Representando mais de 14 povos indígenas — incluindo grupos isolados e de recente contato —, os participantes denunciam um cenário de pressão crescente sobre seus territórios e modos de vida. A região, considerada uma das mais preservadas da Amazônia, abriga 35 terras indígenas, 8 unidades de conservação e importantes nascentes hidrográficas.
O seminário integra a programação da 10ª reunião da Comissão Transfronteiriça Juruá/Yurúa/Alto Tamaya e reúne, além de lideranças indígenas, especialistas, organizações da sociedade civil e representantes de instituições públicas do Brasil e do Peru.
Entre os principais temas em debate estão o avanço do crime organizado na fronteira, a abertura de estradas — legais e ilegais — e seus impactos socioambientais, além da proteção de nascentes e de povos indígenas isolados.
Lideranças alertam para a fragilidade na garantia de direitos e cobram maior atuação dos governos. “É um direito assegurado na lei, mas negado diariamente”, afirmou Francisco Piyãko, da Organização dos Povos Indígenas do Rio Juruá (OPIRJ).
Ao final do encontro, será apresentada a Carta de Cruzeiro do Sul, com propostas para fortalecer a cooperação internacional e ampliar mecanismos de proteção da região amazônica.
Jornalista e social media, com atuação em marketing, assessoria de comunicação política e institucional. Atualmente escreve para o ac24horas, fazendo cobertura regional do estado do Acre.
Fonte: Conteúdo republicado de ac24horas

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