Parlamentares federais do DF destinaram emendas milionárias a ONGs

Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto
Vista do Congresso Nacional com Palácio do Planalto em primeiro plano Metrópoles

No ano passado, os oito deputados e três senadores do Distrito Federal destinaram aproximadamente R$ 494 milhões em emendas individuais para projetos e órgãos.

Desse total, R$ 262 milhões foram para gastos com a saúde do DF e de municípios vizinhos. Outros R$ 172,5 milhões tiveram como destino organizações sem fins lucrativos e não governamentais como ONGs, institutos, fundações e associações.

Em 2025, cada deputado federal teve cerca de R$ 37,2 milhões de emendas individuais. No Senado, o valor foi de R$ 68,5 milhões para cada parlamentar. Segundo a legislação vigente, metade dos recursos individuais devem ser para a área da saúde.

Entre os senadores, Izalci Lucas (PL) destinou cerca de R$ 34,6 milhões para organizações não governamentais e sem fins lucrativos. A maior parte desses recursos foram para instituições que cuidam de fomento à cultura e de apoio ao esporte amador. Os dados são do Portal da Transparência.

Leila Barros (PDT) mandou R$ 26,4 milhões para ONGs. Entre as temáticas mais apoiadas pela senadora estão esporte, cultura e apoio à agricultura familiar.

Damares Alves (Republicanos) destinou R$ 7,1 milhões para instituições sem fins lucrativos. A parlamentar apoiou projetos voltados à reinserção de usuários de drogas, fomento ao esporte e desenvolvimento paraesportivo.

Deputados

Dos oito deputados que representam o DF, Erika Kokay (PT) foi a que mais focou em encaminhar emendas para instituições sem fins lucrativos. A parlamentar empenhou R$ 22,2 milhões para projetos voltados à cultura, apoio à população LGBTQIAPN+, assistência à crianças e adolescentes carentes, além de apoio ao esporte e às pessoas idosas.

Fred Linhares (Republicanos) destinou R$ 17,5 milhões das emendas individuais para ONGs ou instituições semelhantes. Entre os temas que receberam verba do parlamentar estão: apoio à cultura e promoção do esporte e lazer.

No ano passado, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino autorizou uma operação da Polícia Federal em desfavor da Associação Moriá para apurar um suposto desvio de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares destinadas à realização de jogos digitais. A medida teve início após o Metrópoles publicar que o autor da maior emenda destinada à ONG era o deputado Fred Linhares.

Após a reportagem, o Fred Linhares pediu a suspensão do pagamento de R$ 37,9 milhões para custeio de um projeto gamer na capital do país. O senador Izalci, que tinha encaminhado R$ 7,5 milhões à ONG, também decidiu cancelar a destinação após a repercussão.

Júlio César Ribeiro (Republicanos) utilizou R$ 17,1 milhões para associações destinadas ao apoio ao setor agropecuário, reinserção de usuários de drogas, promoção da igualdade econômica das mulheres, entre outras.

Reginaldo Veras (PV) mandou R$ 15,91 milhões para entidades do tipo, sendo a maioria voltada ao apoio à cultura, à juventude e esporte.

O mandato que iniciou com Gilvan Máximo (Republicanos) e acabou sendo destinado à Rodrigo Rollemberg (PSB) enviou R$ 10,99 milhões para ONGs.

A deputada Bia Kicis (PL) utilizou R$ 8,8 milhões para mandar a ONGs. Projetos com foco em pessoas idosas, fomento à cultura e pessoas com deficiência foram algumas que receberam verba da parlamentar.

Alberto Fraga (PL) encaminhou R$ 7,49 milhões para entidades sem fins lucrativos.

Por fim, Rafael Prudente (MDB) destinou R$ 4,22 milhões para projetos do tipo.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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