PT coloca empresas e sócia de Flávio Bolsonaro na mira da CPMI do INSS

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Flávio Bolsonaro no DF Star - Metrópoles

A bancada petista tenta usar a CPMI do INSS para escrutinar a vida empresarial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), após ele ter sido escolhido pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a concorrer contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais deste ano.

Em fevereiro, Flávio foi alvo de cinco requerimentos de deputados do PT. Quatro deles relacionados ao escritório de advocacia do senador e, o mais recente, apresentado na semana passada, sobre a seguradora All in One.

O deputado Rogério Correia (PT-MG) pediu a quebra de sigilo bancário e fiscal da empresa. No requerimento, o parlamentar suspeita da existência efetiva da seguradora e diz que ela foi “fundada em 2022, momento de estruturação das fraudes dentro do Instituto Nacional do Seguro Social”. Na All in One, Flávio é sócio de Marcello Palha, ex-diretor da construtora Andrade Gutierrez que também atuou no ramo de aeroportos.

O requerimento cita ainda Letícia Caetano dos Reis, administradora do escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro. Correia já pediu para Letícia ser convocada à CPMI. Ela é irmã de Alexandre Caetano dos Reis, sócio de Antônio Carlos Camilo Antunes, o lobista conhecido como Careca do INSS, na empresa Camilo & Antunes Limited.

Como revelou o Metrópoles, a empresa tem um imóvel de R$ 11 milhões nas Ilhas Virgens Britânicas. A casa em um dos principais paraísos fiscais do mundo é investigada pela Polícia Federal (PF).

Briga por Lulinha

Além dos requerimentos sobre a seguradora e a sócia de Flávio, Correia também pediu a quebra do sigilo fiscal e bancário do escritório de advocacia do senador bolsonarista. O petista é o parlamentar mais ativo na tentativa de incluir o filho do ex-presidente na investigação parlamentar.

No entanto, na última semana, ele entrou em uma briga para defender o filho do atual presidente. Correia chegou a dar um soco no deputado Luiz Lima (Novo-RJ) após a aprovação da quebra de sigilo de Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha.

Um funcionário do Careca do INSS afirmou à PF que o filho do presidente recebia uma mesada de R$ 300 mil do lobista, por meio de uma empresa de cannabis sediada em Portugal.

Após a confusão gerada pela quebra de sigilo de Lulinha, os petistas acusaram a cúpula da CPMI de fraude na votação e pediram a anulação dos votos. O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) acusa o relator e o presidente da Comissão de direcionar a investigação contra o governo e ignorar os requerimentos quando os alvos são a oposição.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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