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  • O Nobel de pólvora de Trump no Irã

    O Nobel de pólvora de Trump no Irã

    Carla Sena/ Arte Metrópoles
    Montagem com as imagens de Donald Trump e do líder supremo do Irã, Ali Khamenei -- Metrópoles

    Donald Trump sempre gostou de vender a imagem do negociador implacável que traria a paz ao mundo. Pois bem, o figurino caiu.

    Em um pronunciamento unilateral – sem o incômodo de jornalistas fazendo perguntas -, Trump tentou justificar os ataques ao Irã com um amontoado de meias verdades e a velha retórica do “perigo nuclear”.

    O que Trump não disse é que os ataques ocorreram na antivéspera de uma rodada crucial de negociações em Viena. Enquanto diplomatas se preparavam para tentar restabelecer o acordo nuclear, os mísseis americanos e israelenses trataram de “decapitar” a liderança iraniana em Teerã.

    A gravidade do lance reside na ausência de lastro factual. Não foram apresentadas provas de que o programa nuclear do Irã havia sido descongelado ou de que o país possuía mísseis prontos para um ataque iminente.

    Sem evidências e sem o aval do Conselho de Segurança da ONU, Trump resolveu agir por conta própria, ignorando ritos e atropelando aliados.

    Esta é uma guerra que parece interessar muito mais ao governo de Israel do que aos próprios Estados Unidos. Trump, que pleiteava o Prêmio Nobel da Paz por supostamente interromper conflitos, agora mergulha o planeta em uma incerteza perigosa.

    O que era para ser uma “operação rapidíssima” já virou, nas palavras do próprio presidente, uma guerra que pode durar semanas – ou meses.

    A máscara de “pacificador” ficou no chão do Salão Oval. No xadrez do Oriente Médio, Trump preferiu o xeque-mate sangrento à paciência da diplomacia. O mundo, que esperava a estabilidade prometida em campanha, agora assiste ao espetáculo da destruição transmitido ao vivo.

    Certamente não é a paz mundial quem ganha com isso.

  • Motta pede ajuda a líderes contra redução da maioridade penal

    Motta pede ajuda a líderes contra redução da maioridade penal

    LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova
    Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), fala ao Metrópoles sobre agenda da Casa e sobre as eleições de 2026

    O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), pediu ajuda a líderes partidários aliados para retirar a redução da maioridade penal do texto da PEC da Segurança. A proposta será votada nesta semana na Casa.

    Segundo apurou a coluna, Motta procurou líderes do Centrão nos últimos dias e pediu um esforço para barrar a aprovação do trecho. A avaliação de Motta é de que maioridade penal pode dificultar a aprovação da PEC.

    A coluna apurou que, entre as lideranças que se comprometeram a ajudar o presidente da Câmara, há líderes que defendem a tese da redução da maioridade penal, mas entendem que os argumentos de Motta são válidos.

    A ideia articulada pelo presidente da Câmara prevê a apresentação de um destaque para votar em separado o trecho da PEC da Segurança que prevê a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos em alguns casos.

    A estratégia é a mesma utilizada por Motta na semana passada para retirar do PL Antifacção a criação da Cide-Bets, contribuição que incidiria sobre as apostas online e seria destinada ao combate ao crime organizado.

    A promessa de Motta ao governo

    Auxiliares do presidente Lula (PT) disseram à coluna, sob reserva, que o presidente da Câmara prometeu aos líderes do governo retirar o trecho sobre a maioridade penal da PEC.

    Na avaliação de integrantes da articulação política do Palácio do Planalto, há um entendimento de que o tema deve ser discutido em uma proposta separada e em outro momento.

    Relator nega pedido para retirar redução da maioridade

    Na sexta-feira (27/2), a coluna noticiou que o relator da PEC da Segurança, Mendonça Filho (União-PE), negou o pedido do ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, para retirar a redução da maioridade penal do texto.

    Em seu parecer, o relator propõe reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos nos casos de crimes violentos ou com ameaça à pessoa. O texto prevê que a decisão do Congresso seja submetida a referendo popular nas eleições de 2028.

  • PT coloca Leandro Grass na corrida pelo governo do DF

    PT coloca Leandro Grass na corrida pelo governo do DF

    Direção do PT aponta Leandro Grass como candidato ao governo do Distrito Federal

    Ex-deputado e atual presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Leandro Grass deve ser o candidato que o PT apoiará para o governo do Distrito Federal nas eleições de outubro.

