
As investigações revelaram que, além de abusar da menina, ele armazenava 87 arquivos explícitos de abuso sexual infantil.
Conforme apontado pela delegada Mayara Magna, as investigações foram iniciadas há aproximadamente um mês, em cooperação com a Polícia Federal (PF), com base em dados provenientes de cooperação internacional, as quais identificaram que o indivíduo fez o upload de 87 arquivos de abuso sexual infantil.
Segundo a delegada, diante dos elementos colhidos, foram representados pelos mandados de prisão preventiva e busca e apreensão, além da quebra do sigilo telemático.
Os mandados foram cumpridos no bairro Cidade Nova, zona norte, e na ocasião, foram apreendidos dois aparelhos celulares que foram encaminhados para perícia.
Denúncias em desenhos
Um dos pontos que mais chamou a atenção da equipe foi a apreensão de um caderno pertencente à vítima. Nele, havia diversos desenhos feitos pela criança, nos quais ela se retrata chorando e de mãos dadas com o pai, apontado como o agressor.
“Em várias ilustrações, a figura paterna aparecia riscada, o que pode indicar uma forma de expressão e comunicação da criança diante da situação vivida”, citou a delegada.
As diligências também contaram com a presença de profissionais do Conselho Tutelar, que acompanharam todo o procedimento com o objetivo de garantir a proteção da criança e avaliar suas condições sociais.
“Ainda na casa, a equipe também identificou ambientes que coincidiam com aqueles já registrados em vídeos sob investigação. Elementos como móveis, lençóis e roupas da criança reforçaram a correspondência com o material previamente analisado”, explicou a delegada.
A delegada mencionou que, durante o interrogatório, a criança demonstrou bastante nervosismo e não soube informar desde quando era abusada, mas que o crime era praticado geralmente à noite. Além disso, ela citou que o autor costumava mostrar vídeos pornográficos a ela.
“A criança relatou contou que sentia muito medo, porque era agredida sempre que não fazia o que ele mandava. Apesar disso, demonstrou alívio por ter conseguido falar sobre o que vinha acontecendo, como se o sofrimento estivesse chegando ao fim com a prisão do homem”, falou a delegada.
Em interrogatório, o autor confessou os crimes contra a própria filha. Na casa onde eles moravam havia outra criança, que é irmã dele, mas ela não foi vítima do indivíduo.
“Ele se aproveitava para abusar sexualmente da própria filha pois, apesar de morar no mesmo terreno que outros familiares, eles viviam em um cômodo separado dos demais”, disse a delegada.
O indivíduo responderá por estupro de vulnerável, satisfação de lascívia mediante a presença de criança ou adolescente e produção e armazenamento de conteúdo contendo cena de sexo explícito envolvendo criança e adolescente.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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