
A quadrilha chinesa, alvo de uma megaoperação nesta quinta-feira (12/2), usava membros do Primeiro Comando da Capital (PCC) como laranjas em um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou cerca de R$ 1,1 bilhão com a distribuição de produtos eletrônicos de São Paulo para o restante do país.
Segundo as autoridades, o grupo criminoso usava pessoas com histórico criminal ligado a facções criminosas, que atuavam como sócios de fachada e beneficiário de imóveis de alto valor. “O uso destas figuras visava a blindagem patrimonial”, apontou a investigação.
Esquema bilionário
A operação, chamada de Dark Trader, contou com a participação de 100 policiais civis, 20 auditores fiscais e dois promotores de Justiça. A ação policial cumpre 20 mandados de busca e apreensão e três de prisão preventiva em São Paulo e Santa Catarina.
Além disso, o Grupo de Atuação Especial de Persecução Patrimonial (GAEPP) obteve o sequestro de valores de até R$ 1,1 bilhão, estando entre os bens identificados e bloqueados ao menos R$ 25 milhões em imóveis de alto padrão, carros de luxo e dezenas de contas bancárias em nome de laranjas.
Ao todo, a Justiça determinou o bloqueio de até R$36 bilhões. 32 pessoas, sendo 18 físicas e 14 jurídicas, e 36 contas bancárias são investigadas.
Fonte: Conteúdo republicado de metropolis

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