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  • Novo advogado de Vorcaro se pronuncia e diz que delação é “meio de defesa”

    Novo advogado de Vorcaro se pronuncia e diz que delação é “meio de defesa”

    KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
    José Luis de Oliveira Lima, o novo advogado de Braga Netto, chega para reunião com Zanin no STF Metrópoles 1

    Conhecido no meio jurídico como “Juca”, o advogado José Luis Oliveira Lima confirmou à coluna, na sexta-feira (13/3), ter assumido a defesa do banqueiro Daniel Vorcaro.

    Em rápida conversa por telefone, Juca evitou, contudo, cravar já agora se o dono do Banco Master fechará uma delação premiada. “Assumi o caso hoje. Ponto”, limitou-se a dizer.

     

    Após a insistência da coluna sobre o tema, Juca lembrou que já deu uma série de entrevistas dizendo que acha colaboração premiada é um “meio de defesa”.

    O advogado, contudo, negou que já tenha feito sondagens a integrantes da Polícia Federal e da PGR sobre possível delação de Vorcaro antes de assumir o caso.

    Juca, vale lembrar, comandou delações premiadas de figuras importantes na Lava Jato. Entre elas, a do empreiteiro Léo Pinheiro, ex-dono da construtora OAS.

    Mais recentemente, ele assumiu a defesa do general da reserva e ex-ministro Braga Netto, que acabou condenado junto a Jair Bolsonaro no inquérito do golpe.

  • Jornalista alvo da PF diz que Flávio Dino mente: “Acusações patéticas”

    Jornalista alvo da PF diz que Flávio Dino mente: “Acusações patéticas”

    Reprodução
    Quem é o blogueiro alvo da PF por stalkear Flávio Dino

    A defesa do jornalista Luís Pablo Conceição Almeida, alvo de operação da Polícia Federal (PF) nessa quinta-feira (12/3) por suspeita de stalking contra o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), divulgou nota nesta sexta (13/3) afirmando que o ministro “mente” nas alegações apresentadas e que as acusações são “patéticas”.

    “São ridículas e patéticas as acusações e, por isso, tornam-se ainda mais graves as violências perpetradas contra a privacidade, intimidade, vida privada, sigilo da fonte, liberdade de expressão e manifestação, de crítica e de imprensa”, diz a nota.

    Luís Pablo é jornalista no Maranhão, estado de Flávio Dino, e foi alvo de mandado de busca e apreensão, determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, em razão de informações publicadas por ele sobre suposto uso de veículo oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) por familiares de Dino.

    Em nota divulgada nessa quinta, após a repercussão em torno da investigação contra o jornalista, o STF alegou que a segurança institucional de Flávio Dino havia alertado que o ministro foi vítima de “monitoramento ilegal” em São Luís (MA), em 2025, quando as reportagens de Luís Pablo foram publicadas.

    “Houve publicação de placas de veículos utilizados pelo ministro, quantidade de agentes e nomes de agentes de segurança, e outros detalhes. Esse material foi enviado à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República, seguindo-se a instauração do procedimento investigativo cabível”, detalhou o STF.

    Diante da informação prestada pela Corte, em nome do ministro Flávio Dino, a defesa de Luís Pablo reagiu, nesta sexta, dizendo que “a nota é mentirosa”.

    “A nota do ministro é mentirosa ao sugerir que Luís Pablo fazia “monitoramento ilegal”. Mente também quando afirma que foi divulgado quantidade e nomes de agentes. É mentirosa igualmente a acusação de “monitoramentos ilegais dos procedimentos de segurança do ministro Flávio Dino”, afirma.

    Em silêncio na PF

    Conforme noticiado pelo Metrópoles, na coluna Igor Gadelha, Luís Pablo ficou em silêncio durante depoimento à Polícia Federal na tarde desta sexta. A nota divulgada pela defesa afirma que o jornalista “não tem de apresentar nenhuma explicação pelos seus atos que são objeto de investigação” e que as reportagens veiculadas por ele “dizem por si sós”.

