
Preso suspeito de estuprar uma servidora dentro da Delegacia Geral da Polícia Civil do Piauí, um prestador de serviço terceirizado tentou culpar a própria vítima ao prestar depoimento às autoridades. Segundo a polícia, ele chegou a admitir o ato, mas alegou que a relação teria sido consensual, versão que foi prontamente descartada pelos investigadores.
O crime ocorreu na última quinta-feira (19/3), dentro da sede da Polícia Civil do Piauí, em Teresina. O suspeito foi preso no mesmo dia e permanece detido.
Em coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (23/3), o delegado-geral Luccy Keiko afirmou que a tentativa de responsabilizar a vítima não se sustenta diante das evidências encontradas no local.
“Ele tentou culpar a vítima. Já admitiu o ato, mas alegou que teria sido consensual. Logicamente nós não acreditamos nessa versão”, afirmou o delegado.
De acordo com Keiko, a vítima foi encontrada desacordada dentro de uma sala da delegacia, apresentando sinais claros de violência. Havia sangue no local, além de indícios de lesões, como uma aparente luxação no punho.
Outro ponto que levantou suspeitas foi a atitude do suspeito após o ocorrido. Segundo o delegado, ele não buscou ajuda imediata para a servidora, o que foi considerado uma conduta estranha diante da situação. “A vítima foi encontrada totalmente inconsciente. Ele não pediu ajuda imediata. Então a conduta dele foi muito estranha”, disse.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil do Piauí. O suspeito permanece preso.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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