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  • Feijão preto ou vermelho? Veja qual tem mais ferro, fibras e proteína

    Feijão preto ou vermelho? Veja qual tem mais ferro, fibras e proteína

    Getty Images
    Feijão - Metrópoles

    O feijão é um alimento indispensável na mesa dos brasileiros. As opções para variar o grão nas receitas são diversas, com mais de uma dezena de tipos disponíveis. Em meio a essa rica variedade, a coluna Claudia Meireles destaca a potência nutricional de dois “campeões” do consumo: o preto e o vermelho.

    Para ajudar os leitores a entender as diferenças nutricionais dos dois, a nutricionista Sabina Donadelli, criadora do método Viver Mais, Viver Bem, apontou quais são as verdadeiras vantagens de cada feijão. Segundo ela, ambos são excelentes fontes de fibras, proteínas vegetais, ferro, potássio, magnésio e uma série de compostos antioxidantes importantes para a saúde.

    Existem pequenas diferenças, mas nada que torne um muito superior ao outro. Por exemplo, o feijão vermelho costuma apresentar um pouco mais de ferro e proteína, enquanto o feijão preto se destaca pela presença de antioxidantes ligados à coloração escura da casca”, explica a especialista.

    Foto de vários tipos de feijão - Metrópoles
    Existem diversos tipos de feijões

    Feijão vermelho X feijão preto

    Embora os dois tipos sejam extremamente nutritivos e possam fazer parte da alimentação com tranquilidade, a especialista desvenda algumas particularidades que podem garantir mais estratégia na hora de implementar uma alimentação mais consciente.

    “Os dois oferecem uma quantidade muito interessante de fibras alimentares, que ajudam no funcionamento do intestino, no controle da glicemia e na saciedade. Contudo, o feijão vermelho pode apresentar uma quantidade ligeiramente maior de fibras totais, mas a diferença é pequena“, salienta Sabina Donadelli.

    Almoço típico brasileiro, prato de arroz e feijão marrom.
    Arroz e feijão possuem uma combinação nutricional perfeita

    Em relação à proteína, a nutricionista esclarece que a diferença entre as duas é mínima.”Tanto o feijão preto quanto o vermelho oferecem proteínas vegetais importantes, especialmente quando consumidos em combinação com cereais, como o arroz“, explica.

    Segundo ela, a dupla favorita dos brasileiros forma um perfil de aminoácidos bastante interessante do ponto de vista nutricional. “Um simples prato de arroz e feijão é muito mais completo do que parece”, enfatiza.

    Quando questionada sobre qual escolha ela priorizaria consumir diariamente, Sabina foi enfática: o ideal é buscar a variedade. “Cada tipo de feijão tem pequenas diferenças no perfil de nutrientes e compostos bioativos. Recentemente, por exemplo, almocei em um restaurante que servia um prato com três tipos de feijão: preto, vermelho e branco. Achei a ideia ótima”, confidenciou a especialista.

    Ela conta que, para além do sabor, a junção de “espécies” diferentes torna a refeição naturalmente rica. “A diversidade alimentar é uma estratégia simples e muito poderosa para ampliar a oferta de nutrientes no dia a dia, como proteínas vegetais, fibras e minerais”, garante Sabina Donadelli.

    Benefícios para a saúde

    Quando se trata dos impactos do feijão para a saúde, Sabina Donadelli destaca que incluir o ingrediente diariamente na dieta pode ajudar em diversos índices de saúde. “Ele ajuda a regular o intestino, contribui para o controle da glicemia, favorece a saciedade e ainda participa da saúde cardiovascular“, reforça.

    Cada componente presente no alimento possui uma função específica para o organismo. “As fibras presentes no feijão, por exemplo, auxiliam na redução do colesterol e alimentam bactérias benéficas do intestino. Costumo dizer algo que repito bastante no consultório: quando um alimento simples atravessa gerações na cultura alimentar de um país, normalmente existe um bom motivo para isso”, brinca a especialista.

    Incluir o grão na rotina diária faz bem para o sistema cardiovascular

    Contraindicações

    De forma geral, Sabina garante que o feijão é muito bem tolerado pela maioria das pessoas. Contudo, algumas podem sentir mais gases ou desconforto intestinal, especialmente se não estão acostumadas a consumir fibras regularmente.

    “Uma prática tradicional que ajuda bastante é deixar o feijão de molho antes do preparo e descartar essa água antes do cozimento. Isso facilita a digestão”, recomenda a especialista.