    Durante a operação, nessa quinta, os policiais apreenderam telefones celulares e um computador do jornalista, que serão submetidos à perícia. Na decisão que determinou o mandado de busca e apreensão, Moraes entendeu que houve “monitoramento ilegal” de Dino, pois os deslocamentos do ministro, em São Luís, teriam sido publicados ilegalmente.

    O casou gerou gerou debate imediato sobre liberdade de imprensa nas redes sociais. A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão, a Associação Nacional de Editores de Revistas e a Associação Nacional de Jornais divulgaram uma nota conjunta classificando como preocupante a decisão de Moraes que autorizou a diligência na residência de Luís Pablo.

    “A atividade jornalística, independentemente do veículo e de sua linha editorial, conta com a proteção constitucional do sigilo da fonte. Qualquer medida que eventualmente viole tal garantia deve ser entendida como um ataque ao livre exercício do jornalismo”, afirmaram as entidades.

    Uso de veículos de outros tribunais

    O STF alegou ainda, em nota, que o objeto da investigação “não tem correlação com crimes contra a honra ou liberdade de expressão ou inquérito das fake news”.

    A Corte expôs que veículos de segurança são utilizados pelo STF “em colaboração com os Tribunais” e que isso é previsto em normas, como: a Lei n° 12.694/2012, em especial do artigo 9°, §1°, inciso II, a Resolução n° 721/ STF, artigo 5°, inciso I, alínea “a”, e a Resolução n° 435 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que disciplina a cooperação entre os órgãos de segurança institucional do Poder Judiciário.

  • Saiba onde ficará novo bairro que será criado no Distrito Federal

    Saiba onde ficará novo bairro que será criado no Distrito Federal

    Divulgação/GDF
    novo-bairro-jardim-botanico-5

    O novo setor habitacional Centro Urbano Tororó, que teve seu projeto lançado pelo Governo do Distrito Federal (GDF) nesta sexta-feira (13/3), ficará na região do Jardim Botânico.

    O bairro, que deve abrigar cerca de 92 mil habitantes, situa-se, em sua grande parte, entre a DF-001 e a DF-251, e prevê uma densidade total de 119,82 habitantes por hectare.

    Veja imagens do projeto:

    O objetivo, de acordo com o projeto, é promover a oferta de moradia às pessoas com renda média, além de criar áreas comerciais e de serviços de influência local e regional para atendimento da demanda por emprego e serviços das ocupações que ocorrem ao longo da DF-140.

    A intenção também é formar um centro urbano capaz de minimizar a dependência da população que habita no Jardim Botânico dos empregos e serviços ofertados nas áreas centrais do DF.

    Sistema de Espaços Verdes

    Outra proposta do projeto é a criação de um “cinturão verde” de uso público e amortecimento entre as áreas de uso urbano e as áreas ambientalmente protegidas, nas seguintes situações:

  • Com tensão no Irã, dólar fecha em R$ 5,32, o maior valor desde janeiro

    Com tensão no Irã, dólar fecha em R$ 5,32, o maior valor desde janeiro

    Em mais um dia de nervosismo por causa da escalada do conflito no Oriente Médio, o dólar encerrou nesta sexta-feira (13) no maior valor desde janeiro, impulsionado pelo aumento da aversão ao risco global. A bolsa caiu quase 1% e atingiu o nível mais baixo em quase dois meses.

    A moeda norte-americana subiu 1,41% e fechou cotada a R$ 5,316. Na máxima do dia, por volta das 16h45, atingiu R$ 5,325.

    O valor de fechamento é o mais alto desde 21 de janeiro e reflete um movimento global de busca por ativos considerados mais seguros, como o dólar, diante do agravamento das tensões envolvendo o Irã e ataques conduzidos por Israel.

    Declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometendo intensificar ações militares contra o Irã ampliaram as preocupações sobre um conflito mais duradouro e seus efeitos sobre os preços da energia.

    No mercado cambial brasileiro, o real apresentou o pior desempenho entre as principais moedas emergentes. Houve saída relevante de recursos do país e compra de dólares por investidores que aproveitaram a cotação barata, após o forte desempenho da moeda brasileira nos dois primeiros meses do ano.

