
A esposa do piloto Sérgio Antônio Lopes, de 60 anos, preso por suspeita de liderar uma rede de exploração sexual infantil, soube dos crimes cometidos pelo marido por meio da polícia, durante uma operação realizada nessa segunda-feira (9/2), em São Paulo.
Em entrevista ao programa Acorda, Metrópoles, a delegada Luciana Peixoto, responsável pela investigação, disse que a esposa do piloto descobriu as acusações contra o marido durante um cumprimento de mandado de busca e apreensão na casa da família, no interior paulista.
“Ela não sabia de simplesmente nada. Ela está completamente desolada. A gente deu a notícia na delegacia. Ela fala que não reconhece a pessoa com quem ficou casada por um bom tempo”, afirmou a delegada.
“Durante a investigação, a gente já sabia que ela não tinha conhecimento dos fatos. Exatamente por isso a gente sabia que em casa não iria encontrar alguma coisa”, disse Peixoto. O piloto foi preso dentro de um avião, no Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital paulista, quando estava prestes a decolar. A ação foi uma estratégia da polícia para garantir que Sérgio estivesse desprevenido e com provas do crime.
A delegada também afirmou que o casal tem filhos adultos, que ficaram “em choque com toda a situação”. Segundo Peixoto, o piloto cometia os abusos nos dias anteriores e após as viagens de trabalho. “Ele [Sérgio] fazia exatamente quando tinha voos. Saía na noite anterior, com a desculpa de morar no interior. Encontrava com as meninas, mandava mensagens, encontrava com as famílias”, descreveu a delegada.
De acordo com a investigação, a maior parte dos abusos era cometida dentro do carro do piloto. A esposa dele, inclusive, cogita vender o veículo após a descoberta dos crimes, segundo informações concedidas pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em coletiva de imprensa.
Piloto coagia meninas
O piloto Sérgio Antônio Lopes coagia suas vítimas a atrair novas meninas sob pretexto de vazar as imagens feitas durante os abusos. A afirmação foi dada pela diretora do DHPP de São Paulo, Ivalda Aleixo.
Para a polícia, os depoimentos das irmãs abusadas por Sérgio, hoje com 14 e 18 anos, reforçaram a suspeita de que o piloto desejava criar uma grande rede de vítimas.
De acordo com as investigações, , como mostrado pelo Metrópoles. O “comércio sexual” das menores ocorre há pelo menos 10 anos, segundo apurado pela reportagem. Denise também foi presa nessa segunda-feira.
Segundo a polícia, Sérgio ia a bares da regiões da zona norte e leste de São Paulo, e começava a ter um breve relacionamento com mulheres. Assim que o romance tinha uma evolução, ele questionava as referidas companheiras se tinham filhos e/ou netos — dando início, assim, às tratativas para os abusos sexuais.
Modus operandi do piloto
Lopes tinha um modus operandi para se aproximar das menores: mesmo casado, ele abordava mulheres, perguntava se elas tinham filhos e dizia que não tinha problema em ter um relacionamento extraconjugal.
Pelo menos 10 menores foram vítimas. A polícia descobriu que, em outubro do ano passado, o piloto pagou de R$ 50 a R$ 100 para mães e avós de meninas para cometer abuso infantil.
Segundo as autoridades, o homem pagava de R$ 30 a R$ 100, remédios e até aluguel para cometer os abusos. Ele oferecia os pagamentos para mães e responsáveis de crianças, que “vendiam” suas filhas para o criminoso.
O voo que seria pilotado por Lopes operou normalmente, decolando e pousando no horário previsto, segundo a Latam.
Em nota, a companhia aerea informou que abriu apuração interna e está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações. “A companhia repudia veementemente qualquer ação criminosa e reforça que segue os mais elevados padrões de segurança e conduta”, diz o texto.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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