Para Kataguiri, Motta escolheu PEC para enrolar e não votar fim da 6×1

Fotos: HUGO BARRETO / METRÓPOLES @hugobarretophoto
Kim Kataguiri Entrevista

Principal liderança do MBL (Movimento Brasil Livre) na Câmara, o deputado Kim Kataguiri (União-SP) indicou à coluna ser favorável ao fim da escala de trabalho 6×1. O parlamentar, contudo, criticou a PEC sobre o tema que tramita na Casa. Para ele, a proposta seria “populista” e “demagoga”.

“Primeiro, acho que ninguém é a favor da escala seis por um. Não é bom. Eu já trabalhei na escala seis por um. Foi meu primeiro emprego. E, aliás, essa PEC não mudaria em nada o meu primeiro emprego, porque foi informal. E esse é um dos aspectos em que eu bato: no populismo, na demagogia dessa PEC”, afirmou Kataguiri em entrevista à coluna.

Na avaliação do deputado paulista, a PEC não mudaria a realidade dos trabalhadores informais. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o Brasil tem cerca de 32,5 milhões de brasileiros na informalidade, ou seja, trabalhando sem carteira assinada.

“A pessoa vai continuar trabalhando em escala seis por um, sem carteira assinada. Então, esse é o primeiro aspecto populista, demagógico”, disse Kataguiri.

Kim diz que Motta não quer votar fim da 6×1

Assim como o governo Lula, Kataguiri defende que o fim da escala 6×1 seja tratado via projeto de lei, por se tratarem de leis trabalhistas. Para Kataguiri, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), optou por analisar o tema via PEC porque não quer votar a proposta.

“Se, de fato, eles quisessem acabar, por lei, com a escala seis por um, não tinha que ser PEC. Tinha que ser lei, porque não existe nenhuma limitação para redução de jornada na Constituição. Existe limitação para aumento de jornada. Só é PEC porque eles não querem votar. Só é PEC porque eles querem ficar o ano todo arrastando uma discussão na CCJ e em comissão especial para fazer palanque político. Ninguém quer acabar com isso”, declarou o deputado, sem citar Motta.

O fim da escala 6×1 é uma das prioridades do governo no Congresso Nacional durante o primeiro semestre de 2026. O PT aposta no tema como vitrine para campanha de Lula à reeleição.

Assista à entrevista na íntegra:

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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