    A informação consta em um mapeamento realizado pelo partido do presidente Lula sobre os  palanques estaduais da legenda, ao qual a coluna teve acesso.

    Nesse cenário, a sigla não apoiaria o ex-interventor federal do DF e atual presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Ricardo Capelli.

    A situação do Senado Federal

    De acordo com o mapeamento interno do partido, a deputada federal Érika Kokay será uma das apostas da legenda para o Senado Federal.

    Já Leila Barros (PDT) continua sendo uma opção que a sigla ainda avalia apoiar.

  • Lulinha vai acusar amiga lobista de usar seu nome em Farra do INSS

    Lulinha vai acusar amiga lobista de usar seu nome em Farra do INSS

    Arte/ Metrópoles
    Lulinha e Roberta Luchsinger

    A estratégia para defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, será sustentar que a lobista Roberta Luchsinger utilizava o nome do filho mais velho do presidente sem autorização para fechar negócios com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.

    Além de se distanciar de Luchsinger, a defesa também pretende atribuir responsabilidades ao sócio de Lulinha, Kalil Bittar, e à publicitária Danielle Miranda Fonteles para reforçar que seu nome foi usado para abrir portas sem seu consentimento.

    Como revelou a coluna, dois ex-integrantes do alto escalão do INSS firmaram acordo de delação premiada e relataram o suposto envolvimento de Lulinha no esquema. O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico do empresário.

    A coluna mostrou ainda que Lulinha viajou com o Careca do INSS em deslocamento custeado pelo operador, que arcou com as passagens e demais despesas. À época, a defesa alegou que o fato de ambos estarem no mesmo voo não significava que tivessem viajado juntos — versão contrariada por documentos que registram a emissão dos bilhetes.

    A viagem ocorreu em novembro do ano passado. Relatórios da Polícia Federal detalham inclusive as poltronas ocupadas: o Careca do INSS estava no assento 3A; Lulinha, no 6J. Ambos na primeira classe e em lugares de janela. Diante dos documentos e do avanço das investigações, a nova versão é que eles viajaram, mas não fecharam nenhum negócio.

    Quem é a lobista que Lulinha acusa de ser elo com Careca do INSS

    Roberta Luchsinger foi alvo de mandado de busca e apreensão em 18 de dezembro por seu envolvimento com o Careca do INSS.

    Como mostrou a coluna, a proximidade dela com a família do filho do presidente é tanta que Luchsinger tem uma tatuagem de “melhores amigas” com Renata Abreu Moreira, esposa de Fábio Luís Lula da Silva.

    A lobista também divide uma mansão no Lago Sul, área nobre de Brasília, com Lulinha. Após a saída dele do Brasil para Madri, é Roberta quem passou a morar na casa antes frequentada pelo filho do presidente nas suas viiagens para capital. Na mansão, Lulinha teve reuniões com Careca do INSS e costumava fazer festinhas regadas a bebidas, segundo apurou a coluna.

    “Minha bff e eu eternizadas na pele e no coração! Love u”, escreveu Luchsinger em publicação no Instagram, em 30 de março de 2024 na qual mostrou. A sigla “bff” significa “best friends forever” (“melhores amigas para sempre”).

    Principal doadora da campanha de Lula

    Neta de um ex-acionista do banco Credit Suisse, a lobista foi uma das principais doadoras da campanha presidencial de 2022. Segundo colaborador da Polícia Federal, ela teria intermediado a aproximação entre o filho do presidente e o Careca do INSS na prospecção de negócio envolvendo a venda de canabidiol ao Sistema Único de Saúde (SUS).

    Para a PF, Luchsinger é “integrante vinculada ao núcleo político da organização criminosa liderada por Antônio Carlos Camilo Antunes”. A corporação solicitou o monitoramento dela por tornozeleira eletrônica, mas o pedido foi negado por Mendonça. Em contrapartida, o ministro determinou a entrega do passaporte e proibiu sua saída do país.

    “Sua atuação se revela essencial para a ocultação de patrimônio, movimentação de valores e gestão de contas bancárias e estruturas empresariais utilizadas como instrumentos de lavagem de capitais”, registra trecho da decisão.