    Pela manhã, o BC realizou uma operação conhecida como “casadão”, vendendo US$ 1 bilhão no mercado à vista e ofertando 20 mil contratos de swap cambial reverso, operação equivalente à compra de dólar futuro. A intervenção ocorreu em meio a sinais de menor liquidez e pressão no chamado cupom cambial, que reflete a taxa de juros em dólar no país.

    Segundo analistas, além da busca por proteção, o movimento também reflete mudanças nas expectativas para a política monetária dos Estados Unidos. A alta do petróleo e as incertezas sobre inflação têm levado investidores a reduzir apostas de cortes de juros pelo Federal Reserve.

    No mercado acionário brasileiro, o movimento de aversão ao risco também pressionou a bolsa. O Ibovespa caiu 0,91% e encerrou aos 177.653 pontos. Esse é o menor nível desde 22 de janeiro.

    Ao longo da sessão, o indicador chegou a operar acima de 178 mil pontos, mas perdeu força na segunda metade do pregão e terminou próximo da mínima do dia.

    O movimento de queda refletiu principalmente o aumento das incertezas geopolíticas, diante do risco de ampliação do conflito envolvendo o Irã. Declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a possibilidade de intensificar ataques contra o país elevaram a cautela entre investidores, especialmente às vésperas do fim de semana, quando os mercados permanecem fechados.

    A tensão geopolítica também impulsionou o preço do petróleo. O contrato do petróleo do tipo Brent, usado nas negociações internacionais, para maio avançou 2,67% e fechou a US$ 103,14 por barril, acumulando ganho semanal de cerca de 11%.

  • Diesel tipo A terá reajuste nas distribuidoras a partir deste sábado

    Diesel tipo A terá reajuste nas distribuidoras a partir deste sábado

    A Petrobras informou que, a partir deste sábado (13), vai aumentar em 38 centavos o preço do litro de Diesel tipo A para as distribuidoras.

    O impacto no Diesel tipo B será um pouco menor, já que ele utiliza 85% do Diesel A e mais 15% de biodiesel.

    Segundo a Petrobras, o último reajuste de preços para as distribuidoras foi em maio de 2025, quando o Diesel foi reduzido. Já o último aumento ocorreu somente em fevereiro do ano passado.

    A estatal informou que, desde dezembro de 2022, de forma acumulada, o Diesel A teve uma redução de 84 centavos por litro, equivalente a uma queda de 29% do preço – já considerando a inflação.

    O impacto do reajuste deve ser diminuído ao consumidor, já que o Governo Federal zerou, nessa quinta-feira, as alíquotas de PIS/Cofins sobre a comercialização do diesel.

    A presidenta da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que a ação do governo impediu um reajuste maior.

    A medida, válida até dezembro, busca combater os aumentos causados pelos ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã. Além disso, deve reduzir o litro do diesel em 64 centavos. Para compensar os valores, o governo vai cobrar uma alíquota de 12% sobre a exportação do petróleo brasileiro.

  • Mulher que virou ré no STF por hostilizar Dino quebra o silêncio

    Mulher que virou ré no STF por hostilizar Dino quebra o silêncio

    Metrópoles
    Mulher que virou alvo do STF após hostilizar Dino quebra o silêncio

    A servidora pública Maria Shirlei Piontkievicz, alvo de uma ação no STF após acusação de hostilizar o ministro Flávio Dino dentro de um avião, sustenta que não ofendeu o magistrado. Em resposta a uma reportagem da coluna no Instagram que informava que Alexandre de Moraes é o relator do caso, ela argumentou que se assustou após ser abordada por seguranças de Dino.

    “Eu não chamei o Dino de lixo, não otimizem. Falei que o Dino estava no avião porque queria falar de um assunto grave que vi no Maranhão. Mas me assustei porque o segurança dele me abordou, colando em mim. Vi outro segurança dele sem cabelo. Depois soube que tinham 11 assessores dele em volta”, comentou.

    Maria Shirlei sustenta que não tentou agredir o ministro e que desistiu de abordá-lo após a aproximação dos seguranças. “Não tentei agredi-lo porque não posso fazer força alguma, estou com 3 hérnias de disco na cervical. Fiz os passeios nos Lençóis [Maranhenses] com colar cervical, simplesmente desisti de abordá-lo e ficava pedindo para o segurança para eu passar, e o segurança (coronel) não deixava”, relatou.

