
Apesar dos vários pedidos para instalar uma CPI na Câmara ou uma CPI mista no Congresso Nacional para investigar o Banco Master, a aposta majoritária entre parlamentares é de que nenhuma delas será instalada.
Apesar de sobrar apoio público para uma investigação sobre as supostas fraudades cometidas pelo banco comandado por Daniel Vorcaro, falta vontade política nos Três Poderes para mexer no vespeiro do Master.
Na Câmara, o próprio presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) deu um banho de água fria em quem sonhava com a CPI. Segundo ele, há uma longa fila de pedidos de CPIs, e a CPI do Banco Master iria para o final da lista.
“Nós temos aqui uma fila de CPIs. As CPIs são tratadas na ordem cronológica. No ano passado, nós tivemos algo em torno de 15, 16 CPIs protocoladas. Acabamos não instalando nenhuma, e agora vamos fazer o debate sobre essas CPIs”, declarou Motta a jornalistas na terça-feira (3/2).
Já a CPMI, cujo pedido está nas mãos do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), também não deve prosperar. Entre os senadores, a aposta é de que o mandatário irá “enrolar” o quanto puder.
Na terça-feira (3/2), o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) protocolou um requerimento para a instalação da CPI mista. O pedido já conta, inclusive, com as assinaturas mínimas necessárias para criar a comissão.
Normalmente, Alcolumbre não teria escolha. Desde a CPI da Covid-19, em 2021, há jurisprudência no STF de que, havendo assinaturas suficientes, cabe ao presidente da Casa colocar a comissão de inquérito para funcionar.
Entretanto, a avaliação entre governistas é de que, caso o pedido chegue no Supremo, desta vez os ministros da Corte não estarão dispostos a brigar com o presidente do Congresso para obrigar a abertura da CPMI.
A indisposição dos ministros tem a ver com o fato de integrantes da própria Corte terem relações diretas ou indiretas com atores ligados ao caso Master, como é o caso de Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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