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Segundo os agentes, o casal é um braço do PCC que tentava se instalar no Espírito Santo. O homem já havia sido preso, em 2024, pelo crime de estelionato, mas obteve o benefício da tornozeleira eletrônica. Mesmo monitorado, ele voltou a praticar crimes.
“Ele se identificava como delegado federal ou representante de uma empresa italiana de armas, fazia contatos com policias e conseguia efetuar as vendas”, acrescentou a delegada Gabriela Enne, da Polícia Civil paulista que participou da operação.
Equipes do DHPP de SP haviam feito um levantamento pelo qual identificaram um site utilizado pelos criminosos — que foi tirado do ar.
“Esse site não existe. Essa arma de fogo não existe. São armas de fogo de renome, marcas internacionais. O preço é atrativo. A pessoa acha que está comprando algo com uma certa seriedade, mas está caindo em um golpe. Infelizmente, muitos policiais caíram”, declarou o delegado Fabrício Dutra, chefe do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP).
De acordo com a investigação, o casal preso articulava as falsas vendas em vários estados do Brasil. Além de repassar dados cadastrais de vítimas, os criminosos também são acusados de lavagem de dinheiro por meio de cripto moedas.
A operação teve a participação de cinco policiais civis de São Paulo e outros 21 do Espírito Santo. No local da prisão, foram apreendidos vários celulares e aparelhos eletrônicos — que serão periciados.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis
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