    A servidora afirmou que, ao se sentar no avião, comentou que o ministro queria implantar o comunismo no país e disse ter sido confrontada por assessoras de Dino. “Quando sentei, falei que o Dino quer implantar o comunismo no Brasil. Suas assessoras falaram que a direita já era, que tem que implantar o comunismo mesmo no Brasil. Eu as questionei: onde o comunismo deu certo? Nisso saiu muita fumaça do ar-condicionado, e eu falei: e agora o avião ficou contaminado de comunismo”, escreveu.

    Ela também atribuiu à equipe do ministro a divulgação da versão que a identifica como apoiadora do ex-presidente Jair Bolsonaro e nega ter feito outras declarações mencionadas no caso. “Foi a assessoria de imprensa dele que falou que eu era bolsonarista e era agressiva porque o julgamento do Bolsonaro começaria no outro dia… Se tiver uma testemunha que fale o contrário disso, é mentira. Processarei ela e a empresa onde ela trabalha. Nunca falei ‘não viajarei com esse tipo de gente’. Acho que na minha vida inteira nunca falei assim com ninguém; isso foi invenção do ministro”, afirmou.

    Servidora do Estado do Paraná desde 2008 que atua no Hospital do Trabalhador, em Curitiba (PR), Maria Shirlei chegou a ser detida após o episódio, ocorrido em setembro de 2025 em um voo que partia do Aeroporto de São Luís, no Maranhão, com destino a Brasília. Ela responde por injúria, incitação ao crime e atentado contra a segurança de transporte aéreo.

    Versão do gabinete de Dino

    Segundo informações do processo, ao perceber a presença de Dino na aeronave, a servidora teria dito que não respeitava “essa espécie de gente” e que o avião estava “contaminado”. Em seguida, teria chamado a atenção de outros passageiros gritando “Dino está aqui”.

    Ao chegar ao Distrito Federal, Maria Shirlei foi detida e indiciada pela Polícia Federal pelos crimes de injúria qualificada e incitação ao crime. O processo corre em sigilo. De acordo com fontes do STF, o caso foi distribuído ao gabinete de Moraes porque o ministro relata o inquérito das Fake News, que apura ataques a integrantes da Corte.

    Em janeiro deste ano, o plenário do STF a tornou ré sob acusação de injúria, incitação ao crime e atentado contra a segurança de Dino. Ela responde em liberdade e aguarda a definição de uma data para prestar depoimento à Polícia Federal.

    Após o incidente, a assessoria de Flávio Dino enviou nota à coluna relatando que o ministro estava sentado no avião quando a passageira iniciou as hostilidades. Segundo a equipe, o comportamento cessou apenas após intervenção da tripulação e da Polícia Federal.

    A assessoria informa que o ministro Flávio Dino estava sentado e trabalhando, de cabeça baixa, aguardando a decolagem do voo São Luís — Brasília na tarde desta segunda-feira (1), quando uma mulher, aos gritos, embarcou e iniciou uma série de agressões contra o Ministro. A passageira em questão gritava que ‘não respeita essa espécie de gente’ e que o ‘avião estava contaminado’”, afirmou a assessoria.

    Na mesma nota, a equipe do ministro relatou que a passageira teria tentado se aproximar do assento de Dino e chamado a atenção de outros passageiros. “A mulher tentou avançar em direção ao local de assento do ministro, sendo contida pela intervenção de um segurança, que se colocou entre ambos. Ressalte-se que a passageira também gritava frases como ‘o Dino está aqui’, apontando para o ministro, em clara tentativa de incitar uma espécie de rebelião a bordo. A mulher somente cessou sua conduta após ser advertida pela aeromoça-chefe de cabine. Um agente da Polícia Federal lotado no aeroporto de São Luís foi acionado, adentrou o avião e informou à segurança do ministro que iria comunicar à Superintendência de Brasília”, informou a assessoria.

