município de Rio Branco informou que não investiga o caso e indicou que a Vigilância Sanitária Estadual detém as informações. O órgão estadual também foi contatado, mas não se manifestou.​​​​​​​​​​​​​​​​

    Jornalista e social media, com atuação em marketing, assessoria de comunicação política e institucional. Atualmente escreve para o ac24horas, fazendo cobertura regional do estado do Acre.

  • Asteroide Ryugu contém os 5 ingredientes básicos para a vida na Terra

    Asteroide Ryugu contém os 5 ingredientes básicos para a vida na Terra

    JAXA, Universidade de Tóquio, Universidade de Kochi, Universidade de Rikkyo, Universidade de Nagoya, Instituto de Tecnologia de Chiba, Universidade Meiji, Universidade de Aizu e AIST
    Imagem colorida do asteroide Ryugu

    Análises das amostras coletadas do asteroide Ryugu mostraram que ele possui todos os cincos componentes essenciais para a vida na Terra: a adenina, citosina, guanina, timina e uracila. Também chamados de nucleobases, os “ingredientes” são os responsáveis por formar o RNA e o DNA. 

    A presença dos componentes não é inédita e também já havia sido identificada no asteroide Bennu. Com isso, aumentam as evidências de que os ingredientes básicos para a vida no nosso planeta podem estar em maior abundância no Sistema Solar. 

    “A detecção de diversas nucleobases em materiais de asteroides e meteoritos demonstra sua presença generalizada em todo o Sistema Solar e reforça a hipótese de que asteroides carbonáceos contribuíram para o inventário químico pré-biótico da Terra primitiva”, escrevem os autores da análise.

    A investigação liderada pelo biogeoquímico Toshiki Koga, da Agência Japonesa de Ciência e Tecnologia Marinha-Terrestre, teve os resultados publicados na revista Nature Astronomy nessa segunda-feira (16/3).

    Ingredientes da vida no asteroide

    Para a vida se formar na Terra, duas moléculas básicas são essenciais: o ácido desoxirribonucleico (DNA) e o ácido ribonucleico (RNA). O código genético de ambos é formado pelos cinco compostos químicos básicos.

    No entanto, até o momento, apenas a uracila já havia sido detectada no Ryugu. A nova análise de duas amostras do asteroide identificou a presença das cinco nucleobases nos dois pedaços.

    Além do Ryugu e do Bennu, alguns ingredientes básicos já foram achados em outros dois meteoritos ricos em carbono. Porém, todos os objetos tinham proporções diferentes das moléculas.

    Enquanto o Ryugu era composto em níveis semelhantes de todos os compostos, o Bennu era mais rico em citosina, timina e uracila. Segundo os pesquisadores, a diferença tem relação com a quantidade de amônia e as condições químicas do asteroide.

    O novo achado evidencia ainda mais que o bombardeio de asteroides no início da Terra ajudou a formação de vida em nosso planeta.

    “A detecção universal de todas as cinco nucleobases canônicas em amostras dos asteroides carbonáceos Ryugu e Bennu destaca a potencial contribuição dessas moléculas exógenas para o conjunto de matéria orgânica que sustentou a evolução molecular pré-biótica e, em última análise, possibilitou o surgimento do RNA e do DNA na Terra primitiva”, concluem os pesquisadores.

  • Polícia pede prisão de tenente-coronel por morte de esposa PM

    Polícia pede prisão de tenente-coronel por morte de esposa PM

    Arquivo pessoal
    tenente-coronel-e-esposa-pm-gisele

    A Polícia Civil solicitou à Justiça, nesta terça-feira (17/3), a prisão preventiva do tenente-coronel da Polícia Militar (PM) Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos. O pedido sucede a conclusão, com base em perícia técnica, de que ele é o principal suspeito pela morte da esposa, a soldado Gisele Alves Santana, de 32 anos, encontrada baleada na cabeça no apartamento do casal, no Brás, região central de São Paulo, em 18 de fevereiro.

    A necessidade do pedido de prisão ocorre após o avanço das investigações conduzidas pelo 8º Distrito Policial (Brás), que analisaram laudos periciais, depoimentos de testemunhas e registros das primeiras horas após o disparo que atingiu a policial militar. Segundo os investigadores, os elementos reunidos indicam que a dinâmica do caso não é compatível com a versão apresentada pelo oficial – que, desde o início, sustentava que a esposa teria cometido suicídio.

    O dia do disparo

    Gisele foi encontrada gravemente ferida na manhã de 18 de fevereiro, dentro do apartamento onde vivia com o marido. Ela foi socorrida por equipes do Corpo de Bombeiros e levada pelo helicóptero Águia da PM ao Hospital das Clínicas, onde morreu horas depois, em decorrência de traumatismo cranioencefálico provocado por disparo de arma de fogo, conforme o atestado de óbito.

    Desde o início da investigação, depoimentos colhidos pela polícia e registros das primeiras horas após o tiro passaram a levantar dúvidas sobre a narrativa apresentada pelo coronel.

    Socorristas e a cena no corredor

    Socorristas relataram que encontraram o oficial no corredor do prédio quando chegaram ao local, enquanto a vítima estava caída na sala do apartamento, com grande quantidade de sangue na região da cabeça.

    Testemunhas também afirmaram não ter visto manchas de sangue nas mãos ou nas roupas do militar, detalhe que passou a ser analisado pelos investigadores.

    Intervalo entre o tiro e o pedido de socorro

    Outro elemento considerado pelos investigadores foi o intervalo entre o disparo ouvido por vizinhos e as ligações feitas pelo coronel às centrais de emergência.

    Uma moradora do mesmo andar afirmou ter sido acordada por um forte estrondo por volta de 7h28, enquanto o primeiro telefonema registrado pelo oficial, solicitando socorro, ocorreu às 7h57.

    Visita de desembargador

    As investigações também apontaram movimentações incomuns no apartamento após o episódio.

    Imagens de câmeras de segurança mostram que o desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan, amigo do coronel, foi ao prédio e chegou a entrar no apartamento, acompanhado do oficial, após a retirada da vítima (assista abaixo). O local ainda não havia sido periciado.

    Depoimentos indicam ainda que o coronel tomou banho e trocou de roupa antes de deixar o imóvel, comportamento que também passou a ser analisado no curso das investigações.

    Conclusão da perícia

    Com o avanço das análises periciais e a reconstituição da sequência de acontecimentos dentro do imóvel, a Polícia Civil concluiu que a dinâmica do disparo não corresponde à hipótese de suicídio inicialmente apresentada.

    Com base nesse conjunto de elementos, a Justiça autorizou a prisão do tenente-coronel, que passou a responder pela morte da policial militar.

    O caso segue sob investigação do 8º DP, que ainda reúne novos elementos periciais e depoimentos para esclarecer completamente as circunstâncias da morte de Gisele Alves Santana.