Políticos e líderes mundiais: veja quem mais se encontrou com Lula 3

Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva dá entrevista coletiva durante café da manhã com jornalistas, no Palácio do Planalto Metropoles

Desde o início do terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2023, o presidente cumpriu 4.488 compromissos oficiais. Desse total, apenas 54% dos encontros continham informações sobre os participantes. Os dados, obtidos a partir da Agenda Transparente, ferramenta da ONG Fiquem Sabendo que monitora encontros de autoridades do governo federal, revelam quem teve acesso frequente ao chefe do Executivo na gestão Lula 3, tanto no Brasil quanto no cenário internacional.

No ranking geral de autoridades que mais se reuniram com Lula entre 2023 e 2025, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, lidera com ampla vantagem. Foram 343 encontros registrados. Os números mostram que o centro de gravidade do governo está na Casa Civil e na articulação política.

Rui Costa teve praticamente duas reuniões por semana com o presidente ao longo do mandato.

Em seguida, aparecem Alexandre Padilha, que comandou a Secretaria de Relações Institucionais e depois assumiu o Ministério da Saúde (215 encontros), e Fernando Haddad, ministro da Fazenda (203).

O levantamento também mostra Paulo Pimenta, que esteve à frente da Secretaria de Comunicação Social (Secom) no início do mandato (130 encontros), e Esther Dweck, ministra da Gestão (100). Na sequência, está Sidônio Palmeira, que assumiu a Secom após Pimenta (93).

Congresso e articulação política

Ao longo dos três primeiros anos do mandato, Lula manteve uma rotina constante de reuniões com os principais líderes governistas noCongresso. Somados, Jaques Wagner, José Guimarães e Randolfe Rodrigues acumulam 125 encontros com o presidente entre 2023 e 2025.

Isso significa que Lula se reuniu, em média, três a quatro vezes por mês com o núcleo da articulação parlamentar. De forma isolada, Wagner teve média de 1,4 encontro mensal, Guimarães, 1,1, e Randolfe, um por mês.

A lista também registra autoridades que mudaram de função ao longo do período. É o caso de Gleisi Hoffmann, que iniciou o mandato como deputada federal e depois assumiu a Secretaria de Relações Institucionais, acumulando 14 encontros enquanto parlamentar.

O senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que voltou à presidência do Senado no período, soma 7 encontros. Já Joenia Wapichana, que deixou a Câmara para assumir a presidência da Funai, aparece com 4.

Lula também manteve diálogo com parlamentares fora da base governista. Arthur Lira (PP-AL), que presidiu a Câmara dos Deputados até fevereiro de 2025, teve 17 encontros com o presidente. Com Hugo Motta, sucessor de Lira no comando da Casa, Lula se reuniu três vezes.

Entre os governadores, Eduardo Leite (PSDB-RS) lidera, com 12 encontros – número impulsionado, principalmente, pelas agendas relacionadas às enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul, entre o final de abril e maio de 2024, e à crise socioambiental no estado.

Já o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), registra 4 encontros, com presença mais pontual na agenda do Planalto.

Diplomacia ativa

Durante a gestão 3, Lula teve 375 encontros com 59 líderes e autoridades estrangeiras. Do total, 291 foram presenciais e 84 remotos, indicando retomada da diplomacia presencial e das agendas bilaterais.

O presidente francês Emmanuel Macron lidera com folga, somando 23 encontros – quase o dobro do segundo colocado. A frequência é elevada, com média de um encontro a cada dois meses.

Na sequência, aparecem Pedro Sánchez, primeiro-ministro da Espanha, com 15 encontros, e Alberto Fernández, que presidiu a Argentina até dezembro de 2023, com 14 reuniões registradas no período.

Também figuram entre os mais frequentes Gustavo Petro, presidente da Colômbia, com 13 encontros, e Xi Jinping, presidente da China, igualmente com 13.

Entre os demais destaques, estão:

Os dados revelam pontos centrais da política externa de Lula 3: a prioridade latino-americana – 12 dos 30 líderes mais frequentes são da região – e o fortalecimento de laços com países do Sul Global, especialmente membros do Brics, como China, Índia e África do Sul.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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