  • Futebol feminino: sem arbitragem, Flamengo x Botafogo sofre atraso

    Futebol feminino: sem arbitragem, Flamengo x Botafogo sofre atraso

    Roibu/Getty Images
    Imagem mostra pessoa com instrumento de arbitragem - Metrópoles

    Um caso inusitado ocorreu na noite desta sexta-feira (13/3). Pela 3ª rodada da Série A1 do Campeonato BrasileiroFeminino, o clássico Botafogo x Flamengosofreu atraso pois a equipe de arbitragem não estava no local para dar início ao duelo.

    Enquanto ambos os times estavam preparados no túnel do Nilton Santos, as jogadoras receberam a informação que a arbitragem ainda não havia chegado. Com isso, as atletas retornaram aos vestiários.

     

    A justificativa dada por Rafael Moura, delegado da partida, é que parte da equipe de arbitragem ficou presa no trânsito no Rio de Janeiro. A equipe de arbitragem teve que ser alterada para que o confronto não atrasasse mais. Juliana Martins e Jennifer Alves foram substituídas.

    No lugar das duas profissionais entraram Beatriz Geraldini e Rodrigo Miranda. Com isso, o quarteto ficou completo, além de Débora Cecília Cruz e Nayra da Cunha, que já estavam no Estádio Nilton Santos.

  • Exclusivo: novo advogado de Vorcaro se pronuncia e evita cravar delação

    Exclusivo: novo advogado de Vorcaro se pronuncia e evita cravar delação

    KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
    José Luis de Oliveira Lima, o novo advogado de Braga Netto, chega para reunião com Zanin no STF Metrópoles 1

    Conhecido no meio jurídico como “Juca”, o advogado José Luis Oliveira Lima confirmou à coluna, na sexta-feira (13/3), ter assumido a defesa do banqueiro Daniel Vorcaro.

    Em rápida conversa por telefone, Juca evitou, contudo, cravar se o dono do Banco Master fechará uma delação premiada. “Assumi o caso hoje. Ponto”, limitou-se a dizer.

     

    Após a insistência da coluna sobre o tema, Juca lembrou que já deu uma série de entrevistas dizendo que acha a colaboração premiada um “meio de defesa”.

    O advogado, contudo, negou que já tenha feito sondagens a integrantes da Polícia Federal e da PGR sobre possível delação de Vorcaro antes de assumir o caso.

    Juca, vale lembrar, comandou delações premiadas de figuras importantes na Lava Jato. Entre elas, a do empreiteiro Léo Pinheiro, ex-dono da construtora OAS.

    Mais recentemente, ele assumiu a defesa do general da reserva e ex-ministro Braga Netto, que acabou condenado junto a Jair Bolsonaro no inquérito do golpe.

  • Mariana: órgãos avançam na escolha de entidade que pagará indenizações

    Mariana: órgãos avançam na escolha de entidade que pagará indenizações

    Gustavo Basso/NurPhoto via Getty Images
    Imagem colorida da destruição causada pelo rompimento da barragem Lula - Metrópoles

    Belo Horizonte – O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o Ministério Público Federal (MPF), a Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais (DPMG) e o governo de Minas concluíram a primeira etapa do processo de seleção da instituição que ficará responsável por realizar pagamentos de indenizações e benefícios à população de Mariana, na Região Central do estado.

    A medida faz parte do acordo de repactuação relacionado aos danos causados pelo rompimento da barragem no município, ocorrido em novembro de 2015. Ao todo, três instituições foram pré-selecionadas.

    Nesta sexta-feira (13/3), um ofício com os nomes das entidades foi enviado à Samarco Mineração, que será responsável por conduzir a próxima fase do processo. Também foi encaminhado o Termo de Referência (TR) que estabelece as regras para a contratação da entidade que executará o chamado “Anexo 1 – Mariana e Reassentamentos” do acordo.

