Os dois lados cantam vitória. Mas só vamos saber ao longo de hoje, em Brasília, para quem o presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, vai liberar o partido no Acre, se para o grupo do senador Alan Rick (Republicanos) ou para o grupo do prefeito Tião Bocalom.
Duas análises: se o PSDB ficar com o Bocalom será um empurrão na sua candidatura ao governo, porque terá uma legenda nacional e de muita história, para abrigar a sua campanha. Se não conseguir, terá que ser candidato por um partido nanico sem expressão. Se o Alan ficar com a legenda, ganhará mais tempo de televisão e vagas para candidatos a deputado, espaço do qual carece hoje, tendo apenas o Republicanos e o Novo no seu portfólio. Se não ficar com ele, terá que marchar na campanha somente com o Republicanos e o NOVO. A qualquer momento poderá sair o xeque-mate em um dos jogadores.
O prefeito Tião Bocalom só se encontra neste imprensado porque esperava ser candidato ao governo pelo PL. Não estava na sua conta, ele ter a legenda negada para sua candidatura a governador. Ficou no mato sem cachorro.
Pela força da profissão, todos os dias converso com políticos. E, a cada conversa, sinto mais nítido o sentimento de revolta da base do governo na ALEAC e na Câmara Federal, por dois motivos: os privilégios da máquina governamental às candidaturas de Fábio Rueda a Federal e Clodoaldo Rodrigues à ALEAC. Não vai terminar bem para a candidatura da Mailza ao governo. Já falam até em boicote. Mas, vocês que são do mesmo balaio político, que se entendam, não tenho nada com isso, apenas registro fatos.
O candidato a deputado estadual é aquele que mais vai para a briga pelos votos, e começar a campanha com a base do governo descontente e se sentindo ameaçada, é péssimo para a candidatura majoritária, Já vi este filme. Te cuida, Mailza!
Não sei em que bola de cristal ou jogo de búzios o deputado federal Eduardo Veloso (Solidariedade), viu a cena: “A segunda vaga do Senado ficará entre eu e a Mara Rocha”, previsão de Pai Veloso.
O deputado Afonso não engoliu o deputado federal Eduardo Veloso ter lhe tirado da presidência do Solidariedade. Afonso deixará a sigla e já encaminhou recomendação ao grupo que filiou, a pedir desfiliação. Não os convidem para o mesmo tacacá, alguém sairá queimado com o tucupi quente.
A direção regional do MDB vai abrir conversa com os 13 deputados estaduais que deixarão as suas legendas, para se abrigarem no partido para a disputa da reeleição. O MDB pode ter uma das chapas para a ALEAC mais fortes desta eleição.
Quem está em conversa avançada para ser candidata a deputada federal pelo Solidariedade, é a médica Rejane Veloso – esposa do deputado Eduardo Veloso (Solidariedade). É vista como desenvolta politicamente e sempre esteve na linha de frente da candidatura do marido. Vejo com bons olhos quando uma mulher é candidata. O resto é com as urnas.
A ex-prefeita Leila Galvão (MDB) vai tocar mesmo a sua candidatura a deputada federal, descartando a versão de que disputaria uma vaga na ALEAC. A notícia veio de boa fonte.
A chapa do PSD para deputado estadual não tem mais vagas para candidatura de homens, faltam apenas quatro mulheres para fechar a chapa completa. Sem medo de errar: é uma chapa muito forte. Não será surpresa se eleger três deputados.
O presidente do MDB, deputado Vagner Sales, deverá ter esta semana o valor do teto do Fundo Eleitoral que a direção nacional do partido destinará aos candidatos a deputado federal da sigla, no Acre. A partir deste dado é que abrirá conversas com os candidatos que virão para a chapa do MDB.
Quando um candidato a deputado federal é convidado a entrar em um partido, a primeira pergunta que faz, é a seguinte: -Quanto é que vou ter para a campanha? Quem não tiver ficha para bancar, fica fora deste jogo. Experiente, o presidente do MDB, Vagner Sales, sabe disso. Tem que ter bala na agulha, bambu para a flecha. Não tem essa de tapinha na costa.
Dia 4 de abril se aproxima. Data em que o Gladson Cameli deixará o governo; que a vice-governadora Mailza assumirá no seu lugar e, também, de se saber quais deputados da base do governo ficarão com a Mailza ou pularão no barco do Alan. 4 de abril poderá ser ou não o dia da trairagem.
O anúncio previsto para esta semana de que Jorge Viana (PT) anunciará a sua candidatura ao Senado, vai mexer com o quadro da disputa. Aparece no pelotão de elite dos candidatos em todas as pesquisas. Jorge tem muitos votos além dos muros do PT. Foi um bom governador e um bom prefeito da capital. Não o tirem da disputa, num quadro com cinco dos seis candidatos a senadores disputando embolados votos do mesmo nicho ideológico; e o JV, solitário navegando nos votos do campo progressista e dos que não votam por ideologia. Está no jogo.
“A religião serve para impedir o conhecimento, promover o medo e a dependência. Ela é responsável por grande parte da guerra, opressão e miséria do mundo”. Bertrand Russell
Luis Carlos Moreira Jorge, Bacharel em Direito, no jornalismo político desde 1978, militou nos principais órgãos de comunicação do estado, foi secretário de Comunicação de três governadores e três prefeitos.
Fonte: Conteúdo republicado de ac24horas

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