    A referência remete a boato que circulou nas redes sociais em 2015, atribuindo falsamente a Lulinha a propriedade da marca de carnes Friboi. A empresa pertence, na realidade, ao frigorífico JBS, dos irmãos Wesley e Joesley Batista.

     

  • Mega-Sena pode pagar R$ 160 milhões hoje (3/3). Saiba como apostar

    Mega-Sena pode pagar R$ 160 milhões hoje (3/3). Saiba como apostar

    Rafaela Felicciano/Metrópoles
    Mega-Sena - Metrópoles

    O concurso 2979 da Mega-Sena pode pagar prêmio de R$ 160 milhões nesta terça-feira (3/3). O sorteio será realizado a partir das 21h no Espaço da Sorte, em São Paulo.

    As apostas podem ser feitas até às 20h pelo site oficial da Caixa Econômica ou em casas lotéricas.

    O sorteio é transmitido ao vivo pelas redes sociais da Caixa e o resultado pode ser conferido no Metrópoles.

    No último sorteio da Mega-Sena, no sábado (28/2), ninguém acertou as seis dezenas e o prêmio acumulou mais uma vez.

    Como apostar na Mega-Sena

    Para jogar, é preciso escolher de seis a 15 dezenas por cartela. O jogo simples da Mega-Sena, com seis números, custa R$ 6 e oferece uma chance em 50.063.860 de ganhar o prêmio principal. Com 15 números, a probabilidade aumenta para 1 em 10.003 por cartela.

    As apostas podem ser feitas online, para maiores de 18 anos, ou presencialmente em casas lotéricas e agências da Caixa, até às 20h do dia do sorteio. O cadastro online exige registro no site oficial, cartão de crédito e confirmação por e-mail.

     

  • Conflito no Irã: ao menos 176 crianças morreram desde sábado

    Conflito no Irã: ao menos 176 crianças morreram desde sábado

    Fatemeh Bahrami/Anadolu via Getty Images
    Nuvem de fumaça escura sobe após Teerã ser atingido por bombardeiro - Metrópoles

    Pelo menos 176 crianças e adolescentes morreram no conflito no Irã desde o ataque dos Estados Unidos e de Israel no sábado (28/2). O número foi divulgado pela ONG de direitos humanos no Irã Hrana na segunda-feira (2/3).

    De acordo com a ONG, ao todo 742 civis morreram desde o início do conflito, sendo que 624 mortes relatadas estão sob análise. Somente nas últimas 24 horas foram registradas 85 mortes.

    Os números são obtidos por meio de comparação de relatórios de campo, fontes locais, contatos médicos e de emergência e material disponível em fontes abertas.

    Escola é atingida

    No sábado, uma escola para meninas foi atingida pelos ataques. No momento, havia 170 alunas no prédio. De acordo com o Irã, 168 crianças foram mortas na ação.   Segundo a emissora estatal iraniana IRIB, milhares de pessoas compareceram ao velório das meninas nesta terça-feira (3/2).

    Em um comunicado divulgado nas redes sociais, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) expressou profunda preocupação com o impacto dos ataques militares e que “ataques contra instituições educacionais colocam em risco alunos e professores e prejudicam o direito à educação”.

    A ganhadora do Nobel da Paz Malala Yousafzai também disse que estava com o coração partido.

    “O assassinato de civis, especialmente crianças, é inconcebível e eu o condeno inequivocamente”, disse ela em uma publicação nas redes sociais.

     

  • Chefão do golpe do pneu comanda jurídico de sindicato das oficinas do DF

    Chefão do golpe do pneu comanda jurídico de sindicato das oficinas do DF

    Reprodução
    Maurício Fernando Saraiva de Oliveira

    Apontado como chefe do esquema que aplicava o “golpe do pneu” contra idosos em oficinas mecânicas, Maurício Fernando Saraiva de Oliveira, 59 anos,também ocupa o cargo de diretor jurídico do Sindicato das Empresas de Serviços e Indústrias Mecânicas e Reparadoras de Automóveis Caminhões, Tratores, Motos e Autopeças do Distrito Federal (Sindirve-DF).

    A coluna Na Mira apurou que Maurício tomou posse na diretoria do sindicato em abril de 2024. A reportagem obteve acesso à ata da eleição, que confirma a nomeação do empresário para o cargo.

