Por reajuste, policiais penais protestam contra Tarcísio na Alesp

Divulgação/Sinppenal
Policiais penais protestam contra Tarcísio na Alesp - Metrópoles

O Sindicato dos Policiais Penais de São Paulo (Sinppenal) realiza um protesto contra a gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) nesta terça-feira (24/3) na Assembleia Legislativa do Estado (Alesp). A categoria reivindica o mesmo reajuste salarial proposto pelo governador às polícias Civil, Militar e Científica.

, além da reestruturação das carreiras policiais. As propostas não contemplam a Polícia Penal, que tem se sentido preterida com as últimas decisões do governo.

A categoria também não foi citada por Tarcísio em evento desta terça, no qual o governador anunciou investimentos nas forças policiais (especificamente às polícias Civil, Militar e Corpo de Bombeiros). O governo justifica que o reajuste está atrelado à reestruturação das carreiras, o que tem sido questionado pelo sindicato.

“Qualquer pessoa alfabetizada pode ler o projeto enviado pelo governador Tarcísio de Freitas e perceber que o reajuste está desvinculado da reestruturação e que, ao contrário do que aconteceu na Polícia Penal, a reestruturação de carreira proposta para a PM e para a Polícia Civil encurta o tempo de progressão de carreira e não retira direitos, como foi o caso da Polícia Penal, que perdeu os adicionais temporais (quinquênio e sexta-parte)”, afirma o Sinppenal.

O Metrópoles pediu ao governo do estado um posicionamento sobre as queixas dos policiais penais e aguarda um retorno. O espaço está aberto para manifestação.

“O governo mente”

“O governo disse que todos os servidores seriam pagos por subsídios, e até agora somente a polícia penal é. Perdemos quinquênios, sexta parte… todas as vantagens que tínhamos como todos servidores públicos”, afirmou Fabio Jabá, presidente do Sinppenal, à reportagem.

“O governo mente quando diz que deu aumento para todas as polícias”, provocou.

Em carta aos deputados da Alesp, representantes da categoria afirmam que o reajuste proporcionado no ano passado é apenas uma “readequação salarial” devido a implementação do regime de subsídio. O regime, por sua vez, tirou os adicionais temporais, mantidos para as demais forças policiais do Estado.

A categoria mencionou ainda o aumento de apenas 3,43% na massa salarial da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) e os desafios aos quais os agentes são submetidos no dia a dia.

“O sistema prisional é parte fundamental da segurança pública. Uma das maiores ameaças que enfrentamos atualmente em nosso país, o Primeiro Comando da Capital (PCC) nasceu e cresceu dentro de nossas penitenciárias fruto do descaso do governo para com o sistema prisional e da negação por parte de sucessivos governantes dos alertas feitos de forma incansável pelas entidades de classe dos antigos guardas de presídio”, diz trecho da carta.

Representantes da Polícia Penal denunciam ainda déficit de 38% no efetivo da corporação, o que segue o caminho contrário do crescimento acelerado da população carcerária, que deve superar o recorde de 233 mil presos até o final do ano.

O sindicato aponta também que os policiais penais são submetidos a jornadas exaustivas e assumem mais de um posto de trabalho simultaneamente. Com salários baixos, o cenário tem levado à desvalorização da categoria e baixa procura por vagas.

“Tal desvalorização vai comprometer a renovação de quadros tornando ainda mais grave o déficit de pessoal trazendo de volta o fantasma das rebeliões e ataques”, afirma o Sinppenal.

“Em nosso dia a dia já sentimos a mudança nas dinâmicas do cárcere indicando um aumento de risco que só aqueles que trabalham em penitenciárias conseguem perceber. Com salaŕios arrochados, turnos estendidos, falta crônica de pessoal e falta de valorização por parte do Governo do Estado, será muito difícil conseguir evitar uma tragédia”, antecipa a categoria na carta enviada à Alesp.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *