
A Polícia Federal (PF) abriu inquérito para investigar um episódio de agressão dentro de uma agência do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), em Goiânia, na manhã dessa segunda-feira (2/3). Na ocasião, um policial civil espancou um servidor do órgão. A agressão foi registrada pelas câmeras de segurança do local.
No dia do crime, a Polícia Militar de Goiás foi acionada após receber uma denúncia de que um indivíduo estaria armado dentro da agência intimidando pessoas e alegando ser policial. Testemunhas relataram que o homem apresentava comportamento agressivo.
Ainda conforme a PMGO, o policial civil se exaltou durante o atendimento e passou a filmar funcionários, exigindo a presença do gerente da agência. No momento em que um servidor se levantou para chamar a chefia, o homem avançou contra ele e iniciou as agressões.
De acordo com a PF, no dia da ocorrência, o servidor espancado e as testemunhas prestaram depoimento na delegacia. O policial civil não se apresentou.
A Polícia Federal já identificou quem é o policial civil envolvido na agressão. Agora, com o inquérito aberto, ele será intimado e terá que prestar depoimento nos próximos dias.
PCGO se manifesta sobre o caso
Em nota, a Polícia Civil de Goiás (PCGO) comunicou que o policial envolvido na briga está de licença por motivo de luto e não se encontrava em serviço no momento da ocorrência.
A Polícia Civil acrescentou que as circunstâncias do caso estão sendo apuradas pela Polícia Judiciária, com a instauração dos procedimentos cabíveis para esclarecer os fatos e adotar as medidas legais pertinentes.
Também em nota, o Sindicato dos Trabalhadores Federais em Saúde e Previdência de Goiás e Tocantins (Sintfesp-GO e TO) manifestou repúdio à agressão sofrida pelo servidor e informou que cortes no setor público causaram a redução do número de vigilantes nas agências do órgão.
De acordo com a entidade, o policial fez agressões verbais enquanto a mãe dele era atendida por outro servidor, que saiu do guichê após o suspeito mostrar a arma. O sindicato informou que o servidor agredido não estava no atendimento da mãe do policial.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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