    Conforme o documento, os diretores empossados exerceriam mandato de três anos, com término previsto para 2027.

    À época em que tomou posse como diretor da entidade, Maurício já possuía uma condenação em primeira instância que determinou um ano de reclusão e quatro anos e sete meses de detenção em regime semiaberto por crimes contra o consumo e associação criminosa.

    Em 2021, o investigado também foi um dos alvos da Operação Rota Scam I. O foco da investigação era empresas do grupo Grid Pneus, vinculadas a Maurício, que já aplicavam a mesma modalidade de golpes contra idosos.

    Mesmo após a condenação, os investigadores identificaram um padrão que reforçou a suspeita de continuidade criminosa. As empresas mudavam frequentemente de nome e de sócios, mas permaneciam nos mesmos endereços, estratégia interpretada como tentativa de ocultar os verdadeiros responsáveis.

    Ao Metrópoles, o presidente do Sindirve, Carlos Kobayashi, informou que a entidade repudia qualquer ato de ilegalidade ou práticas abusivas contra consumidores.

    “A diretoria estará tomando todas as iniciativas dos bons costumes e a legalidades”, afirmou.

    Operação Rota Scam III

    Na última quarta-feira (25/2), Maurício foi preso temporariamente no âmbito da Operação Rota Scam III que apura denúncias de um esquema criminoso que tinha idosos como alvo dentro de oficinas mecânicas.

    A coluna Na Mira apurou que os comércios estão localizados na Asa Sul, no Sudoeste, em Taguatinga Sul e Santa Maria.

    As oficinas envolvidas no esquema são:

    De acordo com as investigações, as lojas são comandadas por Maurício, identificado como chefão da quadrilha.

    Mesmo com as empresas investigadas formalmente registradas em nome de terceiros, os chamados “laranjas”, a Polícia Civil do DF (PCDF) reuniu uma sequência de provas que apontam o empresário como líder do esquema.

    A PCDF concluiu que os sócios “de direito” das atuais oficinas investigadas mantêm laços diretos com as firmas de Mauricio investigadas em 2021, seja por relações familiares ou por vínculos empregatícios.

    Na sexta-feira (27/2), a Justiça do DF decidiu pela substituição da prisão temporária por prisão domiciliar, após pedido da defesa. Além do recolhimento domiciliar, foram impostas medidas cautelares pelo prazo de 30 dias, dentre elas proibição de manter contato com outros investigados.

    Troca de pneu por R$ 20 mil

    Os alvos principais dos criminosos eram idosos, escolhidos pela vulnerabilidade. Ao buscar um simples reparo, como a troca de um pneu, a vítima era induzida a autorizar serviços desnecessários. Depois, surgiam “novos defeitos” e os orçamentos disparavam para valores entre R$ 15 mil e R$ 20 mil.

    Quando questionavam o preço do serviço, os clientes eram pressionados e coagidos. O esquema era marcado por fraude, intimidação e exploração da boa-fé de pessoas idosas. Em alguns episódios, caso se recusassem a efetuar o pagamento do valor cobrado, as oficinas ameaçavam reter os veículos das vítimas.

    Outras ocorrências anteriores também vieram à tona, como o caso de um homem de 75 anos que, em 2022, foi coagido a pagar R$ 17,7 mil em serviços feitos de maneira indevida em uma das oficinas investigadas.

    Em 2025, outro idoso de de 79 anos foi uma vítima da empresa JK Pneus. Ele havia procurado a oficina somente para realizar o balanceamento da roda dianteira do carro, mas ao retornar no local lhe apresentaram um orçamento de R$17,5 mil. Após muito reclamar, acabou pagando R$ 10 mil pelo serviço.

    O prejuízo que as vítimas sofreram é estimado pela PCDF em mais de R$ 600 mil.

    A reportagem entrou em contato com a defesa de Maurício para solicitar posicionamento, mas não obteve retorno até o fechamento da matéria. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.

  • Esposa de Pedro Turra é investigada por ameaçar jovem que denunciou tortura

    Esposa de Pedro Turra é investigada por ameaçar jovem que denunciou tortura

    Material obtido pelo Metrópoles
    Piloto obriga menor a tomar vodca

    A esposa de Pedro Turra, Lauanny Faria Braier Borges, 18 anos, está sendo investigada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por ameaçar a amiga que denunciou o ex-piloto da Fórmula Delta por forçá-la a beber e torturá-la com taser. 

