PT e PL apostam que Fux recuará em decisão sobre eleição tampão no RJ

HUGO BARRETO/METRÓPOLES @hugobarretophoto
ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal STF julgamento trama golpista Metropoles 8

Lideranças do PT e do PL apostam que o ministro do STF Luiz Fux vai recuar da decisão em que suspendeu as novas regras para eleição indireta ao governo do Rio de Janeiro.

Na quarta-feira (18/3), Fux suspendeu uma lei que alterava de seis meses para 24 horas o prazo de descompatibilização de cargos públicos para quem fosse concorrer ao mandato-tampão no Rio.

A lei foi articulada pelo então governador Cláudio Castro (PL), que quer lançar como candidato na eleição indireta algum aliado que ocupava o cargo de secretário estadual até a semana passada.

O PT também tem interesse na nova legislação. O partido quer lançar na disputa o ex-deputado estadual André Ceciliano, que ocupava um cargo no Palácio do Planalto até a semana passada.

Após a decisão de Fux, petistas e bolsonaristas procuraram ministros do STF para tentar convencê-los a manter o prazo de 24h. Um deles foi o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ).

Após as conversas, caciques do PT e do PL passaram a propagar otimismo de que Fux recuaria da decisão. A aposta é de que o recuo deve sair até a quarta-feira (25/3).

A eleição tampão no Rio

O Rio terá de fazer uma eleição para governador tampão após a renúncia de Castro porque está sem vice-governador desde 2025, quando Thiago Pampolha renunciou ao posto para virar conselheiro do TCE.

O próximo na linha de sucessão seria o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União). Entretanto, ele está afastado do cargo pela Justiça, por suposto envolvimento no vazamento de operação da Polícia Federal.

Assim, a lei obriga a realização de uma eleição indireta, em que somente os deputados estaduais votam. Enquanto o governador tampão não é escolhido, o estado ficará sob o comando do presidente do Tribunal de Justiça do Rio.

Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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