Policial fake já foi preso por estourar bombas e intimidar vizinhos em Águas Claras

Imagem cedida ao Metrópoles
André Luiz, policial fake

O homem suspeito de dopar e estuprar uma jovem de 23 anos em Águas Claras (DF)já havia sido preso no mesmo condomínio onde mora — e onde o crime sexual teria ocorrido —, por perturbar vizinhos ao lançar bombas de madrugada e, em seguida, intimidar moradores usando algemas e uniforme policial falso.

Identificado como André Luiz Alves da Fonseca, ele foi detido em flagrante, na ocasião, no Residencial Atol das Rocas, em Águas Claras, na manhã de 1º de janeiro de 2026. A ocorrência foi registrada após um boletim de ocorrência coletivo feito por moradores do condomínio.

De acordo com a denúncia, André não utilizava apenas fogos de artifício comuns. Ele lançava bombas do tipo “cabeça de nego”, artefatos explosivos de pequeno porte considerados perigosos e capazes de provocar ferimentos e danos. O suspeito teria aproveitado o período de festas de fim de ano para arremessar os explosivos.


André também responde a outros processos:


Após as explosões, ele teria circulado pelas áreas comuns do prédio usando uniformes policiais e portando algemas e correntes, em uma suposta tentativa de intimidar moradores que reclamaram do barulho. Segundo os relatos, André também costumava se apresentar a funcionários do condomínio como delegado ou integrante de forças policiais, utilizando nomes diferentes.

Após o registro da ocorrência, André foi liberado mediante compromisso de comparecer à Justiça quando convocado.

O caso foi registrado na 21ª Delegacia de Polícia, em Taguatinga Sul.

Estupro

O mesmo homem é investigado por dopar e estuprar uma jovem de 23 anos após atraí-la para um encontro em Águas Claras com a promessa de ajudá-la a conseguir emprego.

Segundo relato da vítima ao Metrópoles, o contato começou após uma amiga conhecer André em um aplicativo de relacionamento. Ele se apresentava como policial e exibia fotos fardado.

A jovem, que veio ao Distrito Federal para estudar direito e buscava trabalho, aceitou encontrá-lo em uma lanchonete, onde ocorreria uma suposta entrevista.

Durante o encontro, André pediu refrigerante para ambos e, em determinado momento, ofereceu a própria bebida à vítima. Após ingerir o líquido, ela começou a passar mal e perdeu a consciência.

De acordo com o relato, a jovem só voltou a recobrar os sentidos mais de 24 horas depois, já nua na cama do suspeito, dentro do apartamento dele, em Águas Claras.

Ainda desorientada, ela conseguiu se vestir e fugir do local. Ao entrar em um carro de aplicativo, o motorista percebeu que a passageira estava confusa, tremendo e com dificuldade para se expressar.

A corrida havia sido solicitada no aplicativo em nome de André.  Ao notar o estado da jovem, o motorista procurou ajuda e a levou diretamente para a 17ª Delegacia de Polícia, em Taguatinga Norte.

Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), desde o primeiro momento foram adotadas medidas prioritárias de atendimento à vítima, incluindo acolhimento, encaminhamento para medicação, preservação de vestígios e realização de exames periciais.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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