    Segundo o boletim de ocorrência, o qual o Metrópoles teve acesso com exclusividade, a jovem conta que passou a receber mensagens e ligações da esposa de Turra com ameaças após a denúncia de que foi obrigada a ingerir bebida alcoólica. 

    De acordo com o registro, Lauanny ameaçou expor vídeos pessoais da vítima, caso ela não desistisse da ocorrência registrada contra o piloto.

    Prints de conversas mostram que esposa de Turra chegou a mandar mensagens para mãe da vítima, alegando que a adolescente havia prestado falso testemunho. No mesmo texto, ela afirma que a menina não é quem eles pensam “reveja quem é a filha de vocês”, ela escreve para a mãe da jovem que afirma ter sido torturada por Turra.

    Veja:

    Na mesma conversa, Lauanny enviou dois vídeos da jovem e completou dizendo que “tem muito mais” e que iria “postar tudo”.

    Na ocorrência policial, a jovem afirmou que manteve amizade com a esposa de Turra e com o piloto por mais de dez anos e, por isso, acredita que Lauanny possa ter fotos ou vídeos que possam expô-la.

    A jovem também denunciou a esposa de Turra por difamação em publicações nas redes sociais relacionadas ao caso da denúncia contra piloto.

    Em algumas dessas mensagens, Lauanny chamou a jovem de “maior alcoólatra” e que a mesma “se passa de anjinha”.

     

    O inquérito policial foi encaminhado ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) por coação no curso do processo à 2ª Vara Criminal de Águas Claras.

    A denúncia

    O Metrópoles não conseguiu localizar a defesa de Lauanny Faria Braier Borges. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.

    Prazer em humilhar

    A adolescente que denunciou a ameaça feita pela esposa de Turra é a mesma que expôs uma sequência de episódios de violência e humilhação que, segundo ela, intensificaram-se ao longo de 2025. De acordo com o depoimento da vítima, Turra demonstrava “prazer em humilhar”.

    Em uma das denúncias, ela conta ter sido torturada com uma arma de choque por 10 minutos enquanto implorava para que as agressões cessassem.

    Segundo a adolescente, ela entrou em desespero e começou a implorar aos prantos para ele parar, mas o piloto só ficava rindo e continuava a dar choques nela.

    Em um outro episódio, ela contou que Turra ofereceu um pudim para que ela comesse.

    Desconfiada, questionou a oferta, mas ele teria garantido que “estava tudo bem”. Depois que ela consumiu o doce, o ex-piloto de Fórmula Delta afirmou que havia comido e regurgitado o alimento antes de entregá-lo.

    A adolescente disse ter ficado “muito enojada, a ponto de chorar e vomitar”.

    A jovem também descreveu um episódio ocorrido em setembro de 2025, quando estava em uma lancha com integrantes do grupo de amigos no Clube Cota Mil, no Setor de Clubes Esportivos Sul.

    Segundo o relato, enquanto estava sentada à beira da lancha, foi surpreendida por um empurrão dado por Turra, que a fez cair na água.

    Apesar de saber nadar, afirmou que engoliu água ao cair, por ter sido pega de surpresa. Como não havia escada na embarcação, a jovem pediu ajuda para subir, mas, segundo ela, Turra e outro amigo apenas riram.

    A adolescente disse que precisou nadar até o deck para sair do lago e que sofreu arranhões nas pernas ao subir.

  • Macarrão e fitoterápicos: como são os dias de Zambelli presa na Itália

    Macarrão e fitoterápicos: como são os dias de Zambelli presa na Itália

    Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto
    Carla Zambelli

    Presa há 219 dias na Itália, a ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) tem passado os dias fugindo do frio, alimentando-se de massas e frutas e medicando-se com remédios fitoterápicos e tratamentos naturais.

    As informações são do deputado estadual, Bruno Zambelli (PL-SP), irmão de Carla, que tentará a reeleição na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). No domingo (1º/3), ele foi à manifestação bolsonarista na Avenida Paulista acompanhado da mãe, Rita Zambelli, que também irá concorrer às eleições pelo PL, como candidata a deputada federal, com o slogan “sou a voz da minha filha”.

