
Investigadores da Polícia Civil do Estado do Rio Grande do Sul (PCRS) interromperam o velório de um jovem nessa quinta-feira (12/2), em Encantado, na Região dos Vales (RS).
A situação ocorreu após a determinação de realização de necropsia no corpo de Jeferson Rodrigues Führ, de 20 anos. Ele morreu na última quarta-feira (10), após sofrer um choque elétrico.
A interrupção ocorreu porque o corpo não havia sido submetido à perícia. Conforme explicou a delegada Dieli Caumo, óbitos causados por acidente precisam ser apurados e, por isso, é obrigatório que os corpos das vítimas passem por exame pericial.
De acordo com testemunhas, Jeferson Führ foi eletrocutado enquanto realizava um serviço de manutenção.
A Brigada Militar chegou a atendê-lo e o encaminhou com vida ao Hospital de Encantado. No entanto, ele não resistiu.
O corpo foi liberado pela funerária sem a realização da necropsia porque a morte não havia sido registrada na Polícia Civil.
Pronunciamento
Por meio das redes sociais, a Funerária Arezi se manifestou após o caso ganhar repercussão na cidade.
“Informamos que o ocorrido não teve qualquer envolvimento ou responsabilidade por parte de nossa equipe. Na situação em questão, o protocolo habitual foi prejudicado e interrompido em razão da falta de apoio que deveria ter sido repassado pelos órgãos públicos responsáveis pelo atendimento no local do fato, o que impactou diretamente na condução regular dos procedimentos”, esclareceu.
A empresa afirmou que sua prioridade sempre foi dar continuidade ao velório até a realização da cerimônia final, em respeito à família e aos presentes, e que, posteriormente, os protocolos que não foram devidamente estabelecidos pelos órgãos competentes seriam reavaliados e refeitos conforme as orientações cabíveis.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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