Piloto coagia meninas a atrair novas vítimas sob ameaça de vazamento

Reprodução/Policia Civil
Idoso ccom cabelos brancos e curtos, sem barba, com óculos na ponta do nariz - Metrópoles

O piloto Sérgio Antônio Lopes, de 62 anos, preso nessa segunda-feira (9/2) por liderar rede de abuso sexual de crianças e adolescentes, no Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, coagia suas vítimas a atrair novas meninas sob pretexto de vazar as imagens feitas durante os abusos.

A afirmação foi dada pela diretora do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de São Paulo, Ivalda Aleixo.

Para a polícia, os depoimentos das irmãs abusadas por Sérgio, hoje com 14 e 18 anos, reforçaram a suspeita de que o piloto desejava criar grande rede de vítimas.

Ivalda diz que o piloto agia de forma ameaçadora para que novas meninas enviassem fotos, vídeos e marcassem encontros em motéis sob o risco de que vazasse as imagens delas.

De acordo com as investigações, as , como mostrado pelo Metrópoles. O “comércio sexual” das menores ocorre há pelo menos 10 anos, segundo apurado pela reportagem. Denise também foi presa nessa segunda-feira.

Segundo a polícia, as irmãs têm um histórico familiar conflituoso. O pai seria dependente químico, e as abandonou no passado. Sob a guarda da mãe, porém, elas tiveram o primeiro contato com o piloto da Latam.

Depois de a mulher abandoná-las — há suspeita de que esteja vivendo em situação de rua —, Denise assumiu os cuidados e passou a “vender” as netas.

Segundo a polícia, Sérgio ia a bares da regiões da zona norte e leste de São Paulo, e começava a ter um breve relacionamento com mulheres. Assim que o romance tinha uma evolução, ele questionava as referidas companheiras se tinham filhos e/ou netos — dando início, assim, às tratativas para os abusos sexuais.

Entenda o caso

O piloto da companhia aérea Latam foi retirado de dentro da cabine do voo LA3900 no Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital paulista. Conforme a delegada Luciana Peixoto, a polícia optou por realizar a abordagem em um local que seria considerado seguro por Sérgio Lopes e, assim, garantir que ele estivesse desprevenido e com provas do crime.

As autoridades também destacaram que, por se tratar de um piloto experiente, o acusado tem escala de voos cheia e poderia ficar pouco tempo na cidade.

No momento da abordagem, Sérgio Lopes negou os crimes e afirmou que desconhecia os motivos da batida policial. Ele foi levado à delegacia e continuou negando envolvimento na rede de pedofilia. Segundo a delegada, o piloto só assumiu o caso quando as autoridades citaram o nome de três vítimas e questionaram sobre fotos de cunho sexual que estariam armazenadas no celular do acusado. Então, o homem teria desbloqueado o aparelho, mostrado os registros e explicado a dinâmica dos crimes.

Modus operandi do piloto

Lopes tinha um modus operandi para se aproximar das menores: mesmo casado, ele abordava mulheres, perguntava se elas tinham filhos e dizia que não tinha problema em ter um relacionamento extraconjugal.

Ele praticava os crimes há mais de oito anos e pelo menos 10 menores foram vítimas. A polícia descobriu que, em outubro do ano passado, o piloto pagou de R$ 50 a R$ 100 para mães e avós de meninas para cometer abuso infantil.

Segundo as autoridades, o homem pagava de R$ 30 a R$ 100, remédios e até aluguel para cometer os abusos. Ele oferecia os pagamentos para mães e responsáveis de crianças, que “vendiam” suas filhas para o criminoso.

O voo que seria pilotado por Lopes operou normalmente, decolando e pousando no horário previsto, segundo a Latam.

Em nota, a companhia aerea informou que abriu apuração interna e está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações. “A companhia repudia veementemente qualquer ação criminosa e reforça que segue os mais elevados padrões de segurança e conduta”, diz o texto.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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