    Além da sensação de estufamento, a nutricionista chama a atenção para a inclusão do alimento no dia a dia de indivíduos com condições de saúde específicas. “Pessoas com doença nos rins avançada ou dietas com restrições minerais devem sempre seguir orientação individualizada”, alerta.

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  • PF investiga suspeita de má gestão de R$ 390 milhões do fundo previdenciário no AM

    PF investiga suspeita de má gestão de R$ 390 milhões do fundo previdenciário no AM

    A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (6), a Operação Sine Consensu para investigar suspeitas de má gestão de recursos do Regime Próprio de Previdência Social do Estado do Amazonas (RPPS), ocorridas entre junho e setembro de 2024. A ação conta com apoio do Ministério da Previdência Social.

    De acordo com as investigações, cerca de R$ 390 milhões teriam sido aplicados em Letras Financeiras de instituições privadas, entre elas o Banco Master, sem a observância de normas de governança e das regras federais que regulamentam investimentos de fundos previdenciários. Também foram identificados indícios de falhas em controles internos e movimentações financeiras consideradas suspeitas.

    A operação cumpre sete mandados de busca e apreensão e determinou o afastamento de servidores públicos de suas funções.

    Os investigados poderão responder por crimes como gestão temerária e corrupção, que podem comprometer a segurança financeira de servidores ativos e aposentados do estado.

  • Seis municípios do Acre já receberam emendas de bancada federal em 2026

    Seis municípios do Acre já receberam emendas de bancada federal em 2026

    Seis municípios do Acre já receberam recursos provenientes de emendas parlamentares de bancada federal nos primeiros meses de 2026. Os dados constam em planilhas oficiais de execução orçamentária da União e mostram que Rio Branco lidera os repasses, seguida por Porto Acre e Rodrigues Alves.

    Ao todo, os pagamentos registrados até agora somam R$ 10,7 milhões destinados a cidades acreanas, todos classificados como despesas de capital, categoria usada para investimentos como obras, aquisição de equipamentos e melhoria da infraestrutura pública.

    Entre os municípios beneficiados, Rio Branco aparece com o maior volume de recursos já pagos neste ano. A capital recebeu R$ 3.736.547,08 em emendas de bancada.

    Os valores identificados nas planilhas estão classificados como despesas de capital, o que indica aplicação em projetos estruturantes, como obras públicas, compra de máquinas, equipamentos ou melhorias em serviços municipais.

    As emendas de bancada são propostas coletivamente pelos parlamentares de cada estado no Congresso Nacional e costumam financiar projetos considerados prioritários para as regiões representadas.

    Apesar dos pagamentos registrados para seis cidades, a maior parte dos municípios acreanos ainda não aparece com repasses executados em 2026 nesse tipo de emenda.

    Os pagamentos ocorrem conforme a execução orçamentária do governo federal e podem acontecer ao longo do ano, à medida que os projetos avançam e os recursos são liberados.

    As planilhas analisadas indicam apenas os valores pagos, sem detalhar o autor da emenda ou o objeto específico financiado em cada município.

  • Quando a voz rompe o silêncio: a denúncia de importunação sexual no ambiente de trabalho

    Quando a voz rompe o silêncio: a denúncia de importunação sexual no ambiente de trabalho

    Falar sobre violência sexual ainda exige coragem, sobretudo quando ela ocorre em um ambiente onde se espera segurança e respeito: o local de trabalho. Romper o silêncio, nesses casos, não significa apenas relatar um episódio doloroso, mas também enfrentar as reações que surgem quando uma mulher decide tornar público aquilo que muitos preferem minimizar.

    Foi o que aconteceu quando decidi falar sobre uma importunação sexual que sofri no ambiente profissional.

    Naquele primeiro momento, ao relatar o ocorrido, o que encontrei não foi o acolhimento esperado. Em vez disso, vieram respostas que tentavam relativizar a situação. Uma mulher afirmou que aquilo era “normal”, que o agressor já tinha esse tipo de comportamento. Um homem sugeriu que talvez eu fosse “simpática demais”. Também ouvi que denunciar só me traria desgaste.

    Para quem observa de fora, essas falas podem parecer pequenas. Mas, para quem vive uma situação de violência, elas pesam profundamente. Em momentos de dor e vulnerabilidade, o que mais se precisa é de escuta, respeito e acolhimento; não de dúvidas, justificativas ou tentativas de normalizar o inaceitável.

    Nesse caminho, encontrei algo fundamental: uma rede de apoio. Outras mulheres estenderam a mão, amigos estiveram presentes e acreditaram na minha palavra. Foi nesse apoio que encontrei força para seguir.

    O percurso, porém, esteve longe de ser simples. Precisei me afastar do trabalho por um longo período e enfrentei consequências que foram além do campo profissional. Houve impactos financeiros, além de desafios emocionais e psicológicos. Enquanto isso, o agressor mantinha sua vida social normalmente.

    Eu, por outro lado, precisava lidar com as consequências e com o processo silencioso de reconstrução emocional.

    Na delegacia, fui ouvida. As provas confirmaram a verdade dos fatos, e o processo judicial seguiu seu curso com a imparcialidade necessária para apurar o ocorrido.

    Relatar essa experiência não é apenas revisitar uma história pessoal. É também uma forma de dialogar com outras mulheres que talvez estejam lendo estas linhas e se reconhecendo em parte desse relato. Muitas podem ter vivido situações semelhantes – o choque, a indignação e, muitas vezes, o silêncio preso na garganta.

    Esse sentimento é compreensível. O medo, a dor e a hesitação fazem parte de uma realidade marcada por uma cultura que, durante muito tempo, ensinou mulheres a suportar, minimizar ou silenciar experiências de violência.

    Mas há algo importante que aprendi ao longo desse caminho: quando uma mulher decide falar, ela abre uma fresta de luz em um espaço que por muito tempo permaneceu na sombra.

    Nos últimos anos, inclusive, avanços institucionais têm reforçado a importância de enfrentar esse problema. Após o caso que vivi, em 2023, novas medidas legislativas foram aprovadas no Acre. A Lei nº 4.577/2025 passou a vedar a nomeação para cargos públicos de pessoas condenadas por violência doméstica ou crimes contra a dignidade sexual. Em Rio Branco, a Lei Municipal nº 2.560/2025 também estabeleceu a proibição da nomeação de condenados por violência contra a mulher ou crimes sexuais para cargos na administração pública.

    São iniciativas que reforçam uma mensagem essencial: a violência contra a mulher não pode ser ignorada nem naturalizada.

    Cada denúncia ajuda a trazer à luz um problema que, por muito tempo, permaneceu escondido atrás do silêncio.

    Para quem já viveu algo semelhante, é importante lembrar: o que você sentiu é legítimo. Sua dor é legítima. Sua indignação também é legítima.

    Denunciar vale a pena. A dignidade é um valor que nada pode superar. Quando uma mulher decide falar, ela não está sozinha. Sua voz encontra outras vozes, outras histórias e outras mulheres que também decidiram não se calar.

    E, juntas, pouco a pouco, vamos rompendo o silêncio que por tanto tempo tentou nos impedir de viver com dignidade.

    Por Ytamares Macedo, servidora pública, advogada e mulher que denunciou importunação sexual no ambiente de trabalho.

  • Pastor morre após sexo com amante em motel; esposa reconheceu corpo

    Pastor morre após sexo com amante em motel; esposa reconheceu corpo

    Reprodução / Redes sociais
    pastor-morre-em-motel

    Um pastor evangélico de 53 anos morreu após passar mal dentro de um motel no bairro Canaazinho, em Ipatinga (MG), na quarta-feira (4/3).

    Moisés Galdino (foto em destaque) estava acompanhado de uma mulher, que acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) após o homem começar a apresentar sinais de infarto.

    A Polícia Militar de Minas Gerais também foi chamada. Quando os militares chegaram ao local, a mulher já havia ido embora.

    Antes, porém, ela relatou a socorristas do Samu que a vítima era casada e que, por isso, não aguardaria a chegada da polícia. Ainda segundo o relato, Moisés teria desmaiado e caído após manter relação sexual.

    A equipe médica iniciou imediatamente os procedimentos de reanimação, que duraram cerca de uma hora, com o uso de todos os recursos disponíveis.

    Apesar dos esforços, o pastor não resistiu e teve a morte confirmada ainda no local. Segundo o Samu, não foram identificados sinais de violência no corpo.

    A mulher do pastor reconheceu o cadáver.

    A coluna Na Mira tenta localizar a defesa de Moisés Galdino. O espaço permanece aberto para manifestações.

