
Lideranças petistas avaliaram, nos bastidores, como um erro a estratégia do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) de revelar, na sexta-feira (27/3), a denúncia contra o relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), por suposto estupro de vulnerável.
Sob reserva, petistas apontam que o “timing” da denúncia foi errado. Segundo esses parlamentares, as supostas provas da denúncia circulavam há algum tempo e deveriam ter sido tratadas de forma mais cuidadosa, e não no encerramento da CPMI.
Da forma como Lindbergh fez, avaliam petistas, ficou parecendo que a denúncia serviu apenas para tentar tirar o foco do relatório final de Gaspar. Além disso, a denúncia esvaziou o próprio relatório alternativo protocolado por lideranças governistas.
A denúncia de Lindbergh
Lindbergh revelou a suposta acusação contra Gaspar durante um bate-boca com o relator na sessão da CPMI. Após a discussão, o petista convocou uma coletiva de imprensa e disse ter protocolado uma notícia-fato na Polícia Federal (PF) sobre o caso.
Ao lado de Lindbergh na entrevista estava apenas a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), que também teria recebido as denúncias, mas esperou para dar publicidade a elas. Nenhum outro parlamentar petista participou da coletiva.
O que diz o relator
Gaspar aproveitou o fim da leitura de seu relatório para responder às acusações feitas por Lindbergh. O relator sustentou que nunca teve um relacionamento extraconjugal, muito menos com uma menor de idade. Ele afirmou que o caso seria outro.
O deputado alagoano afirmou que a criança citada por Lindbergh teria sido fruto de um relacionamento de um primo dele, ainda menor de 18 anos, com outra menina menor de idade. E que apenas há alguns anos ele descobriu a existência da criança.
Ainda de acordo com a explicação de Gaspar, o primo ajuda financeiramente a família. De acordo com o relator, a criança hoje, na família, seria considerada como uma neta do primo, e não filha fruto desse relacionamento.
Já petistas sustentam que o caso é outro. O episódio teria chegado às mãos de Lindbergh nos últimos dias. O deputado do PT diz ter prints das conversas entre Gaspar e a família da criança. Ressaltam ainda que o material foi entregue à Polícia Federal.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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