Polícia faz operação contra venda ilegal de camarotes do São Paulo FC

Ricardo Moreira/Getty Images
Imagem colorida do estádio do São Paulo, Morumbi, que terá nome alterado após clube oficializar parceria com a empresa Mendelez- Metrópoles

A Polícia Civil cumpre, na manhã desta quarta-feira (21/1), quatro mandados de busca e apreensão contra pessoas ligadas à venda ilegal de camarotes do São Paulo Futebol Clube no Morumbis, zona oeste da capital paulista.

Entre os alvos estão o diretor-adjunto de futebol de base do clube, Douglas Schwartzmann, e Mara Casares, a ex-esposa do presidente afastado do São Paulo, Julio Casares e diretora feminina, cultural e Eventos do clube.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que a operação é realizada por meio da 3ª Delegacia da Divisão de Investigações sobre Crimes contra a Administração (DPPC) e tem três investigados como alvos.


Impeachment


Entenda o esquema

Julio Casares é investigado por suspeitas relacionadas à exploração clandestina de um camarote no estádio Morumbis, na zona oeste da capital paulista. Segundo o Ministério Público de São Paulo (MPSP), a irregularidade teria acontecido em um camarote ligado à presidência do clube no estádio para o show da cantora colombiana Shakira, em fevereiro de 2025. Os crimes suspeitos levantados pelo MPSP são corrupção privada no esporte e coação no curso do processo.

Um áudio revelou o suposto esquema de comercialização irregular do camarote ligado a presidência do SPFC.

Segundo o material divulgado pelo Globo Esporte, o diretor-adjunto das categorias de base do clube, Douglas Schwartzmann, e a diretora feminina, cultural e de eventos (e ex-esposa de Julio Casares), Mara Casares, estariam envolvidos no esquema ilegal.

No áudio, o diretor das categorias de base diz que ele e outras pessoas se beneficiaram financeiramente com a prática.

O esquema consistiu no repasse do camarote por parte da diretoria do São Paulo Futebol Clube à Mara Casares para a realização de um evento durante o show da Shakira. Posteriormente, a mulher chamou uma intermediária para vender os ingressos, com alguns tickets custando até R$ 2,1 mil. Essa prática já é considerada ilegal.

Porém, o caso estourou quando a intermediária entrou na Justiça alegando que foi vítima de um calote por parte de Mara e outro dirigente do São Paulo no pagamento de um pacote de ingressos. Neste momento, o áudio revelado na imprensa mostra os dois pressionando a intermediária a retirar a ação judicial, confessando que se tratava de um esquema clandestino.

Após a publicação do caso, em dezembro de 2025, Douglas Schwartzmann e Mara Casares pediram afastamento dos cargos.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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