  • Homem com nanismo denuncia discriminação no TAF para delegado da PCMG

    Homem com nanismo denuncia discriminação no TAF para delegado da PCMG

    Reprodução / Redes sociais
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    O goiano Matheus Matos, de 25 anos, formado em Direito, denunciou ter sido vítima de discriminação durante o Teste de Aptidão Física (TAF) do concurso para delegado da Polícia Civil de Minas Gerais. O homem, que tem nanismo, e afirma que não recebeu o devido suporte, previsto em lei, para realização da prova.

    Matheus conta que começou a faculdade de Direito em 2019 já com um objetivo claro: tornar-se delegado de polícia.

    “Nunca passou pela minha cabeça exercer outro cargo. Eu nunca tive um plano B”, afirma.

    Imagens: 

    Risadas e deboche

    De acordo com Matheus, mesmo enfrentando preconceito ao longo da trajetória — muitas vezes sendo alvo de risadas e comentários de deboche quando dizia qual era o seu sonho — ele seguiu firme nos estudos. Após anos de dedicação, ele foi aprovado em todas as fases teóricas do concurso para Delegado da Polícia Civil de Minas Gerais. Em 2025, também conseguiu aprovação na prova discursiva e na prova oral do certame.

    No entanto, segundo Matheus, o sonho começou a ser interrompido na fase do Teste de Aptidão Física.

    “Eu me vi diante de um desafio enorme, porque a minha condição me impedia de realizar alguns testes físicos dentro dos parâmetros exigidos pela banca FGV. Por isso, solicitei administrativamente a adaptação do TAF, como prevê a legislação para pessoas com deficiência. Porém, a banca foi omissa e permaneceu inerte, desrespeitando direitos garantidos por lei”, relata.

    De acordo com ele, mesmo sendo candidato PCD, foi obrigado a realizar o teste nas mesmas condições aplicadas aos demais concorrentes, sem qualquer tipo de adaptação.

    “Eu tive que fazer o TAF em condições normais, sem adaptação, o que viola o princípio da isonomia e a própria Constituição Federal. Acabei eliminado no teste de impulsão horizontal, que exigia um salto mínimo de 1,65 metro. Devido à minha condição física, aquilo era simplesmente impossível”, desabafa.

    Matheus afirma ainda que não foi o único prejudicado e que outros candidatos com deficiência também teriam sido eliminados na mesma fase.

    Apesar da eliminação, ele diz que não pretende desistir do sonho que começou ainda nos primeiros períodos da faculdade.

    Não é o meu tamanho que vai delimitar o meu sonho. Eu lutei anos para chegar até aqui e continuo acreditando que posso ser delegado”, conclui.

    A coluna Na Mira entrou em contato com a PCMG e a banca FGV. O espaço segue aberto para posicionamentos.

  • CNJ afasta desembargador que beneficiou refinaria ligada ao PCC

    CNJ afasta desembargador que beneficiou refinaria ligada ao PCC

    Reprodução/ PEC-RJ
    Fachada do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

    A Corregedoria Nacional de Justiça determinou, nesta sexta-feira (6/3) o afastamento imediato das funções de Guaraci de Campos Vianna, desembargador integrante da 6ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ).

    A partir da análise de reclamação disciplinar apresentada pela Fazenda Nacional foram identificados indícios de que o magistrado proferiu decisões consideradas pelo CNJ como manifestamente absurdas em processo relacionado à recuperação judicial da Refinaria de Petróleos de Manguinhos S.A.

    O contexto está diretamente associado à Operação Carbono Oculto — uma das maiores já realizadas no país no combate a fraudes fiscais, adulteração de combustíveis e lavagem de dinheiro no setor, com indícios de infiltração da organização criminosa PCC e estimativa de sonegação superior a R$ 7,6 bilhões.

    Tais atos, segundo apuração, foram praticados em flagrante descumprimento de decisão expressa do presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), proferida na Suspensão de Segurança n.º 3666, que havia determinado a suspensão imediata do feito por reconhecer risco de grave lesão à ordem pública e aparente teratologia das decisões proferidas.

    Honorários

    Mesmo ciente do comando da Corte Superior — de observância obrigatória e imediata —, o desembargador prosseguiu na instrução, autorizou o levantamento dos honorários e expediu ofício à Receita Federal para viabilizar o início dos trabalhos periciais, esvaziando na prática os efeitos da suspensão determinada pelo STJ.