    Carla Zambelli está na prisão Germana Stefanini, que é a penitenciária feminina do Complexo de Rebibbia, composto por quatro presídios, em Roma.

    De acordo com Fabio Pagnozzi,  advogado da ex-parlamentar, no ano passado ela foi hostilizada por outras detentas e teve de trocar de ala.

    “Ela estava numa cela no primeiro andar, que seria a cela dos agressivos, a cela dos homicidas, e a gente fez um pedido para que ela mudasse pro terceiro andar”, informa Pagnozzi.

    No terceiro andar, Zambelli fica com a porta da cela aberta, pode circular nas dependências do presídio e tem acesso ao pátio. Quando estava no primeiro andar, ela ficava trancada e podia sair para os corredores apenas por 30 minutos diários.

    Xenofobia, problemas com a balança e saúde mental

    Pagnozzi diz que a sua cliente relatou que foi vítima de bullying e ofensas xenofóbicas. Já o senador Magno Malta (PL-ES), que visitou a deputada no ano passado, disse em um culto evangélico que Zambelli chegou a ser agredida fisicamente. A defesa da parlamentar não recebeu essa informação.

    A comunicação com o mundo exterior é feita pelo correio ou e-mail. Segundo Bruno Zambelli, o irmão de Carla, a comunicação mais eficiente é por meio de cartas escritas à mão. Ele envia a carta em um dia, e normalmente recebe uma resposta três dias depois. A ex-deputada tem se dedicado aos estudos de italiano e, por vezes, mistura os idiomas.

    O frio tem sido um inimigo de Carla Zambelli no inverno italiano. Ela pede para comer alimentos quentes e a alimentação na penitenciária italiana é baseada em massas. A dieta deixou a ex-parlamentar com problemas com a balança.

    Por outro lado, a saúde mental de Zambelli parece estar em dia. Os relatos é de que ela está lúcida e passou por uma alteração medicamentosa. No Brasil, tomava muitos remédios psiquiátricos e para fibromialgia, que foram trocados por tratamentos naturais e “gotinhas” fitoterápicas. Ela manteve apenas um remédio desenvolvido em laboratório para regular os batimentos cardíacos.

    Esperança no julgamento italiano

    No momento, os familiares de Zambelli esperam por uma decisão da Justiça italiana, que julga a extradição da ex-deputada.

    Em 10 de fevereiro, ela participou de uma audiência na chamada “Corte de Apelo”, o que poderia ser comparado à segunda instância da Justiça brasileira. A decisão na Itália tem demorado mais do que o comum. A defesa diz que já deveria ter tido um resultado há mais de uma semana.

    O julgamento não deve parar por aí. Se Zambelli conseguir uma decisão favorável, o Ministério Público italiano deve recorrer. Caso a ex-deputada tenha um resultado negativo, a defesa também irá tentar levar a última instância, que é a “Corte de Cassação”.

    No Brasil, Zambelli foi condenada por dois crimes no Supremo Tribunal Federal (STF). Em agosto, foi condenada a 5 anos e 3 meses de prisão por porte ilegal de arma, no episódio em que perseguiu um eleitor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), às vésperas das eleições de 2022. Em dezembro, a ex-deputada foi condenada a 10 anos por ajudar o hacker Walter Delgatti a invadir os sistemas informáticos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

    As duas condenações são julgadas na Itália como requisitos da extradição. Para a volta de Zambelli ao Brasil ser efetivada, os crimes têm de ser compatíveis com a justiça italiana. O advogado Fabio Pagnozzi defende que não é o caso da invasão aos sistemas da Justiça brasileira, mas que o STF acelerou o trânsito em julgado do porte ilegal de arma para complicar a vida da ex-deputada.

    O irmão acredita que a justiça italiana está sensibilizada com o caso da irmã e começa a assimilar a tese de perseguição política defendida pela família.

    “Estão vendo também o que está acontecendo com o [ex-presidente] Jair Bolsonaro, estão vendo o que está acontecendo com [os ex-deputados] Eduardo [Bolsonaro], com o [Alexandre] Ramagem. Não é exclusivo, não é um negócio só com ela”, diz Bruno Zambelli.

    Zambelli agora tem três possibilidades: ser extraditada pela Justiça, cumprir pena na Itália, ou viver no país europeu. A ex-deputada diz a interlocutores que não voltará para o Brasil por livre e espontânea vontade.