
O Ministério Público da Bahia (MPBA) deflagrou, nesta sexta-feira (27/3), a Operação Farsa Digital, que investiga um esquema de comercialização ilegal de dados sensíveis obtidos por meio de invasões a sistemas eletrônicos.
A ação cumpriu mandado de busca e apreensão contra um casal em Salvador, no bairro Nova Brasília. A operação foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), com apoio do Batalhão Apolo da Polícia Militar.
As investigações tiveram início a partir de apurações do Gaeco do Ministério Público de São Paulo, que identificou a atuação do grupo na venda de informações sigilosas na internet.
Dados sensíveis e mercado clandestino
Segundo o MP, os investigados coletavam e ofereciam à venda dados altamente sensíveis, como logins de acesso, fotografias, reconhecimento facial, informações bancárias, registros governamentais e até dados policiais de pessoas físicas e jurídicas.
Parte desse material, conforme apurado, era utilizado por terceiros para a prática de outros crimes.
Além disso, o casal também é suspeito de comercializar documentos falsos produzidos a partir dessas informações, como atestados de óbito.
As apurações identificaram a existência de uma plataforma online que oferecia consultas a diferentes bases de dados restritas. O acesso era liberado mediante pagamento e fornecimento de login exclusivo aos clientes.
O site já foi bloqueado por determinação judicial, a pedido do Gaeco paulista.
De acordo com a investigação, os dados eram ofertados por valores que chegavam a R$ 15 mil, podendo ser ainda maiores, a depender do tipo de informação solicitada.
Rastro financeiro
Os investigadores também identificaram ao menos 41 mensagens eletrônicas relacionadas a transações financeiras ligadas à plataforma, o que reforça a existência de um esquema estruturado de comercialização ilegal de dados.
Durante a operação, foram apreendidos celulares, computadores e documentos, que serão periciados para aprofundar as investigações.
O casal é investigado pelos crimes de invasão de dispositivo informático qualificada, além de possíveis delitos de falsidade documental, estelionato e outros que ainda estão sob apuração.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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