    Em razão da gravidade dos indícios identificados em desfavor do desembargador, por determinação do corregedor Nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques, foi determinado o afastamento cautelar do requerido do exercício de todas as suas funções no âmbito do TJRJ.

    O desembargador está proibido de entrar nas sedes dos fóruns e do Tribunal de Justiça. Na mesma ocasião, foram determinadas diligências para o aprofundamento das investigações, ainda em andamento, bem como a realização de correição extraordinária presencial.

  • Servidor do Detran de Rondônia testa positivo para MPOX

    Servidor do Detran de Rondônia testa positivo para MPOX

    Um servidor do Departamento Estadual de Trânsito de Rondônia (Detran-RO) testou positivo para MPOX. Após a confirmação do caso, a Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa) deve realizar uma ação de orientação e prevenção no órgão nesta sexta-feira (6). O servidor Saimon Flores, que atua diretamente em fiscalizações da Operação Lei Seca e em […]

  • TJ do Amapá aprova criação da 10ª vaga de desembargador

    TJ do Amapá aprova criação da 10ª vaga de desembargador

    O Pleno Administrativo do Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP) aprovou, por unanimidade a criação de mais uma vaga para desembargador na corte, passando de nove para dez integrantes.

    No início de fevereiro, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) já havia aprovado um anteprojeto de lei do TJAP que será encaminhado à Assembleia Legislativa do Amapá (Alap) para análise e votação.

    A proposta altera um dispositivo de 2002 que regulamenta a organização dos quadros de pessoal e os planos de carreira do Poder Judiciário estadual.

    De acordo com o relatório apresentado pelo presidente do TJAP, desembargador Jayme Ferreira, apesar da alta produtividade do Judiciário amapaense, existe um desequilíbrio entre o volume de processos julgados na primeira e na segunda instância.

    Segundo ele, enquanto o primeiro grau atinge 100% das metas estabelecidas, o segundo grau alcança apenas 69%, o que configura um gargalo no andamento dos processos.

    “O primeiro grau alcança 100% das metas, mas o segundo grau permanece em 69%, configurando um gargalo permanente que justifica a ampliação pontual do colegiado”, afirmou o presidente do tribunal.

    Jayme Ferreira também destacou que a Lei Orgânica da Magistratura proíbe a convocação frequente e provisória de juízes de primeira instância para atuar em colegiados de segundo grau, prática que acaba sendo utilizada como solução temporária para suprir a demanda.

    De acordo com o próprio TJAP, a criação de um novo gabinete de desembargador deve gerar um custo anual superior a R$ 4 milhões aos cofres públicos. Ainda assim, o tribunal afirma que as despesas serão absorvidas pelo orçamento e que a medida deve contribuir para reduzir o tempo de espera pelos julgamentos.

    A escolha do novo desembargador será feita pelo critério de merecimento, entre magistrados que já integram o quadro de juízes do tribunal.

  • Roraima lidera ranking de áreas urbanas vulneráveis a enchentes no Brasil

    Roraima lidera ranking de áreas urbanas vulneráveis a enchentes no Brasil

    Roraima é o estado brasileiro com a maior proporção de áreas urbanas em situação de risco de enchentes. É o que aponta um levantamento do MapBiomas, plataforma que monitora o uso e a cobertura do solo no país, divulgado nesta quarta-feira (4).

    De acordo com o estudo, cerca de 9,1 mil hectares — o equivalente a 46,4% de toda a área urbanizada do estado — estão localizados a menos de três metros de altura de rios ou cursos d’água. Essa faixa é considerada a mais suscetível a alagamentos e inundações.

    Na prática, os dados indicam que quase metade das áreas com residências, ruas e infraestrutura urbana em Roraima estão situadas em terrenos baixos e muito próximos de rios, o que aumenta significativamente o risco de enchentes.

    As informações são referentes a 2024, ano mais recente analisado pelo levantamento. Roraima aparece à frente do Rio de Janeiro, que possui 43% de sua área urbanizada em zonas vulneráveis, e do Amapá, com 37,6%.

    Segundo o MapBiomas, o avanço das cidades sobre áreas próximas a rios é um padrão histórico no Brasil e se torna cada vez mais preocupante diante do aumento da frequência de eventos climáticos extremos.

    O MapBiomas é uma iniciativa que reúne universidades, organizações não governamentais e empresas de tecnologia com o objetivo de monitorar as mudanças no uso da terra no Brasil. Os dados produzidos pela plataforma são públicos e gratuitos.