
Diferentemente da estratégia adotada por Jair Bolsonaro em 2018, o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), não anunciará o nome de seu eventual ministro da Fazenda com antecedência. O plano difere do adotado durante a campanha que levou Jair Bolsonaro ao Planalto oito anos atrás.
Flávio avalia que o pai precisou enviar um recado à população e ao mercado financeiro, que nutriam desconfianças sobre os rumos econômicos do país. Dessa forma, apresentou o “Posto Ipiranga”, Paulo Guedes, como uma garantia de “previsibilidade”.
Para Flávio, esse cenário de incerteza não se repete da mesma forma agora. A avaliação é que não há necessidade de pressa nem de personificar a condução econômica, uma vez que o público já projeta que sua linha de atuação será semelhante à do pai, mantendo um viés liberal.
Além disso, outro fator contribui para que Flávio evite anunciar o seu indicado à Fazenda. Atualmente, há um grupo de economistas integrando a equipe do pré-candidato e elaborando um plano de governo.
O raciocínio de Flávio Bolsonaro
O entendimento do senador é que a escolha precoce de um desses nomes poderia gerar um sentimento de desvalorização nos demais. Ao adiar a definição, Flávio evita divisões internas.
Diferentes pesquisas de intenção de voto apontam o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro como os pré-candidatos com maior probabilidade de chegar ao segundo turno na corrida à Presidência. Nessa segunda-feira (23/3), o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), anunciou que desistiu do projeto presidencial.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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