    As empresas selecionadas são: Ernst & Young Consultoria Contábil, Tributária e Perícias S/S; Fundação Getúlio Vargas e Instituto de Tecnologia e Desenvolvimento de Minas Gerais – H&P

    O que prevê o acordo

    De acordo com o documento, a instituição escolhida deverá operacionalizar diferentes pagamentos e programas destinados às pessoas atingidas. Entre as atribuições estão:

    • compensações financeiras pelo atraso na entrega dos reassentamentos coletivos e familiares;
    • indenizações por inadequações nas moradias dos reassentamentos;
    • compensação pela impossibilidade de fornecimento de água para atividades agrossilvopastoris;
    • compensação pela falta de alimentação animal;
    • pagamento de indenização individual de R$ 35 mil a pessoas que constam na lista exaustiva e que ainda não receberam indenização com quitação;
    • gestão do Programa de Transferência de Renda de Mariana (PTR Mariana).

    Próximas etapas

    A próxima fase do processo ficará sob responsabilidade da Samarco Mineração. As três entidades pré-selecionadas deverão ampliar a participação de outras instituições capacitadas para executar o Anexo 1, abrindo uma nova etapa do processo seletivo.

    Após a definição da proposta pela empresa, o resultado será avaliado por um comitê estadual formado pelo governo de Minas, pelo Ministério Público de Minas Gerais, pelo Ministério Público Federal e pela Defensoria Pública do Estado de Minas Gerais.

    Caberá a essas entidades analisar as propostas técnicas e comerciais e escolher a entidade que ficará responsável pelos pagamentos. A expectativa é que a instituição contratada inicie os trabalhos no segundo semestre de 2026.

    Sobre a tragédia

    Segundo dados do MPMG, o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, .  A ruptura despejou toneladas de rejeitos de mineração contaminando o Rio Doce e foi considerada a maior tragédia ambiental da história do Brasil.

  • PM atropela criança de 3 anos e xinga a mãe de "puta" em saída de creche. Vídeo

    PM atropela criança de 3 anos e xinga a mãe de "puta" em saída de creche. Vídeo

    Reprodução/Santa Portal
    PM atropela criança de 3 anos e xinga a mãe de "puta" em Santos - Metrópoles

    Um policial militar (PM) atropelou uma criança de três anos e, sem seguida, xingou a mãe do menino de “puta” no Morro São Bento, em Santos, no litoral de São Paulo, na última quarta-feira (11/3). O episódio aconteceu na saída de uma creche e foi registrado em vídeo. Veja:

    As imagens foram gravadas depois do atropelamento. O menino sofreu um ferimento no pé direito (foto em destaque). Não há informações sobre o estado de saúde da criança, que aparece no colo da mãe quando o policial passa a intimidar os presentes.

    Em dado momento, o PM, que é do 2º Batalhão de Ações Especiais (Baep) de Santos, xinga a mulher: “sua irresponsável, sua puta!”. Ele é segurado por outros agentes que estavam no local.

    A Secretaria da Segurança Pública (SSP) foi procurada para comentar o caso, mas não houve retorno até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto.

    Na mesma região em que a criança de 3 anos foi atropelada por um policial militar, . Ryan Silva Andrade Santos brincava em uma rua do Morro São Bento quando foi atingido por um disparo calibre 12 na barriga. Ele foi levado por familiares à Santa Casa do município, mas não resistiu.

    Os policiais estavam em uma suposta troca de tiros, e agiram em “legítima defesa”, conforme concluiu a Polícia Civil.

    Quatro meses após a morte do menino, um laudo apontou que o projétil que matou a criança partiu de um policial militar. À época, o coronel e porta-voz da corporação Émerson Massera confirmou que a origem do tiro que matou Ryan teria partido de uma arma da PM.

    Entre todos os suspeitos e PMs, o cabo Clóvis Damasceno de Carvalho Júnior, do 6º Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPM/I), era o único que portava uma espingarda calibre 12.7

    Em depoimento, ele e todos os colegas de corporação que participaram da ação afirmaram ser “improvável que o disparo que atingiu a criança tenha partido da arma de qualquer policial”.

    Os agentes consideraram que a distância, o terreno e o ângulo dos disparos impossibilitaria que um projétil acertasse Ryan. A criança estava na parte mais elevada da rua no momento em que os PMs trocaram tiros com os supostos traficantes – sendo dois adolescentes. Um dos suspeitos foi morto.