
A Polícia Federal (PF) prendeu, nesta terça-feira (3/2), João Paulo Silva Matos, de 36 anos, condenado por envolvimento nos atos de 8 de Janeiro.
João Paulo foi entregue por autoridades paraguaias na Ponte da Amizade, em Foz do Iguaçu (PR), após ser capturado pela polícia em Salto del Guairá.
Conforme apurou o Metrópoles, ele havia sido preso na tarde de segunda-feira (2/2) por agentes da Direção-Geral de Investigação Criminal do Paraguai, após ser constatada sua permanência irregular no país.
Condenado a 14 anos de prisão em regime fechado, João Paulo é natural de Londrina (PR) e participou da invasão ao Palácio do Planalto, em 8 de janeiro de 2023. Ele foi identificado pela PF e pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em vídeos publicados nos stories dentro do prédio, nos quais aparece incitando um golpe de Estado.
Em outras gravações, João Paulo surge gritando dentro do Palácio do Planalto no dia 8 de janeiro e ofendendo o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
“Os policial que tá tentando contra o povo tá levando a pior. Já tem viatura voltando para trás, tudo fudida. O papo é reto. Bora. Vem aqui Alexandre de Moraes, seu bosta. Tamo aqui dentro e lutando. É nosso ou não é? É ou não é? É nossa essa bosta [Palácio do Planalto], ou não? (sic)”
Primeiro foragido
João Paulo é o primeiro condenado a ter um mandado de prisão expedido pelo ministro Alexandre de Moraes em 2026. Como a coluna mostrou, a medida teve forte simbolismo: o mandado foi expedido exatamente em 8 de janeiro deste ano, data em que os ataques às sedes dos Três Poderes completaram três anos.
Ele estava em liberdade desde dezembro de 2023. À época, Moraes havia flexibilizado a prisão, impondo medidas cautelares, entre elas a obrigação de permanecer no Paraná e o uso de tornozeleira eletrônica. João Paulo também foi alvo da operação Lesa Pátria, da Polícia Federal.
Antes de ser preso, o condenado simplesmente desapareceu do radar judicial. O sinal da tornozeleira eletrônica foi desativado, e ele deixou de comparecer à 5ª Vara Criminal de Londrina para o cumprimento das apresentações semanais.
Segundo o último registro oficial, a tornozeleira havia sido rompida em 9 de janeiro, às 16h40. Como não houve recarga do equipamento nem apresentação voluntária para inspeção, o governo do Paraná desativou o monitoramento no sistema interno. Desde então, João Paulo passou a ser tratado oficialmente como foragido.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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